<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872</id><updated>2011-10-12T07:45:16.346-07:00</updated><title type='text'>Turcos</title><subtitle type='html'>Blog, que fala sobre povos e reinos Turcos</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>48</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-7541488040223601437</id><published>2011-03-16T09:33:00.000-07:00</published><updated>2011-03-16T10:05:28.537-07:00</updated><title type='text'>Tamerlão x Bayazid I</title><content type='html'>&lt;em&gt;Mais sanguinário que Gêngis Khan e senhor de um império quase tão vasto quanto foi o do conquistador Mongol, em 1402, Tamerlão enfrentou o sultão otomano Bayazid I&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4YNGsXxe080/TYDnE1dyjbI/AAAAAAAAGTA/lcZMVZgeO_w/s1600/Est%25C3%25A1tua%2Bde%2BTamerl%25C3%25A3o%2Bem%2BSamarcanda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584717608196935090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 304px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-4YNGsXxe080/TYDnE1dyjbI/AAAAAAAAGTA/lcZMVZgeO_w/s400/Est%25C3%25A1tua%2Bde%2BTamerl%25C3%25A3o%2Bem%2BSamarcanda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estátua de Tamerlão em Samarcanda.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No fim do século 14, o império bizantino era uma sombra do que fora um dia. Seu fim iria se concretizar com a queda definitiva da capital, Constantinopla, que desde 1394 sofria um bloqueio pelas forças do sultão Bayazid I. Mas, em 1402, o que parecia inevitável foi adiado por meio século. Não pela intervenção dos cristãos, mas pelo confronto do império otomano com Tamerlão, um conquistador das estepes que se julgava herdeiro de Gêngis Khan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpresas, Constantinopla e a cristandade européia viram Bayazid mover suas forças para a Anatólia (a porção asiática da Turquia atual) para enfrentar um irmão de fé – Tamerlão também era muçulmano. Os limites de seus impérios vinham colidindo e a semelhança de suas personalidades, líderes implacáveis, agravava a situação. Durante dois anos, eles trocaram ameaças por emissários. O teor dessas cartas selou o confronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tu obtiveras algumas vitórias sobre os cristãos da Europa porque tua espada fora abençoada. Tua obediência aos preceitos do Corão é a única coisa que nos impede de destruir teu país (...) arrepende-te, pois o trovão de nossa ira está suspenso sobre tua cabeça”, advertiu Tamerlão, em 1399. Bayazid, entre outras ameaças, violou o sagrado sigilo do harém: “Se tu não tiveres a coragem de me encontrar em batalha, talvez recebas tuas esposas depois de elas suportarem os enlaces de um estranho”. Era a guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Flagelo de Deus&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamerlão (a corruptela de seu nome no Ocidente) era filho de um chefe tártaro – povo das estepes que fora subjugado pelos mongóis. Nasceu em Kish, ao sul de Samarcanda, no Usbequistão, em 1336, ele ficou conhecido como Timur-i-Lenk, Timur, o Manco (um acidente com um cavalo o aleijara). Líder nato, não só uniu os clãs tártaros como, por volta de 1380, já dominava a Transoxiana, região que compreendia partes dos atuais Usbequistão, Tadjiquistão e Casaquistão. Seu objetivo: reconstruir o império mongol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1394, ele avançou sobre a Pérsia. Em 1396, voltou-se para o Cáucaso, invadindo a Geórgia, Armênia e Azerbaijão. Alcançou Moscou, em 1398. No ano seguinte, chegou a Délhi, onde enfrentou os elefantes do Exército indiano com valas e uma carga de camelos, nos quais ateou fogo. Em 1400, tomou Alepo e Damasco, na Síria, onde usou os paquidermes, e ainda bateu a famosa infantaria mameluca egípcia. A Ásia Central era sua. A personalidade de Tamerlão era tão contrastante quanto sua trajetória de camponês a imperador. Enquanto derramava sangue por onde passava, incentivava a arte em Samarcanda, enviando para lá artistas e arquitetos das cidades invadidas. Suas campanhas eram típicas dos povos montados – o que não podia ser levado era queimado até as cinzas, e seus homens eram livres para massacrar e pilhar. Como Gêngis Khan e Átila antes dele, o tártaro foi chamado, entre outros epítetos, de Flagelo de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1401, foi a vez de Bagdá ser devastada por suas hordas. Foram quase 100 mil mortos. Ali ficou famosa uma de suas práticas: torres e pirâmides de crânios cimentadas, um aviso a quem resistisse. O fato de o Islã proibir a guerra entre irmãos pouco dizia a ele, que via na divisão entre sunitas e xiitas sua justificativa (ele era xiita). Em 1402, aos 66 anos, Tamerlão partiu de Samarcanda para a Anatólia. Iria enfrentar Bayazid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Relâmpago&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surgimento dos otomanos está firmemente ligado à ascensão e queda dos mongóis. Durante o século 13, a Anatólia recebeu povos de origem turca vindos da Ásia Central que fugiam do império mongol. Eram homens com os mesmos dotes, cavaleiros hábeis com o arco, com uma diferença: a fé no Islã. O declínio dos Khans no fim daquele século permitiu o progresso do império otomano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bayazid I era bisneto do principal chefe a unir clãs na fronteira com os cristãos, Otaman (daí o nome de seu povo). Os otomanos possuíam o status de ghazi, aqueles que praticavam a guerra santa (Tamerlão também receberia essa distinção) e, na segunda metade do século 14, tomaram de assalto os Bálcãs. Murad I, pai de Bayazid, chegou a formar um exército de jovens cristãos convertidos ao Islã, os janízaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamado de Ilderim, o Relâmpago, Bayazid assumiu o comando com a morte do pai na batalha do Kosovo, em 1389. Na ocasião, estrangulou o próprio irmão Iacub para evitar oposição. Logo depois, os califas (sucessores de Maomé) do Egito o declararam sultão (aquele que detém o poder). Imbuído da nova posição, ele tomou a Bulgária em 1393 e, no ano seguinte, iniciou o bloqueio a Constantinopla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1396, o rei Sigismundo da Hungria tentou detê-lo. Com um exército de 100 mil homens, os cruzados alardearam que, se o céu caísse, poderiam segurá-lo com suas lanças. Mas foi o sultão quem caiu sobre eles e massacrou-os em Nicópolis (Bulgária). Bayazid disse, então, que tomaria a Europa e alimentaria seu cavalo no altar de São Pedro, em Roma. Ele forçou posições na Macedônia grega (Grécia) e seguiu pressionando Constantinopla, até que o confronto com Tamerlão se tornou inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Batalha de Ancara&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a intenção de lutar no coração da Anatólia, Tamerlão desviou sua rota pela Armênia e seguiu até Ancara, onde seu exército se posicionou. Bayazid, que o aguardava mais a leste, em Sivas, retornou furioso com seus soldados. No dia 20 de julho de 1402, as forças encontraram-se. O tártaro levara seus elefantes, que formaram uma longa linha, mas estes tinham mais uma função psicológica, infundir terror, que propriamente de combate. As formas de luta dos dois exércitos equivaliam-se e tornaram a batalha bastante renhida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após dispararem lanças e flechas, cada exército liberava uma carga de cavalaria. Tanto Tamerlão quanto Bayazid mostraram-se líderes atuantes em campo, mas pesou o fato de emires turco-otomanos que haviam perdido poder sob o jugo do sultão unirem-se ao tártaro. Os janízaros, em menor número, lutaram bravamente, mas foram encurralados pela cavalaria mongol. O sultão estava vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bayazid, então, teria sido levado para a tenda de Tamerlão para um jantar, no qual, entre as servas, estavam suas esposas. Depois, teria sido exposto pela cidade dentro de uma jaula. Lenda ou não, fato é que Bayazid morreria meses depois. O tártaro, ainda sob o ímpeto da conquista, tomou Esmirna (no leste da Turquia) dos cavaleiros de Rodes, mas fez acordos com os reis cristãos e poupou Constantinopla. Em 1404, retornou a Samarcanda, onde se preparou para uma nova campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretendia tomar Pequim da dinastia Ming e restaurar o poder criado por Kublai Khan, neto de Gêngis. Viajando durante o inverno, Tamerlão morreu de febre no trajeto, aos 69 anos. Hoje, é um herói no Usbequistão. Com o fim da União Soviética nos anos 1990, a estátua de Karl Marx, em uma das principais praças de Samarcanda, foi substituída pela do tártaro. Um dos locais mais visitados da cidade é o mausoléu ricamente adornado onde estariam seus restos mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fúria conquistadora de Tamerlão, porém, não era seguida de dotes administrativos e seu império não resistiu a sua morte. Os otomanos, por sua vez, teriam outro destino. Após a derrota em Ancara, seus enfraquecidos líderes travaram sangrentas lutas internas, mas conseguiram se reerguer. Em 1453, 50 anos após a morte de Bayazid, seu bisneto Maomé II tomou, enfim, Constantinopla. Ela seria a capital do império otomano até 1922.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TAMERLÃO (1336-1405)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Quem foi:&lt;/u&gt; Líder tártaro. Considerava-se herdeiro de Gêngis Khan.&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Contingente na Batalha de Ancara:&lt;/u&gt; cerca de 150 mil homens.&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Baixas:&lt;/u&gt; cerca de 20 mil mortos e feridos.&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Após:&lt;/u&gt; Morreria três anos depois ao tentar reaver as conquistas mongóis na China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BAYAZID I (1354-1403)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Quem foi:&lt;/u&gt; Sultão e bisneto do fundador do império otomano.&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Contingente na Batalha de Ancara:&lt;/u&gt; cerca de 90 mil homens.&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Baixas:&lt;/u&gt; cerca de 40 mil mortos e feridos.&lt;br /&gt;&lt;u&gt;Após:&lt;/u&gt; Preso, ele morreria meses depois. Um de seus bisnetos, Maomé II, tomaria Constantinopla em 1453.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Soldados escravos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1360, com a submissão dos Bálcãs pelos otomanos, estes tomaram como tributo jovens cristãos levados como escravos e doutrinados no Corão e nas armas. Sérvios, búlgaros, albaneses e bósnios fizeram parte do que Murad I chamou de Yengi cheri, janízaros, ou novos soldados. Milícias altamente treinadas de infantaria, terríveis no campo de batalha e que livravam os muçulmanos da carga de lutar contra irmãos de fé. Bayazid contava com cerca de 40 mil janízaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os soldados escravos sempre existiram, mas um dos primeiros líderes a “recrutá-los” maciçamente foi o califa al-Mutasim, em meados do século 9º. Jovens não-muçulmanos eram trazidos – geralmente da Ásia Central – e treinados sistematicamente. Esses escravos foram chamados de mamelucos e alcançaram tamanho status que, a partir do século 11, exerceriam o poder de fato no Islã. Em 1260, um exército mameluco egípcio infligiu a primeira derrota campal a uma horda mongol. Foi na Batalha de Ain Jalut, próxima a Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Revista Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-7541488040223601437?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/7541488040223601437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=7541488040223601437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/7541488040223601437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/7541488040223601437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2011/03/tamerlao-x-bayazid-i.html' title='&lt;strong&gt;Tamerlão x Bayazid I&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4YNGsXxe080/TYDnE1dyjbI/AAAAAAAAGTA/lcZMVZgeO_w/s72-c/Est%25C3%25A1tua%2Bde%2BTamerl%25C3%25A3o%2Bem%2BSamarcanda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-4295279061242988570</id><published>2010-11-25T05:53:00.000-08:00</published><updated>2011-03-11T13:03:04.086-08:00</updated><title type='text'>O Império Ataca</title><content type='html'>&lt;em&gt;Expansão dos otomanos deixa na defensiva a Europa cristã&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO5rFLBx9HI/AAAAAAAAGLg/AWX9KcD7h18/s1600/otomanos.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 310px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO5rFLBx9HI/AAAAAAAAGLg/AWX9KcD7h18/s400/otomanos.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543485927943435378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom do apelo do papa Alexandre VI, transmitido havia seis meses ao rei de Portugal pelo embaixador de Veneza, Domenico Pisani, já dizia tudo: era urgentíssimo armar uma cruzada naval para conter os turcos otomanos, o império em expansão que já tem a República Veneziana praticamente à sua mercê. Fiel à missão de combater os inimigos da fé cristã, dom Manuel não se fez de rogado e os portugueses agora aguardam ansiosos por notícias da grande armada que deixou o porto de Lisboa duas semanas atrás para socorrer os venezianos no Mar Egeu. São trinta navios, naus e caravelas, sob o comando de dom João de Meneses, conde de Tarouca. Não se deve esperar, contudo, que o esforço resulte em batalha decisiva no confronto entre as dois grandes centros de poder de nossa época – os otomanos e a cristandade. O equilíbrio de forças é grande, nenhum lado pode esperar aniquilar o outro. Além disso, o combate aos turcos derrapa com freqüência, visto que os cristãos vivem às turras entre si ou abandonam a Santa Cruzada se encontram pelo caminho presa tentadora para saquear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma guerra travada por mares e terras de três continentes. Seu desfecho repercutirá, previsivelmente, durante séculos na vida dos povos da Europa. Neste momento, a cristandade está na defensiva. Com um pé em cada continente, os otomanos são os primeiros asiáticos a estabelecer um império duradouro na Europa. Menos de cinqüenta anos atrás, eles capturaram Constantinopla, a cidade construída por Constantino, o primeiro imperador romano convertido ao cristianismo, e lhe deram o nome de Istambul. A queda foi um choque para a Europa cristã. Seu conquistador, o sultão Maomé II, construiu um palácio de sonhos no ponto mais alto da cidade, o Topkapi, e transferiu para lá a capital do império otomano. Assombra pensar que, apenas dois séculos atrás, nenhum cavaleiro cristão daria uma segunda olhadela no que era então uma tribo insignificante na horda turca recém-chegada das estepes. O primeiro sultão, Osman (Otman em árabe, daí o nome do império), que viveu no início do século XIV, era um gázi, como chamam um paladino da gázua, a guerra sem quartel aos não-muçulmanos. A essa guerra santa ele acrescentou um propósito imperial: o sonho de um mundo unido sob o estandarte do Islã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O império dos sultões inclui agora uma grossa fatia do sul da Europa. O exército de Bayezid II, o atual detentor da espada de Osman, magnífica arma de dois gumes que passa de sultão a sultão, está nos portões de Belgrado. Da Praça de São Marcos, os venezianos podem ver, com o coração aos pulos, os incêndios de seus entrepostos no Mar Adriático. A situação só não é mais grave porque Bayezid II tem pouco apego às coisas da guerra, preferindo consolidar as conquistas com novos regulamentos e um gordo aparato burocrático deixado, em boa parte, a cargo de escravos cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entregar a administração a escravos, tirados desde pequenos da família e criados na mais estrita fidelidade ao sultão, é uma das peculiaridades dos otomanos. Outra, um antigo costume transformado em lei por Maomé II, estabelece que o príncipe que primeiro for aclamado sultão mate todos os seus irmãos. Os príncipes são estrangulados com uma corda de arco, visto que seria sacrilégio derramar sangue real. A lei é bárbara, mas se sustenta sobre uma lógica fria que o florentino Nicolau Maquiavel provavelmente aplaudiria. É melhor matar uns poucos, dizem os otomanos, que correr o risco de o império ser devastado por guerras sucessórias. Bayezid viveu esse drama até consolidar seu poder. Venceu em batalha o irmão caçula, Jem, mas o príncipe derrotado encontrou refúgio com os Cavaleiros de São João em Rodes, a última fortaleza cruzada na Ásia Menor. Durante doze anos de exílio no mundo cristão, ele foi pivô de conspirações internacionais. Seis anos atrás, ao tomar Roma, o rei Carlos VIII capturou Jem e o enviou para a França. O príncipe adoeceu e morreu no caminho, levantando fortes suspeitas de que tenha sido envenenado a mando do irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os otomanos dizem que o mundo é dividido entre o Reino da Guerra, a eterna fronteira dos gázis contra os infiéis, e o Reino da Paz, onde povos e religiões coexistem sob a justa lei do sultão. A aplicação disso na prática pode ser vista em Istambul, que em nada lembra a decadente capital bizantina. Transformou-se numa encruzilhada cosmopolita e cresce mais rápido que qualquer outra capital européia. Judeus e mouros expulsos da Espanha e de Portugal chegaram recentemente. Engrossam a multidão de turcos, gregos e armênios nas lojas e vielas do bazar aberto dia e noite. O sultão permite que judeus e cristãos pratiquem discretamente sua religião, costumes e leis em troca de um imposto especial. Graças à pax otomana, o comércio e o artesanato prosperam, abrem-se estradas para o trânsito de caravanas, as colheitas são abundantes e a população aumenta sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mercadores venezianos e outros viajantes cristãos estão bem familiarizados com os costumes turcos, mas muitas de suas instituições continuam a parecer intrigantes aos olhos europeus. A mais perturbadora é o harém, onde vivem encerradas as esposas, concubinas e escravas dos muçulmanos mais endinheirados. Se dermos ouvidos aos relatos dos cruzados que retornam do Oriente, somos levados a acreditar que se trata de um tipo de bordel, onde se permite toda a luxúria. Embaixadores enviados à corte otomana descrevem uma realidade bem diversa. É por pudor puritano que os muçulmanos escondem as mulheres do olhar cúpido de estranhos. A situação das mulheres cristãs, em especial na Península Ibérica, não é muito diferente. O que espanta mesmo é a poligamia. Bayezid II tem centenas, alguns dizem milhares, de mulheres (o sultão favorece as loiras trazidas de seus domínios nos Bálcãs) vigiadas por eunucos brancos e negros – em geral cristãos do Cáucaso ou africanos do Sudão, pois as leis do Corão proíbem emascular muçulmanos. O serralho é um ninho de intrigas e histórias escabrosas. Visto que o Corão não estabelece diferença entre os filhos das esposas e das concubinas, é intensa a disputa entre as mulheres para promover os direitos de seus respectivos herdeiros. Mas coitada daquela que desagradar a seu senhor, pois ele manda colocá-la num saco e a joga nas águas do Bósforo. Conta-se que um sultão, consumido por fúria insana, desfez-se de todo o seu harém. Um mergulhador que naqueles dias tentava libertar a âncora de um barco viu-se diante de uma floresta de sacos agitando-se ao sabor das correntes marinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Europa cristã escuta fascinada e incrédula os relatos sobre essa sociedade onde todo mundo parece ter orgulho de se proclamar escravo do sultão e um filho de pastor pode chegar a grão-vizir. Onde já se ouviu falar em altos funcionários ou comandantes militares nascidos em choupanas? Sim, pois, além dos quadros administrativos, também têm a mesma origem os janízaros, a infantaria de elite formada por soldados-escravos. A guerra é o celeiro que alimenta a burocracia e o exército. Todos os anos os otomanos importam 20 000 escravos eslavos e norte-africanos. A estes acrescenta-se o "tributo de meninos", que determina que todo quinto menino cristão nascido nos domínios otomanos deve ser entregue ao serviço do sultão. A família pode esquecê-lo. Os mais robustos serão selecionados para o corpo de janízaros – "homens da espada". Separados desde a tenra infância dos laços familiares, esses soldados de fartos bigodes só são fiéis ao sultão. Os meninos escravos que sobressaem na matemática ou caligrafia são levados à escola no palácio e iniciados na profissão de criado real. Entre eles é escolhida a nova administração pública – um sistema baseado inteiramente no mérito, o que a Europa cristã, onde a linhagem familiar continua a ter enorme peso quando se trata da distribuição de cargos públicos, não consegue entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando defrontaram pela primeira vez com as tropas otomanas, os europeus espantaram-se com a velocidade e o silêncio com que marcham. Um cronista francês escreveu: "Eles partiram subitamente e 100 soldados cristãos fariam mais barulho que 10000 otomanos. Quando o tambor tocava, colocavam-se em marcha, jamais errando o passo, jamais parando até receber ordem. Com armas leves, numa noite viajam tanto quanto seus adversários cristãos em três dias". Uma esquadra de engenheiros garante que não faltarão pontes pelo caminho. Milhares de camelos e carroças asseguram o abastecimento das tropas e as balas para os canhões. Os otomanos os preferem tão grandes que muitas vezes é preciso fundi-los no próprio local da batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais impressionante é a mehter, a banda militar com seus címbalos e tambores. "Quando eles passam tocando todos ao mesmo tempo, o barulho faz o cérebro dos homens sair pela boca", narrou um sobrevivente das lutas nos Bálcãs. Essa inovação otomana na arte da guerra, a banda militar que marcha com o exército na batalha, espalha terror quando anuncia um assalto ou acompanha a parada vitoriosa numa cidade recém-conquistada. O terror, imaginado ou real, é uma das melhores armas do arsenal dos otomanos. Costumam enviar na vanguarda uma força de irregulares recrutados nas aldeias e chamados de delils – os fanáticos. Pagos apenas com o que saqueiam, devastam o território inimigo como praga de gafanhotos. O sultão os usa para esmagar as defesas fronteiriças e aterrorizar a população. Quando necessário, são sacrificados para absorver os primeiros ataques inimigos. Enquanto o exército está em terras otomanas, contudo, a disciplina rigorosa não permite que nenhum militar maltrate os camponeses, estrague as colheitas ou roube um só de seus carneiros. É com certeza um pensamento herético, mas os cavaleiros cristãos bem fariam se adotassem esse costume dos inimigos otomanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://veja.abril.com.br/historia"&gt;Veja na História&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/saga-do-sultao-suleiman_01.html"&gt;► A Saga do Sultão Suleiman &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/10/os-judeus-no-imperio-otomano.html"&gt;► Os Judeus no Império Otomano &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/03/vida-no-harem-otomano.html"&gt;► A vida no harém Otomano &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Confira as atualizações do portal!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJy21MEL3QI/AAAAAAAAGEI/BgN0vOOn42s/s1600/atualiza%C3%A7%C3%B5es.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 156px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJy21MEL3QI/AAAAAAAAGEI/BgN0vOOn42s/s200/atualiza%C3%A7%C3%B5es.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5520488268137487618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;João Vaz Corte Real: &lt;br /&gt;Navegador e Donatário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;João Vaz Corte Real foi um navegador português &lt;br /&gt;do século XV ligado ao descobrimento da Terra Nova, &lt;br /&gt;cerca do ano de 1472. Era oriundo da cidade de Tavira, &lt;br /&gt;na província de Algarve, Portugal. Foi considerado o &lt;br /&gt;primeiro europeu a chegar à costa Americana, pelo menos, &lt;br /&gt;mais de vinte anos antes de Cristóvão Colombo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2011/03/joao-vaz-corte-real-navegador-e.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A Arte Trácia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Os Trácios foram o primeiro povo europeu a &lt;br /&gt;adotar os estilos artísticos orientais. Os motivos mais &lt;br /&gt;frequentemente encontrados nos objetos dos tesouros&lt;br /&gt; trácios são os animais. Muitas vezes representados &lt;br /&gt;durante uma luta entre si.Comumente se afirma que&lt;br /&gt; o estilo animalesco determina a arte trácia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2011/03/arte-tracia.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A onda vermelha do norte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; A atual Escandinávia, era povoada por um &lt;br /&gt;grande número de nações. A maioria dos grupos, &lt;br /&gt;que participaram das migrações, era proveniente &lt;br /&gt;da Escandinávia meridional, dos Países Baixos e &lt;br /&gt;outros da costa da Alemanha. Tais povos investiram&lt;br /&gt; sobre a Bretanha, no final do século III. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povosgermanicos.blogspot.com/2011/03/onda-vermelha-do-norte.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Angola é nossa!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; Com a independência do Brasil, Portugal correu&lt;br /&gt; o risco de perder, por tabela, outra colônia: Angola. &lt;br /&gt;Temia-se que a possessão africana fosse anexada &lt;br /&gt;pelos brasileiros. E havia bons motivos para essa&lt;br /&gt; preocupação. Recém-independente, o Brasil tramou &lt;br /&gt;tomar de Portugal o controle da colônia africana. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2011/03/angola-e-nossa.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“O que você faz em vida ecoa na eternidade”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-4295279061242988570?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/4295279061242988570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=4295279061242988570' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4295279061242988570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4295279061242988570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/11/o-imperio-ataca.html' title='&lt;strong&gt;O Império Ataca&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TO5rFLBx9HI/AAAAAAAAGLg/AWX9KcD7h18/s72-c/otomanos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-5827622500521315057</id><published>2010-10-10T10:44:00.000-07:00</published><updated>2010-11-25T17:25:41.225-08:00</updated><title type='text'>Os Judeus no Império Otomano</title><content type='html'>&lt;em&gt;O Império Otomano abrigou muitos judeus que fugiam da perseguição religiosa. Eles eram acolhidos pelas regiões e&lt;br /&gt; países pertencentes ao Império &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLH8SXa9zkI/AAAAAAAAGFw/lRSGoS5makI/s1600/Teto+da+sinagoga+Zulfaris,+atualmente+o+Museu+Judeu+da+Turquia..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526475610215272002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLH8SXa9zkI/AAAAAAAAGFw/lRSGoS5makI/s400/Teto+da+sinagoga+Zulfaris,+atualmente+o+Museu+Judeu+da+Turquia..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Teto da Sinagoga Zulfaris, atualmente o Museu Judeu da Turquia. &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Datada de 1671, foi transformada em setembro de 2001 em museu.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Durante o fim do século XIV e início do século XV, à medida que os Otomanos avançavam em direção a Istambul, judeus expulsos da Hungria, da França e da Sicília se refugiaram em seus domínios. A eles se juntaram também judeus que fugiram de Thessaloniki (Salônica), então sob domínio veneziano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em 1470, judeus expulsos da Bavária estabeleceram-se na Turquia. Em 1492, Cristóvão Colombo zarpava do porto de Palos, um porto não tão importante quanto os de Cadiz e Sevilha. A utilização destes dois últimos, no entanto, era impossível, visto que eles estavam cheios de judeus expulsos da Espanha pelos reis católicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A expulsão dos judeus da Espanha, em 1492, e a Conversão Forçada de 1497, em Portugal, produziram a "Diáspora Sefaradita", levando judeus a buscar refúgio em terras como as do Norte da África e as do extenso Império Otomano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos, ansiosamente, aceitaram o oferecimento feito pelo Sultão Bayezid II para se integrarem à vida do Império Otomano. Bayezid II fez questão de favorecer a entrada de judeus e ordenou aos seus governantes para acolhê-los cordialmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVI, os judeus expulsos da Bohêmia chegaram ao Império Turco-Otomano. Judeus expulsos de Apulia, na Itália, que caíram sob domínio do Papa foram resgatados pelo Sultão Suleiman, o Magnífico, que escreveu uma carta ao Papa, exigindo sua liberação. O Papa cedeu, visto que o Império Turco Otomano era uma grande potência da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os judeus eram protegidos pelo estatuto da Dhmmis (aplicado a não-muçulmanos que pertencessem aos povos do livro – judeus e cristãos), que os relegava a cidadãos de segunda classe, mas garantia sua vida, direito de propriedade e direito de culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os judeus encontraram seu espaço em certas profissões que os muçulmanos não tinham interesse em fazer – eles preferiam se dedicar às atividades militares, políticas e religiosas - e nas quais os cristãos dos territórios recém conquistados não eram tidos como confiáveis. Trazendo sua experiência mercante e algumas inovações, como a prensa tipográfica, constituíram a classe média do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Mediterrâneo, os judeus ibéricos posicionaram-se em núcleos urbanos, compondo formidável rede familiar de relações sócio-econômicas, que tornou válida a idéia do Mediterrâneo como o "Mar Sefaradita" ou o "Mare Nostrum Sephardicum", expresso por alguns historiadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expressando sua opinião sobre a expulsão da Espanha, Bayezid II havia declarado na ocasião: "O rei espanhol Ferdinando é erroneamente considerado um sábio, pois com a expulsão dos judeus, empobreceu o seu país e enriqueceu o nosso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era evidente que os otomanos sabiam dos benefícios potenciais da emigração em massa. Aceitavam os judeus parcialmente por interesses econômicos. Os judeus da Espanha eram altamente qualificados, educados e grandes homens de negócios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bayezid II e seus sucessores, a partir do século XV, acolheram os sefaraditas no domínio otomano e valeram-se de seus préstimos e conhecimentos não só para a expansão e desenvolvimento do comércio regional e internacional, mas também para o incremento das finanças, diplomacia, negócios bancários, corretagem e ourivesaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os refugiados de origem ibérica foram designados pelos dirigentes otomanos a importantes cargos político-administrativos, participando, inclusive, da estratégia de colonização de diversas áreas do vasto Império. Os positivos contatos mantidos entre sefaraditas e otomanos permitiram que laços de identidade se solidificassem com o tempo, em convivência de mútuo e duradouro respeito. O sistema político-administrativo otomano permitiu às minorias a preservação da religião, do idioma, das tradições e costumes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa escrita, trazida para Istambul em 1493, por dois irmãos refugiados da Espanha é um exemplo da sofisticação que os judeus introduziram no Império Otomano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos consideravam que o Império Otomano lhes proporcionava o portão de entrada para a Terra de Israel. Ainda assim os judeus rapidamente se adaptaram ao renovado sentimento de liberdade e continuaram a se desenvolver culturalmente, financeiramente e espiritualmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citamos como exemplo um dos documentos mais sagrados que apareceu no império, (com a ajuda da imprensa escrita) o Shulchan Aruch de Rabbi Joseph Caro. Publicado em 1564, continha o código de leis sefaraditas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura judaica revigorou-se. Um importante centro cabalista se firmou em Tzfat. Foram escritas obras como o Shulchan Aruch e a canção Lechá Dodí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Os judeus foram proeminentes na medicina da corte (A Sublime Porta, nome poético da corte otomana), na diplomacia e como conselheiros e ministros da corte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, a população judaica no Império Otomano chegou a 200.000 habitantes, contra apenas 65.000 na Europa. Eles se assentaram principalmente nas cidades de Istambul, Sarajevo, Salônica, Adrianople, Nicopolis, Jerusalém, Safed, Damasco, Cairo, Bursa, Tokat, Amasya e, mais tarde, em Smyrna. A população judaica em Salônica cresceu tanto que os judeus tornaram-se maioria na cidade. Esta cidade se tornou o centro da vida judaica sefaradí. Suas indústrias e o dinamismo de seu porto (desativado aos sábados), transformaram a cidade de Salônica, numa cidade-líder da rota comercial da indústria têxtil do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos sefaraditas vivia em Istambul, Salônica e Esmirna, perto dos dirigentes otomanos, seus protetores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Istambul, centro administrativo e comercial do Império Otomano, passagem marítima do Mar Negro e do Mediterrâneo, constituía uma verdadeira praça de câmbios, onde produtos do velho e do novo mundo eram comercializados. Foi nesta cidade que a maior comunidade judaica se organizou. Em 1900 a comunidade de Istambul contava aproximadamente 300.000 judeus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decadência otomana e a ingerência do imperialismo europeu em terras do Oriente Médio levaram famílias de negociantes sefaraditas, procedentes de Istambul, Esmirna, Ilha de Rodes, Egito e de outras comunidades a buscar estabelecer-se em terras da Europa Ocidental, em diáspora à que chamamos de "Retorno ao Ocidente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Revista Morasha / Rio Total / Yeshuasar Shalom / Wikipédia / Chazit.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/09/via-otomana-para-europa.html"&gt;► A via otomana para a Europa &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/03/vida-no-harem-otomano.html"&gt;► A vida no harém Otomano &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/saga-do-sultao-suleiman_01.html"&gt;► A Saga do Sultão Suleiman &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-5827622500521315057?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/5827622500521315057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=5827622500521315057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5827622500521315057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5827622500521315057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/10/os-judeus-no-imperio-otomano.html' title='&lt;strong&gt;Os Judeus no Império Otomano&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TLH8SXa9zkI/AAAAAAAAGFw/lRSGoS5makI/s72-c/Teto+da+sinagoga+Zulfaris,+atualmente+o+Museu+Judeu+da+Turquia..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-2867156605400619309</id><published>2010-09-02T11:41:00.000-07:00</published><updated>2010-10-10T18:23:50.191-07:00</updated><title type='text'>A via otomana para a Europa</title><content type='html'>&lt;em&gt;Cinco séculos de domínio turco marcaram profundamente a cultura, a cozinha, a língua e até os gestos dos países balcânicos. &lt;br /&gt;Ao ponto de influenciar a atitude destes em relação à União Européia e o ritmo da sua integração&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TH_walj115I/AAAAAAAAF7g/ZTNOHefCQ5E/s1600/O+bairro+turco+de+Skopje,+Maced%C3%B3nia..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512388808474482578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TH_walj115I/AAAAAAAAF7g/ZTNOHefCQ5E/s400/O+bairro+turco+de+Skopje,+Maced%C3%B3nia..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O bairro turco de Skopje, Macedônia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quando se trata de explicar o peso do passado e da herança otomanas na composição da identidade contemporânea das nossas nações, os nossos eruditos omitem elementos essenciais. Quase todos os povos balcânicos minimizam essa influência, apesar de ela ser onipresente. Maria Todorova, autora do livro &lt;em&gt;Imagining the Balkans&lt;/em&gt; (Oxford Press Libri, 1997), causou alvoroço por ter acusado claramente os historiadores e outros sociólogos oficiais dos Estados balcânicos de ocultar a verdade sobre o seu passado otomano e sobre a herança desse período, encarados com desdém ou negação [na Bulgária, de onde é originaria Maria Todorova, a historiografia oficial utiliza a expressão "&lt;em&gt;jugo turco&lt;/em&gt;" para designar esse período]. E vai mais longe, ao dizer que não se deve estudar "&lt;em&gt;a herança otomana nos Balcãs&lt;/em&gt;" mas "&lt;em&gt;os Balcãs como herança otomana&lt;/em&gt;", propondo como ponto de partida a própria origem da palavra, "balkan", que significa montanha arborizada em turco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa herança é perceptível em todos os níveis da vida social. Na política, por exemplo, traduz-se pela procura exclusivamente extra-institucional de uma solução para os problemas (o &lt;em&gt;pazarlik&lt;/em&gt; – regateio). A inexistência de uma elite cultural autóctone também faz parte dessa herança: em todas as regiões do Império Otomano, as elites eram compostas essencialmente por intelectuais formados no estrangeiro, uma situação que não mudou depois de as diferentes nações terem ascendido à independência. A ausência de burguesia e de aristocracia local, bem como o insucesso da industrialização da época otomana são duas das razões da fragilidade econômica dos países dos Balcãs, apesar de estes terem seguido em direções diferentes, no século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Herança turca nos gestos e na gastronomia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período otomano também deixou inúmeros vestígios nos costumes e nos gestos quotidianos, que são características inevitáveis do nosso código cultural. Mesmo pondo de lado os "turquismos" [as palavras de origem turca] presentes naquilo que dizemos, o discurso não verbal de todos os "pós-otomanos" tem tudo para deixar espantado um ocidental. Alguns gestos bruscos bem definidos, o fato de cuspirmos para mostrar decepção ou indignação (tudo isto acompanhado por um tonitruante &lt;em&gt;yazik!&lt;/em&gt; - "maldição") ou de bater no joelho para indicar que estamos a falar a sério são gestos de comunicação que um oriental compreende muito melhor do que um ocidental. A cozinha é outro aspecto da vida quotidiana no qual não faltam influências turcas: a sarma (folhas de videira ou de couve recheadas), a &lt;em&gt;moussaka&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;tourlitava&lt;/em&gt; (ratatouille) e o &lt;em&gt;börek&lt;/em&gt; (um folhado) são especialidades orientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebemos café turco e gostamos muito de &lt;em&gt;baklavas&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;touloumbas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;boza&lt;/em&gt;, tudo doces orientais. E convém não esquecer a &lt;em&gt;kafeana&lt;/em&gt; (kahvehan), a instituição onde, na cidade ou no campo, se faz a opinião pública, e que, apesar de parecida com os bares e restaurantes, continuará sempre a ser uma &lt;em&gt;kafeana&lt;/em&gt;, porque não há nada igual no mundo ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma introspecção mais aprofundada levar-nos-ia a outros exemplos: o patriarcado, a corrupção, a dependência que a justiça tem dos políticos e das pessoas influentes, os negócios "no mercado negro" e o regateio são elementos indissociáveis da cultura otomana. Os cinco séculos e meio de autoridade e, mais globalmente, de presença turca deixaram raízes profundas nas nossas culturas. Este pano de fundo otomano é a principal razão pela qual a transição dos nossos países para o modelo liberal ocidental se processa com dificuldade ("com diferença” seria mais exato). É também a razão pela qual, numa época em que todos utilizamos a Internet e consideramos o Inglês como a nossa segunda língua, os debates giram sempre em torno da oportunidade ou não de construir novas igrejas e mesquitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.presseurop.eu/pt"&gt;Presseurop&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-2867156605400619309?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/2867156605400619309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=2867156605400619309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2867156605400619309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2867156605400619309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/09/via-otomana-para-europa.html' title='&lt;strong&gt;A via otomana para a Europa&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TH_walj115I/AAAAAAAAF7g/ZTNOHefCQ5E/s72-c/O+bairro+turco+de+Skopje,+Maced%C3%B3nia..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-4778694507989361903</id><published>2010-08-09T11:42:00.001-07:00</published><updated>2010-09-02T12:36:38.790-07:00</updated><title type='text'>O Canhão Otomano</title><content type='html'>No século XV, época em que a artilharia era ainda incipiente, o canhão tornou-se numa das armas mais temíveis do império otomano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGBNVylFyRI/AAAAAAAAFvU/JfLkhPiCKUQ/s1600/Imagem+1.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGBNVylFyRI/AAAAAAAAFvU/JfLkhPiCKUQ/s400/Imagem+1.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503483781396678930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a tomada de Constantinopla pelos Turcos em 1453 apenas foi possível graças ao uso intenso de canhões que destruíram as suas inexpugnáveis muralhas. Mas os turcos otomanos não possuíam tradições no uso de artilharia e, se não fosse um irónico episódio, aparentemente insignificante, talvez a História tivesse seguido outro rumo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canhão que veio a ser conhecido como &lt;em&gt;Bombarda Turca&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Basílica&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Canhão Real&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Canhão de Mehmed&lt;/em&gt; foi na verdade trazido da Hungria. O seu inventor, um engenheiro de nome Orban, apresentou-o ao sultão Mehmed II após uma tentativa falhada junto do então imperador do Império Bizantino, Constantino XI, que a recusou. É esta a grande ironia da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés do seu adversário, o sultão viu naquele engenho grandes potencialidades e dispôs-se a financiar a construção de um protótipo. Deve dizer-se que o projecto era extremamente complexo e oneroso. Terá sido este último aspecto, aliás, que desinteressou Constantino. Durante meses, na cidade de Edirne, um exército de operários trabalhou sob a orientação de Orban, consumindo quantidades enormes de bronze e outras matérias primas necessárias à fundição das duas peças que compunham o canhão. Quando ficou pronto, o sultão pôde enfim contemplar o enorme monstro que tinha encomendado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGBP-0tAUMI/AAAAAAAAFvc/Tt6vdHMbv4w/s1600/Imagem+2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 166px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGBP-0tAUMI/AAAAAAAAFvc/Tt6vdHMbv4w/s400/Imagem+2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503486685364637890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligadas, as duas peças formavam um tubo cilíndrico com 5,20 de comprimento - uma dimensão colossal para a época! O conjunto pesava cerca de 19 toneladas e possuía um calibre de 75 cm (o que quer dizer que podia projectar bolas de pedra com este diâmetro) pesando cerca de 600 Kg, a uma distância superior a 2 Km. Era necessário testá-lo e, primeiro, conseguir tirá-lo dali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ajuda de 60 bois e 400 homens, dos quais metade prepararam um piso capaz de suportar tamanho peso, o canhão foi deslocado até um local de testes. Aí, foi carregado com pólvora e uma enorme esfera de pedra que foi projectada a mais de 1500 metros e se enterrou no solo quase 2 metros! Pouco preciso mas de efeito devastador. Vários destes canhões foram então preparados e colocados em frente às muralhas de Constantinopla. Bastou algumas horas de fogo para que as defesas fossem literalmente desbaratadas e as tropas otomanas tomassem a mítica capital do Império bizantino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://obviousmag.org"&gt;Obvious&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/03/queda-de-constantinopla.html"&gt;► A Queda de Constantinopla &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/imprio-otomano.html"&gt;► O Império Otomano &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/saga-do-sultao-suleiman_01.html"&gt;► A Saga do Sultão Suleiman &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-4778694507989361903?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/4778694507989361903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=4778694507989361903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4778694507989361903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4778694507989361903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/08/o-canhao-otomano.html' title='&lt;strong&gt;O Canhão Otomano&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGBNVylFyRI/AAAAAAAAFvU/JfLkhPiCKUQ/s72-c/Imagem+1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-3674699468202915342</id><published>2010-08-06T14:04:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T15:01:48.679-07:00</updated><title type='text'>Saladino, o herói muçulmano</title><content type='html'>&lt;em&gt;No século XII, o curdo saiu do anonimato ao reconquistar os territórios sagrados tomados pelos cristãos durante as cruzadas. Em uma carreira meteórica, ele se tornou sultão de um império que se estendeu da Síria ao Egito, passando pela disputada Jerusalém&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx5nJywf-I/AAAAAAAAFuM/8Du9ZaNR3wg/s1600/Imagem+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502406558290575330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 378px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx5nJywf-I/AAAAAAAAFuM/8Du9ZaNR3wg/s400/Imagem+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Glória a Deus que gratificou o Islã com esta vitória e que reconduziu esta cidade ao bom caminho após um século de perdição! Honra a este exército que Ele escolheu para consumar a conquista! E saudação a ti, Saladino Yussef, filho de Ayyub, que restituiu a esta nação sua dignidade injuriada!". Foi com essas palavras, na sexta-feira de 9 de outubro de 1187, uma semana depois da reconquista de Jerusalém, que o cádi de Damasco, Mohiedin Ibn al-Zaki, abriu o seu sermão na mesquita de Al-Aqsa, dentro da Cidade Santa. Seu discurso era um agradecimento a Salah al-Din Yusuf bin Aiub, conhecido no Ocidente como Saladino, responsável por tomar a cidade dos cruzados. Finalmente, depois de quase 90 anos de dominação ocidental e longos e sangrentos combates, os muçulmanos voltavam a ocupar um dos lugares mais sagrados do Islã, de onde o profeta Mohammad (Maomé) teria ascendido ao céu, cinco séculos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx6NcNfzzI/AAAAAAAAFuU/ABokYeNUqm4/s1600/Imagem+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502407216069594930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 375px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx6NcNfzzI/AAAAAAAAFuU/ABokYeNUqm4/s400/Imagem+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitos como esse fizeram de Saladino um verdadeiro herói do mundo islâmico. O Ocidente o conheceu, em parte, recentemente, por intermédio do filme Cruzada (2005), de Ridley Scott. No entanto, a figura do sultão e estrategista curdo, nascido no ano de 1138 em Tikrit (atual Iraque), é muito mais ampla que uma aparição coadjuvante em um longa-metragem hollywoodiano. Até hoje ele é lembrado como um dos principais chefes militares muçulmanos, um símbolo da luta e da resistência contra a ocupação ocidental. Muitos são seus atributos, como bem descrevem vários historiadores árabes e europeus. Foi retratado como um bravo guerreiro no campo de batalha, um negociador astuto no campo da diplomacia, uma pessoa generosa com os vencidos e também um homem de muita sorte, atributo que o acompanharia por toda a sua vida, cercada de mitos e lendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O NASCIMENTO DE UM HERÓI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em meio a intrigas, traições, avanços e batidas em retiradas que surge a figura de Saladino. Ele era filho de Ayyub (Jô, em português), daí o nome da dinastia aiúbida, da qual seria o fundador. Convidado por seu tio Chirkuh a conquistar terras egípcias e chegar ao Cairo (sede do califado xiita e da dinastia fatímida), ele entrou, aos 25 anos, como mais um anônimo e saiu, seis anos depois, como vizir do reino mais rico do mundo árabe. Saladino e seu tio serviram a Nuradin, filho de Zinke (comandante turco que reconquistou Edessa dos francos, no ano de 1144) e senhor da Síria, um dos mais fortes reinos do mundo muçulmano daquele momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Nuradin, a presença européia na região era considerada uma invasão e o xiismo, uma heresia. Por isso, ele conclamou um jihad contra os francos e os inimigos do sunismo, no caso, os xiitas fatímidas do Egito. Vale ressaltar que o termo jihad refere-se a um substantivo masculino e é erroneamente empregado no Ocidente como guerra santa. De forma simplificada, a palavra significa uma reação a uma ação, uma luta ou combate contra o mal, uma invasão, uma ofensa, a mentira, as injustiças, a opressão, um crime ou uma violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx6nfXpeeI/AAAAAAAAFuc/iy-guN5FmjM/s1600/Imagem+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502407663594076642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx6nfXpeeI/AAAAAAAAFuc/iy-guN5FmjM/s400/Imagem+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Durante sua educação em Damasco, Saladino &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mostrou-se mais interessado em teologia do que nas &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;práticas militares. Imagem de manuscrito do século XV.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Foi com este pensamento que Saladino e Chirkuh partiram rumo ao Egito, onde o poder se alternava de mãos em mãos devido a disputas internas. O lugar era também objeto de extrema cobiça dos franj. Essa terminologia era usada, inicialmente, apenas para denominar os francos, mas acabou se tornando usual para se referir a todo indivíduo do Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após anos de batalha e três campanhas, as forças sírias saíram vencedoras. Chirkuh era a pessoa mais apropriada para governar as novas possessões de Nuradin, mas morreu vítima de um suposto mal-estar. Para ocupar a posição de vizir (governador) da extensão egípcia do império sírio, foi escolhido, intencionalmente, aquele que parecia o menos capaz para a empreitada: Saladino. "Era o mais jovem e parecia ser o mais inexperiente e o mais fraco dos emires do exército". Essa era a opinião dos conselheiros, de acordo com os relatos do historiador árabe Ibn al-Athir. Mas o curdo se mostrou justamente o contrário. E, em pouco tempo, consolidou sua autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso de Saladino no Egito era fonte de preocupação para Nuradin. O clima de tensão cresceu entre pupilo e mestre, a ponto de o segundo recusar, por diversos momentos, um encontro direto com o senhor da Síria. Em Damasco, o filho de Ayyub foi acusado de insubmissão e traição. Não é para menos. Por anos, recusou-se a colocar fim ao califado xiita, que havia dois séculos reinava ali. No lugar disso, preferiu "apenas" eliminar funcionários fatímidas que não lhe foram confiáveis. Quanto ao califa Al-Adid, preferiu não tocar nele temendo uma reação da população local, o que colocaria em risco sua posição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vizir Saladino preferiu esperar. Além de desenvolver uma sincera amizade com Al-Adid, que tinha apenas 18 anos, sabe que, apesar de sua jovialidade, é uma pessoa frágil e doente. Portanto, para que mexer em um vespeiro se supunha que a natureza lhe faria o trabalho que deveria ser dele? De fato, o califa morreu dois anos depois da entrada do curdo no Cairo, pondo fim à dinastia fatímida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio tempo, teve de ter habilidade e diplomacia para não entrar em um confronto direto com o seu mestre de Damasco. Em pelo menos um momento, Nuradin se dispôs a invadir o Egito. Saladino tinha homens dispostos e força suficiente para suplantar tal investida. A decisão que tomaria poderia justificar a pecha de ambicioso, já há muito empregada pelos funcionários de Damasco, ou servo fiel e leal, como seu pai fora a vida inteira. Foi justamente Ayyub quem alertou o filho de que o tempo estava ao seu favor, sendo equivocado medir forças com quem devia submissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez da espada, o então vizir do Egito preferiu empunhar uma pena e escrever para Damasco. Na carta, ressaltou que o Egito pertencia a Nuradin e que bastaria que o seu senhor lhe enviasse um camelo ou um cavalo para que ele, Saladino, fosse até a Síria como homem humilde e submisso. A medida foi suficiente para aplacar a desconfiança de Nuradin, mas despertou em Saladino a desconfiança de que uma investida viria de fato a acontecer. Antecipando-se a esse momento, pediu para que seu irmão, Turanshah, conquistasse o Iêmen, ordem que foi cumprida. Doravante, esse país, localizado na extremidade da Península da Arábia, seria um porto seguro caso ele e sua família precisassem de abrigo. Jamais precisaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx7oa117iI/AAAAAAAAFuk/W9qYkhe3u-8/s1600/Imagem+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502408779070041634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 371px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx7oa117iI/AAAAAAAAFuk/W9qYkhe3u-8/s400/Imagem+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Castelo de Saladinsburg, na Síria, nomeado em homenagem ao líder curdo.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A "sorte" que levou Saladino ao posto de vizir do Egito, com direito ao título de al-malik al-nasser (o rei vitorioso), foi a mesma que o conduziu, mais tarde, ao posto do seu mestre intelectual. Com a morte de Nuradin, em 1174, o curdo se tornou sultão de um reino que já se estendia do Egito até a região central da atual Turquia. E, sem se fazer de rogado, levantou a mesma bandeira defendida por seu antigo senhor: unificação do mundo árabe, mobilização dos muçulmanos para a reconquista das terras ocupadas, sobretudo Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente, tudo conspirou a favor de Saladino. Depois de Chirkuh e Nuradin, foi a vez de Amaury, rei de Jerusalém, morrer e passar o trono para Balduíno IV, um jovem de 13 anos que morreu de lepra aos 24 e passou o comando a Guy de Lusignan. O único soberano capaz de rivalizar com as forças de Saladino, por possuir um poderoso exército, era Manuel de Constantinopla. Mas os homens de Manuel acabaram sendo esmagados pelos soldados de Kilij Arslan II, neto de Nuradin, e o rei bizantino morreu pouco tempo depois, fato que deixou a região fragilizada e incapaz de se reorganizar. Com todas essas brechas do destino, Saladino só teria de esperar a hora ideal para tomar Jerusalém dos franj.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O 4 DE JULHO MUÇULMANO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento certo para Saladino surgiu em 4 de julho de 1187, após a conquista da Mesopotâmia. Estrategicamente, o exército de Saladino ficou à espera dos soldados franj, posicionado em um ponto elevado da região, tendo às suas costas o lago de Tiberíades. Para não morrer de sede, os soldados de Jerusalém teriam de lutar, e muito, para vazar aquele bloqueio. Esse era o cenário da Batalha de Hattin, nome herdado da pequena vila localizada ali próximo. Naquele dia, totalmente sedentos, cansados e desnorteados, os 12 mil soldados do rei Guy de Lusignan foram cercados e esmagados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como prêmio, Saladino se apoderou de uma cruz trazida como amuleto pelos franj, que acreditavam ser a mesma na qual Cristo teria sido crucificado. A partir dessa vitória, o caminho foi aberto para Jerusalém. Mas nada foi tão fácil quanto parecia, e a entrada na cidade só se deu mais de dois meses depois. Antes de bater às portas da Cidade Santa, o sultão foi tomando todas as posições dos cruzados, como Tiberíades, a cidade de Acre, Galiléia, Samaria, Naplusa, Haifa, Nazaré, Jafa, Saida (depois de 77 anos de ocupação), Beirute, Jibail, Ascalon, Gaza e, finalmente, Jerusalém, que na época era liderada por Balian d'Ibelin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx8_MsmV8I/AAAAAAAAFus/3K3luhUSBiw/s1600/Imagem+5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502410269921793986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx8_MsmV8I/AAAAAAAAFus/3K3luhUSBiw/s400/Imagem+5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ilustração do francês François Guizot&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;atada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; 1883,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; mostra os cristãos da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;recém-conquistada &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jerusalém desfilando para Saladino.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em 2 de outubro de 1187 (ou 27 rajab do ano 583 da hégira), Saladino assinou um acordo de salvo-conduto a todos os moradores da Cidade Santa, e Balian entregou a jóia da coroa ao filho de Ayyub. Finalmente, os muçulmanos puderam orar nos lugares sagrados da cidade como senhores e não mais como incômodos inquilinos. Naquele mesmo dia, uma cruz instalada na cúpula do Rochedo foi retirada, e a bela mesquita de Al-Aqsa, que havia sido transformada em igreja, voltou a ser lugar de culto muçulmano. Seria ali, depois de aspergida com águas de rosa, que o cádi de Damasco, Mohiedin Ibn al-Zaki, saudaria Saladino pela mais nobre de suas conquistas. "Allahou akbar" (Deus é grande) era a frase mais ouvida na Cidade Santa, nos dias que sucederam à sua retomada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;UMA VIDA EM MEIO SÉCULO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conquista de Jerusalém pelos muçulmanos foi um duro golpe para a moral cristã. Não é à toa que pouco mais de um ano depois, o papa Gregório VIII convocou a Terceira Cruzada para a reconquista da Terra Santa. Foi a maior força cruzada já reunida desde 1095, mas não conseguiu o seu fim, apesar de algumas reconquistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciente de que em uma guerra nem sempre os acordos são respeitados e que entre os perdedores havia o medo iminente de um massacre, coube mais uma vez a Saladino dar mostras de sua sensatez, permitindo a peregrinação aos fiéis não-muçulmanos, aumentando a guarda dos lugares de culto dos cristãos, como a Igreja do Santo Sepulcro, e dando ordens rigorosas a seus homens para que não perseguissem quaisquer cristãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saladino manteve-se soberano de Jerusalém e, já na sua velhice, seguiu para Damasco, sua cidade preferida, onde morreu em 4 de março de 1193, aos 55 anos. Para os padrões da Idade Média, em que devido a guerras, doenças e fome e a expectativa de vida girava em torno de 30 anos, pode-se dizer que, conforme o termo bíblico, foi farto em dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não queria a glória militar e por longos anos tinha se dedicado ao estudo da teologia islâmica, Saladino chegou ao fim da vida como modelo do salvador muçulmano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sultão de modos afáveis, pequeno e de aparência frágil, apesar de sua reconhecida generosidade, em pelo menos dois momentos negou a misericórdia aos seus vencidos. Um deles foi em 1179, na tomada do castelo de Bait al- Ahazon. Ali teria ordenado a execução de 700 prisioneiros. Cerca de oito anos depois, pós-Batalha de Hattin, foi ele próprio o algoz de Renaud de Chatillon, a quem jurara matar com as próprias mãos. Nesse mesmo dia, os cavaleiros templários e hospitalários, inimigos mortais de Saladino, foram vítimas da mesma sorte. É um claro exemplo que a misericórdia do filho da Ayyub tinha limite e que não poderia faltar com a sua palavra ou demonstrar fraqueza diante dos seus comandados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a morte de Saladino, seus domínios, que iam da Síria ao Egito, fragmentam-se em governos enfraquecidos, controlados por membros de sua família, os aiúbidas. Saladino deixou 18 filhos, sendo apenas um deles mulher, e dois irmãos. O reino do Egito foi o mais bem-sucedido, tendo um período de crescimento econômico e prosperidade graças à presença de mercadores italianos, franceses e catalães, que operaram com os portos sob controle aiúbida. Além disso, o Egito se tornou um centro de erudição e literatura árabe, e dividiu com a Síria a primazia cultural naquela região, conservando-a até o período moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Leituras da História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-3674699468202915342?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/3674699468202915342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=3674699468202915342' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3674699468202915342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3674699468202915342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/08/saladino-o-heroi-muculmano.html' title='&lt;strong&gt;Saladino, o herói muçulmano&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx5nJywf-I/AAAAAAAAFuM/8Du9ZaNR3wg/s72-c/Imagem+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-5795572754307800191</id><published>2010-08-06T13:57:00.000-07:00</published><updated>2010-08-09T11:06:28.529-07:00</updated><title type='text'>O Império Seldjúcida</title><content type='html'>&lt;em&gt;O Império Seldjúcida foi um império islâmico que controlava uma área vasta que se estendia do Hindu Kush até a Anatólia oriental,&lt;br /&gt;e da Ásia Central ao Golfo Pérsico. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EVNplWnQI/AAAAAAAAEqE/MQSY3OKaAU8/s1600/420px-Seljuk_Empire_locator_map_svg.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458667547594759426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EVNplWnQI/AAAAAAAAEqE/MQSY3OKaAU8/s400/420px-Seljuk_Empire_locator_map_svg.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dimensão do Império Seljúcida em 1092.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No período entre 1038 d.C e 1077 d.C, os turcos seljúcidas saíram de suas remotas terras ao norte dos mares Cáspio e Aral para o coração do mundo islâmico, criando um vasto império que se rivalizaria com o dos omíadas e o dos abássidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora alguns generais turcos já tivessem alcançado um poder considerável na Mesopotâmia e no Egito, durante os séculos X e XI, a chegada dos seldjúcidas assinalou a penetração em grande escala dos turcos no Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendendo de uma tribo de nome Seljuk, cujas terras ficavam além do rio Oxus, próximo ao mar Aral, os seljúcidas desenvolveram um exército poderoso, e através dos contatos mais estreitos com a vida da corte persa, no Khorasan e na Transoxiana, conseguiram atrair, também, uma equipe de administradores capazes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os turcos seldjúcidas avançaram, primeiro para o Khorasan, e depois até a Pérsia continental, antes de conquistarem, eventualmente, a porção leste da Anatólia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o comando de Togrul Beg, neto de Seljuk, conquistaram Nixapur em 1038. Em 1040,  venceram os Ghaznévidas, em Dandanaqan. Ispahan caiu também em seu poder, passando a ser a capital. Penetrou pelo sul no Iraque, cuja capital, Bagdá, ocupou em 1055, e se fez reconhecer como sultão e protetor do califa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Togrul Beg sucedeu Alp-Arslam que, em 1071, derrotou o imperador bizantino Diógenes, na Batalha de Mantzikert. Malik-Shah, que, por sua vez, sucedeu a Alp-Arslam, dominou um império que se estendia desde a Anatólia até à Transoxiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendendo-se desde a Ásia Central até a Ásia Menor, os governos de seus três primeiros sultões; Tughril Beg, Alp-Arslan e Malik-Shah, fundaram um estado sunita bem administrado, sob a autoridade nominal dos califas abássidas de Bagdá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos administradores, o persa Nizam-al-Mulk, tornou-se um dos maiores estadistas do Islam medieval. Por vinte anos, principalmente durante o governo do sultão Malik-Shah, ele foi o verdadeiro protetor do estado Seldjúcida.&lt;br /&gt;Além do mais, possuindo habilidades administrativas, ele era um ilustre estilista, cujo livro sobre a arte de governar, Siyasat-Namah, é uma fonte valiosa sobre o pensamento político de seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nizam-al-Mulk, era um muçulmano ortodoxo devoto, que estabeleceu um sistema de madrassas (chamadas de nizamiyah), ou seminários teológicos, para propiciar aos estudantes uma educação gratuita sobre as ciências religiosas do Islam, e sobre os mais avançados pensamentos científico e filosófico da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O famoso teólogo muçulmano Al Ghazali, cuja maior obra, &lt;em&gt;"O Renascimento das Ciências da Religião"&lt;/em&gt;, foi um triunfo do ensino da teologia sunita da época nas escolas nizamiyah de Bagdá e Nishapur. Nizam al-Mulk foi o patrono do poeta e astrônomo Omar al-Khayyam, cujos versos, traduzidos para o inglês, ficaram famosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a morte de Malik-Shah, O império Seldjúcida dividiu-se entre seus filhos e irmãos. Os governadores locais tornaram-se independentes e fundaram dinastias locais (Síria, Mesopotâmia, Armênia e Pérsia), e em unidades menores conduzidas por chefes tribais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linha principal dos Grandes Seldjúcidas terminou em 1157 d.C, mas seu ramo na Turquia, os Seldjúcidas do Rum, continuou ativo por mais um século e meio. Uma parte desse grupo, conhecida com os Seldjúcidas de Arzarum, no início de 1200 d.C, teve, durante duas décadas, uma linhagem separada de governantes, numa pequena região da Turquia oriental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Seldjúcidas do Rum tiveram o controle nominal da Anatólia até 1307 d.C., mas sua influência já vinha se enfraquecendo desde 1243 d.C, quando foram derrotados pelos mongóis e por uma invasão dos mamelucos, em 1276 d.C., levando a uma segunda incursão mongol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto os deixou subjugados aos mongóis da Pérsia até a sua extinção, em 1307 d.C. Quando chegaram ao fim, a Anatólia estava fragmentada em um grupo de diversos estados pequenos, conhecidos com "beyliks".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seldjúcidas atabegs eram numerosos, mas um se sobressai, historicamente, sobre os outros, os zangidas, que tiveram um papel de destaque na contra-ofensiva muçulmana aos cruzados, em meados do ano 1100 d.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse processo, criaram um grande estado que ia do norte do Iraque e Síria até ao Egito. Os outros atabegs, incluíam os salduqidas de Arzarum, os begteginidas de Irbil, os begtimuridas da Armênia, os ildegizidas do Azerbaijão, os reis de Ahar, vassalos dos governantes do Azerbaijão, os inalidas de Diyarbakr, na Turquia oriental e os nisanidas, vassalos do inalidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Egito dos fatimidas foi conquistado em 1169, durante uma expedição zangida, chefiada pelo irmão de um curdo, de nome Ayyub. Logo depois da vitória ele morreu, mas seu filho, conhecido no ocidente como Saladino criou um estado aiúbida no Egito. Ele permaneceu vassalo dos zangidas até a morte de seu patrocinador, Nur al Din, mas em seguida ele de imediato ocupou o território zangida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Islam.org / Wikipédia / Hieros / Infopedia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-5795572754307800191?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/5795572754307800191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=5795572754307800191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5795572754307800191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5795572754307800191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/08/o-imperio-seljucida.html' title='&lt;strong&gt;O Império Seldjúcida&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EVNplWnQI/AAAAAAAAEqE/MQSY3OKaAU8/s72-c/420px-Seljuk_Empire_locator_map_svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-5329154035531905403</id><published>2010-04-17T09:01:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T09:48:18.773-07:00</updated><title type='text'>Os 2 lados das Cruzadas</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Há quase mil anos, o Ocidente trombou com o Oriente. O mundo cristão invadiu o mundo muçulmano e deu origem a 200 anos de guerra. Só dá para entender essa história se conhecermos os dois lados dela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8nby-E33tI/AAAAAAAAEw8/njlvvBFYqMY/s1600/cruzadas3-300x225.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8nby-E33tI/AAAAAAAAEw8/njlvvBFYqMY/s400/cruzadas3-300x225.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461137691866816210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que foram as cruzadas? Um ato de fé e heroísmo? Um massacre covarde? “Não faz sentido buscar hoje bandidos e mocinhos”, diz o holandês Peter Demant, historiador da USP. “As batalhas tiveram significados diferentes para o Ocidente e o Oriente”. Existem, portanto, duas histórias das Cruzadas. Nada melhor do que narrar essa história dos dois pontos de vista. Como você poderá constatar nesse artigo, as versões não se contradizem. São olhares diferentes que ajudam a entender por que, nove séculos depois, o assunto continua fascinando – e causando polêmica – nos dois lados do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O exército de Cristo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 27 de novembro de 1095, o papa Urbano II fez um comício ao ar livre nas cercanias da cidade de Clermont, na França. Na audiência, além de muitos bispos, havia nobres e cavaleiros. Depois desse sermão, o mundo nunca mais seria o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No discurso, o papa tentou convencer os espectadores a embarcar numa missão que parecia impossível: cruzar 3 mil quilômetros até a cidade santa de Jerusalém e expulsar os muçulmanos, que dominavam o lugar desde 638. Segundo os historiadores, Urbano II deve ter usado uma linguagem vibrante e provavelmente falou dos horrores que os peregrinos cristãos à Terra Santa estavam vivendo. Do alto de sua autoridade divina de substituto de São Pedro na Igreja, o papa prometeu: quem lutasse contra os infiéis ganharia perdão de todos os pecados e lugar garantido no paraíso. Um prêmio tentador no imaginário do homem cristão medieval, sempre atormentado pela ameaça de queimar no inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação da multidão foi imediata. Gritos de “Essa é a vontade de Deus” começaram a ecoar. A pregação mal havia terminado e o bispo Ademar de Monteil, num gesto provavelmente ensaiado, ajoelhou-se diante do papa e “tomou a cruz”, ritual de alistamento em que o voluntário recebia uma cruz de pano que deveria ser costurada na altura do ombro do uniforme de batalha. Ademar embarcaria na primeira cruzada. Dali em diante, aquela cruz passaria a identificar os “soldados de Cristo”, ou, simplesmente, “cruzados”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os historiadores, a intenção do papa era convocar apenas cavaleiros bem preparados. Mas seu discurso empolgou especialmente os camponeses pobres que tinham pouco a perder. As cruzadas terminariam entrando para a história como o maior movimento populacional da Idade Média, redefinindo para sempre o mapa do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A ameaça do Islã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século 11, não havia dúvidas: o Islã era a religião mais forte do planeta. Em menos de cinco séculos, desde a morte de Maomé, em 632, a palavra de Alá tinha conquistado a Península Arábica, o norte da África, a Ásia Central, Espanha, Portugal, grande parte da Índia e até um pedacinho da China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era uma hegemonia apenas religiosa. Os muçulmanos superavam os cristãos em ramos como a matemática, a astronomia, a medicina e a química. Não havia cidade européia que se comparasse aos centros islâmicos. O Cairo sozinho abrigava tanta gente quanto Paris, Veneza e Florença juntas, as três maiores cidades cristãs da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando chegou ao papa um pedido de ajuda do Império Cristão Bizantino. A sede do império, Constantinopla (atual Istambul, capital da Turquia), era o maior centro do cristianismo naquela parte do mundo. Os bizantinos estavam preocupados com a presença nas suas fronteiras dos muçulmanos, naquela época governados por uma agressiva monarquia de etnia turca, os seljúcidas. Originados de uma tribo de saqueadores nômades das estepes da Ásia Central, os seljúcidas haviam conquistado os territórios do califado de Bagdá no século 10 e, após se converterem ao islamismo, tornaram-se a maior força muçulmana. E eles queriam mais. Já tinham tomado a cidade bizantina de Nicéia e estavam a menos de 160 quilômetros de Constantinopla, o equivalente a três dias a cavalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento, não restava alternativa ao imperador bizantino Aleixo Comenos a não ser apelar para seus confrades europeus. Só que, quando o imperador avistou a primeira leva de combatentes cristãos, teve motivos de sobra para se preocupar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Cruzada Popular&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que a intenção do papa era enviar um exército forte e organizado, formado pela elite dos cavaleiros, ele se frustrou um pouquinho. Uma série de pregadores populares começaram a incitar o povão a atacar os “infiéis”. A promessa de remissão dos pecados, aliada à chance de pilhar tesouros lendários, era bem atraente. Velhos, mulheres e crianças resolveram se lançar na aventura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro desses exércitos foi liderado por um pregador conhecido como Pedro, o Eremita. Já no caminho, seus seguidores criaram tumultos, massacrando comunidades judaicas em cidades como Trier e Colônia, na atual Alemanha. “As cruzadas fugiram do controle”, diz a professora Leila Rodrigues da Silva, professora de História Medieval da UFRJ. “É provável que muitas dessas pessoas nem soubessem diferenciar um judeu de um muçulmano.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, o imperador bizantino recebeu os seguidores do Eremita em Constantinopla. Prudentemente, Aleixo aconselhou o grupo a aguardar a chegada de tropas mais bem equipadas. Mas a turba começou a saquear a cidade e foi obrigada a se alojar fora de Constantinopla, perto da fronteira muçulmana. Até que, em agosto de 1096, o bando inquieto cansou-se de esperar e partiu para a ofensiva. Foi massacrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente dois meses após essa “cruzada popular” começaram a chegar a Constantinopla os primeiros exércitos liderados por nobres. Esses homens estavam interessados em mais do que um lugarzinho no céu. “Nessa época, a Europa vivia um boom populacional e a pressão pela posse de terras era muito grande”, diz a historiadora da Idade Média Fátima Fernandes, da UFPR. “Os filhos de nobres que não eram primogênitos só podiam enriquecer por meio de um bom casamento, algo cada vez mais difícil. As cruzadas abriram uma esperança para eles”, diz ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Até que foi fácil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro líder nobre a chegar a Constantinopla, em dezembro de 1096, foi o conde Hugo de Vermandois, primo do rei da França, que veio pelo mar com seus cavaleiros e soldados. Logo depois, vindo pela mesma rota, aportou o duque da Baixa-Lorena, Godofredo de Bouillon, acompanhado de irmãos e primos. Para financiar sua participação na cruzada, Godofredo vendera seu castelo – o que prova que não pretendia voltar para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em abril de 1097, cerca de 40 mil homens atravessaram o estreito de Bósforo (que separa a Europa da Ásia) sem encontrar resistência. O governante muçulmano, o sultão turco Kilij Arslan, iludido pela facilidade com que havia derrotado os pobres cruzados do Eremita, estava mais preocupado com disputas internas com vizinhos muçulmanos do que com a chegada de um novo contingente de cristãos. Como o sultão iria perceber apenas tarde demais, esse seria o maior erro de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, bem equipados com escudos, armaduras e cavalaria, os cruzados cercaram e tomaram Nicéia, devolvendo-a aos bizantinos. Em outubro de 1097, eles chegaram a Antióquia, conquistando aquela que havia sido uma das principais cidades do Império Romano. Seis meses depois, os cristãos partiram em direção a Jerusalém. A essa altura, restavam 13 mil homens, um terço do contingente inicial. Após um mês de cerco, em 13 de julho de 1099, os cruzados conseguiram finalmente entrar na cidade santa. No dia 15 venceram as últimas resistências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a maioria deles, a conquista fora um milagre. Menos de quatro anos após a pregação em Clermont, os cristãos vitoriosos saíam em procissão para o Santuário do Santo Sepulcro, onde Cristo teria ressuscitado. O papa Urbano II morreu duas semanas depois, sem ter recebido a boa notícia da vitória. Mas ele também foi poupado das más notícias que chegariam depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Derrota após derrota&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram criados quatro Estados cristãos nos territórios conquistados. Ao sul, o mais importante, o Reino de Jerusalém, governado por Godofredo de Bouillon. Um pouco acima estavam o Estado de Trípoli, o Principado de Antióquia e o Condado de Edessa. Os chefes desses Estados logo perceberam que a permanência lá não seria fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governantes cristãos logo perderam o apoio dos bizantinos, porque se recusavam a reconhecer a soberania do Império na região e não haviam demonstrado nenhum escrúpulo em substituir os patriarcas da Igreja Ortodoxa Bizantina por bispos oriundos da Igreja Católica Romana. Para piorar, não havia soldados suficientes para a formação de grandes exércitos. Logo após a conquista de Jerusalém, milhares de cavaleiros regressaram à Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1144, a perda de Edessa para os muçulmanos foi a primeira prova da vulnerabilidade cristã. Com o objetivo de recuperar o território perdido, o papa Eugênio III lançou uma segunda cruzada em 1145, liderada por Luís VII, rei da França. Foi um fracasso. O filme que está chegando aos cinemas retrata as cruzadas a partir desse período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pior estava por vir. Em 1187, sob a liderança de Saladino – o sultão que unificou os muçulmanos e até hoje é venerado por seguidores do Islã no mundo inteiro –, os muçulmanos reconquistaram o Reino de Jerusalém. Era o começo do fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perda de Jerusalém foi um choque para a Europa cristã, apesar de Saladino ter permitido peregrinações ao Santo Sepulcro. Dali em diante, houve pelo menos mais quatro grandes cruzadas em direção à Terra Santa e os cristãos colecionaram derrotas e vexames. Um dos piores foi o de 1204, quando uma cruzada acabou atacando e saqueando a cidade cristã de Constantinopla, deixando cicatrizes profundas na relação entre os cristãos do Oriente e do Ocidente. Em 1212, organizou-se uma cruzada formada por adolescentes, a “Cruzada das Crianças”. Seus participantes, na maioria, terminaram mortos ou vendidos como escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A herança cruzada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, afinal, qual foi a herança das cruzadas para o Ocidente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os historiadores, elas deixaram diversas marcas negativas, como a separação da Igreja do Ocidente e do Oriente e um rastro de violência que fez aumentar a desconfiança entre cristãos e muçulmanos nos anos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação, é inegável que a Europa, apesar de não ter conquistado seus objetivos, saiu fortalecida. As cruzadas reforçaram a autoridade dos reis, abrindo caminho para a criação dos Estados Nacionais. Elas também impulsionaram o comércio com o Oriente, enriquecendo as cidades italianas que iriam ter papel fundamental na sofisticação das transações financeiras até resultar na criação do sistema bancário. Além disso, reforçaram a identidade cristã no Ocidente. E paradoxalmente, apresentaram os costumes orientais aos ocidentais, dos tapetes às especiarias. Essas novidades gerariam curiosidade na Europa, o que impulsionaria a busca por outras terras. Como o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;A invasão bárbara&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um dia de terror. Em 15 de julho de 1099, milhares de guerreiros loiros entraram em Jerusalém matando adultos, velhos e crianças, estuprando as mulheres e saqueando mesquitas e casas. As ruas se transformaram numa imensa poça de sangue. Os poucos sobreviventes tiveram de enterrar os parentes rapidamente antes que eles próprios fossem presos e vendidos como escravos. Dois dias depois, não havia sequer um muçulmano em Jerusalém. Tampouco havia judeus. Nas primeiras horas da batalha, muitos deles participaram da defesa do seu bairro, a Juderia. Mas, quando os cavaleiros invadiram as ruas, os judeus entraram em pânico. A comunidade inteira, repetindo um gesto ancestral, reuniu-se na sinagoga para orar. Os invasores bloquearam as saídas, jogaram lenha e atearam fogo à sinagoga. Os judeus que não morreram queimados foram assassinados na rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena é narrada em As Cruzadas Vistas pelos Árabes, do libanês radicado na França Amin Maalouf. Seu livro é uma tentativa de contar as cruzadas do ponto de vista de quem estava do lado de lá. Para os cronistas muçulmanos, na verdade, não existiram cruzadas. As investidas cristãs em seus territórios ficariam conhecidas como as invasões dos francos (porque a maioria dos cruzados falava o francês), um período de terror e brutalidade na história do Islã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Lá vêm eles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira investida dos francos, ocorrida em 1096, três anos antes do terrível ataque a Jerusalém, não chegou a assustar o sultão turco Kilij Arslan, que comandava os territórios do atual Afeganistão até o que viria a se chamar, séculos depois, de Turquia. Liderado por um tal de Pedro, o Eremita, o grupo que se aproximava de Constantinopla com a ameaça de exterminar todos os muçulmanos da região mais parecia um bando de mendigos maltrapilhos. Entre os guerreiros, havia uma multidão de mulheres, velhos e crianças – um inimigo muito menos ameaçador do que os cavaleiros mercenários que o sultão estava acostumado a enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um mês, mais ou menos, tudo o que os cavaleiros turcos fizeram foi observar a movimentação dos invasores, que se ocupavam apenas de saquear as regiões próximas do acampamento onde foram alojados. Quando parte dos europeus resolveu partir em direção às muralhas de Nicéia, cidade dominada pelos muçulmanos, uma primeira patrulha de soldados do sultão foi enviada, sem sucesso, para barrá-los. Animado pela primeira vitória, o exército do Eremita continuou o ataque a Nicéia, tomou uma fortaleza da região e comemorou se embriagando, sem saber que estava caindo numa emboscada. O sultão mandou seus cavaleiros cercarem a fortaleza e cortarem os canais que levavam àgua aos invasores. Foi só esperar que a sede se encarregasse de aniquilá-los e derrotá-los, o que levou cerca de uma semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao restante dos cruzados maltrapilhos, foi ainda mais fácil exterminá-los. Tão logo os francos tentaram uma ofensiva, marchando lentamente e levantando uma nuvem de poeira, foram recebidos por um ataque de flechas. A maioria morreu ali mesmo, já que não dispunha de nenhuma proteção. Os que sobreviveram fugiram em pânico. O sultão, que havia ouvido histórias temíveis sobre os francos, respirou aliviado. Mal imaginava ele que aquela era apenas a primeira invasão e que cavaleiros bem mais preparados ainda estavam por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ataque surpresa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados de 1097, um ano depois da vitória sobre os homens do Eremita, os muçulmanos não estavam lá muito preocupados com a notícia da chegada de novos invasores. Mas a segunda leva de cavaleiros francos que marchava em direção aos seus territórios em nada se parecia com aqueles maltrapilhos ingênuos e despreparados. Bem protegidos com armaduras e escudos, os cavaleiros que agora chegavam não seriam presa fácil para as flechas lançadas pelos arqueiros turcos. Quando os muçulmanos se deram conta dessa diferença, já era tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos dias, os cruzados invadiram a cidade de Nicéia e continuaram marchando como um verdadeiro furacão. Os exércitos turcos mal acabavam de lutar contra uma leva de invasores e, pronto, chegava um novo contingente ainda mais numeroso. Em pânico, a população de cidades como Antióquia avistava desesperada a chegada daqueles cavaleiros. Não havia nada a fazer. Alguns muçulmanos acreditavam até que se tratava do fim do mundo. Relatos do período diziam que o final dos tempos seria precedido pelo nascer de um gigantesco sol negro, vindo do Oeste, acompanhado de hordas de bárbaros. Se o sol negro ainda não havia aparecido, os bárbaros, ao menos, já davam as caras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova ofensiva, que culminou com a brutal invasão de Jerusalém, em julho de 1099, alteraria para sempre a visão que o Oriente tinha do Ocidente. Os saques, estupros e assassinatos de crianças não eram nada condizentes com o tratamento que os próprios mulçumanos sempre deram aos cristãos e judeus que viviam em seus territórios. Quando eles chegaram a Jerusalém, no século 7, fizeram questão de preservar as igrejas cristãs e sinagogas judaicas. O acordo era claro: desde que esses povos não insultassem o profeta e não deixassem de pagar seus impostos, eles sempre teriam a liberdade para viver de acordo com suas crenças e suas próprias leis. Os poucos casos de governos hostis aos judeus e cristãos não passavam de exceções em longos períodos de convivência pacífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a queda de Jerusalém e a derrota para os francos, os mulçumanos aprenderam uma difícil lição: enquanto estivessem desunidos, o futuro do Islã estaria comprometido. Para que essa união fosse possível, contudo, seria necessário o surgimento de um líder respeitado pela maioria dos muçulmanos. Ele apareceu quase um século depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A reação islâmica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que se transformaria no herói da reação muçulmana era um soldado curdo chamado Salah al-Din, conhecido no Ocidente como Saladino. Até hoje seu nome é venerado como símbolo da resistência contra o Ocidente – o próprio Saddam Hussein, conhecido pelas atrocidades cometidas contra os curdos de seu país, citou várias vezes o nome de Saladino aos iraquianos nos dias que antecederam a invasão americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Décadas após a fundação dos reinos cristãos no Oriente, os muçulmanos ainda não haviam conseguido retomar a maioria dos territórios perdidos. As disputas entre os diversos califas e sultões tampouco ajudavam na reconquista. Em 1174, ao tornar-se o soberano mais importante do mundo muçulmano, Saladino já pensava em como unir os estados islâmicos para uma contra-ofensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave do sucesso de Saladino era um misto de profunda convicção religiosa e pragmatismo militar. Para derrotar os cruzados, ele pregava a união de todos os muçulmanos em torno da jihad, a guerra santa do Islã. Relatos contam que ele costumava reclamar que os muçulmanos não lutavam com o mesmo fervor dos cristãos. Após organizar os exércitos e treinar novas técnicas de combate, ele conseguiria o que muitos consideravam impossível: em 1187, reconquistou a cidade sagrada de Jerusalém, que havia 88 anos estava nas mãos dos cristãos. Após entrarem na cidade, muitos muçulmanos quiseram destruir a Igreja do Santo Sepulcro e matar todos os cristãos por vingança pelas atrocidades cometidas na invasão dos cruzados. Saladino, porém, fez questão de conter os ânimos dos seus soldados, preservando tanto a igreja quanto a vida dos cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já era esperado, a queda de Jerusalém foi um choque para o Ocidente. A cada derrota no front cristão, novas cruzadas eram enviadas ao Oriente, arrastando a batalha por décadas. O último bastião cristão na região só seria derrubado mais de um século após a tomada de Jerusalém por Saladino. O capítulo das cruzadas medievais terminaria apenas em 1291, quando os muçulmanos expulsaram os cristãos do Reino do Acre, ao norte de Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O legado da briga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, uma pergunta intrigou historiadores tanto do Ocidente quanto do Oriente: se os muçulmanos saíram vitoriosos das cruzadas, por que os estados islâmicos terminaram sendo ofuscados, no séculos seguintes, pela ascensão de potências européias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a maioria dos pesquisadores, a ascensão européia tem menos ligação com as cruzadas e mais a ver com a debilidade dos governos muçulmanos da época. Essa fraqueza estava ligada a vários fatores, entre eles a falta de identidade árabe (desde o século 9, a maioria dos dirigentes muçulmanos era estrangeira, como os turcos seljúcidas) e a incapacidade de criar instituições estáveis – como os Estados em formação na Europa Ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que as cruzadas foram um marco nas relações entre ocidentais e orientais. Naquele momento, os “invasores bárbaros” eram os ocidentais cristãos e a grande potência era a muçulmana. Sobrou daquela guerra um ressentimento amargo, que extravasa de tempos em tempos, como tem acontecido com freqüência desde o ataque terrorista de 2001. Não são poucos os muçulmanos que atribuem o atraso econômico de seus países àquela agressão quase um milênio atrás – e que querem vingança por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória contra os francos e a ascensão de Saladino reforçaram no imaginário muçulmano a idéia de que é possível vencer o inimigo com altivez e senso de justiça. Além disso, as lutas contra os francos ensinaram também que os muçulmanos são mais fortes quando estão unidos – tese que até hoje permanece como uma utopia no Oriente. Mas até que ponto as cruzadas devem ser lembradas em tempos de guerra no Iraque?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não há por que ficar buscando na história motivos para reacender animosidades entre os dois povos”, diz o historiador Demant. “As cruzadas marcaram a história por apenas dois séculos. Já a convivência pacífica entre cristãos e muçulmanos sobrevive há mais de mil anos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;.:: Revista Super Interessante&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-5329154035531905403?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/5329154035531905403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=5329154035531905403' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5329154035531905403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5329154035531905403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/os-2-lados-das-cruzadas.html' title='&lt;strong&gt;Os 2 lados das Cruzadas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8nby-E33tI/AAAAAAAAEw8/njlvvBFYqMY/s72-c/cruzadas3-300x225.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-6913380358189968807</id><published>2010-04-10T17:46:00.001-07:00</published><updated>2010-09-07T15:02:46.195-07:00</updated><title type='text'>Istambul: o elixir do Oriente</title><content type='html'>&lt;em&gt;Com a riqueza de seu passado, a antiga Constantinopla permanece como o centro cultural da Turquia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EclDH6--I/AAAAAAAAEqk/JL5Lv8pQr3c/s1600/turkey-1-istambul.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 273px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EclDH6--I/AAAAAAAAEqk/JL5Lv8pQr3c/s400/turkey-1-istambul.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458675646169021410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde épocas remotas, Istambul se distingue por suas vias navegáveis: de início o estreito de Bósforo, que separa a Ásia da Europa, em seguida o chamado Chifre de Ouro, que corta em dois o Velho Continente. É, portanto, a bordo dos inumeráveis barcos que se cruzam durante todo o dia que se deve descobrir essa cidade. Uma multidão de trabalhadores, sem dar a menor atenção à paisagem, se precipita nos horários de pico para entrar numa embarcação, como se esta fosse um ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte asiática da cidade é mais residencial, e na orla do Chifre de Ouro se concentra a maior parte dos monumentos. Ao norte da zona costeira situa-se o antigo bairro europeu de Pera (atualmente Beyoglu), onde se concentravam as embaixadas ocidentais e os palácios do sultão. A alta colina é dominada pela praça Taksim, que atrai uma multidão. Descendo em direção ao Chifre de Ouro, a grande avenida Istiklâl propõe ao caminhante, em suas lojas, as mais famosas marcas. Um velho bonde, de madeira envernizada e cobre, circula lentamente no meio da via, tocando um sino para afastar os passantes. Nos dois lados da avenida, galerias cobertas abrigam lojinhas de todas as espécies, restaurantes e cinemas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final da avenida Istiklâl é dominado por uma curiosidade da cidade: o Tünel, um dos mais antigos metrôs do mundo, construído pelos franceses em 1873. Um único vagão preso a um cabo e uma única estação que permite descer rapidamente de Beyoglu ao bairro portuário de Karakoy. Um minuto de trajeto e se está na orla. O ambiente é animado. Encontram-se ali numerosos restaurantes especializados em peixes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma ponte ampla, verdadeiro elo vital, cruza o rio. Por toda sua extensão, nos dois lados do parapeito, encontram-se pescadores. Na maioria das vezes, equipados com um material sofisticado, pescam com molinete peixinhos conservados vivos em bacias de plástico. Na margem oposta aparece o centro comercial dessa cidade de mais de 15 milhões de habitantes. Estamos ao pé da "Nova Roma" do imperador Constantino, uma cidade conquistada pelos otomanos do grande sultão Mehmed II, em 1453. Antes de mergulhar nas camadas históricas da cidade, vale a pena visitar o coração do "bazar egípcio", o misir carsi, um longo caminho coberto repleto de odores, cores e sabores. Dos lukums de múltiplos perfumes ao caviar do mar Negro, passando pelas especiarias, esse mercado é uma festa para os sentidos. E não importa qual seja a nacionalidade do visitante, os comerciantes se dirigirão a ele em sua própria língua durante todo o passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mercadorias transbordam dos magazines, e uma visita a Istambul não estaria completa sem uma excursão também aos ourives, vendedores de couros e vestimentas. Um aviso aos amadores: não há etiquetas de preço nas peças. Cada um deve negociar, por alguns minutos ou algumas horas, enquanto bebe o chá de maçã oferecido pelos mercadores sorridentes que se amontoam ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é possível, tudo está disponível. Basta vasculhar, avançar sem receio pelos meandros que por vezes revelam suntuosas surpresas arquitetônicas, por vezes becos sem saída sombrios e decadentes. Na soleira das lojas, alisando seus bigodes, sentados em uma cadeira à beira da calçada ou mergulhados na leitura de seu jornal, os comerciantes esperam os clientes. Depois, ao cair da noite, as lojinhas fecham uma a uma suas portas. Os transeuntes se apressam e a colméia logo se transforma em cidade-fantasma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hora avança, a luz aparece dourada. É tempo de se dirigir em peregrinação ao Eyüp, bairro situado na extremidade oeste do Chifre de Ouro. Descobrem-se ali, de início, a mesquita santa e a alameda dos túmulos. Hoje em dia, o visitante pode ter acesso à sepultura de Eyüp - companheiro do Profeta morto por ocasião do primeiro cerco da cidade pelos árabes. Numerosos crentes, contritos, rezam longamente junto a um túmulo recoberto de porcelana e diante da impressão de uma pegada de Maomé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de fora se estende sobre a colina uma imensa necrópole, importante local de culto para os muçulmanos porque ali estão enterrados dignitários do Império Otomano. O topo é dominado pelo café Pierre Loti, cujo acesso é feito após 400 m de subida sob as árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longe se esboça o palácio de Topkapi, ponto final do Velho Serralho e da Europa, esplanada solitária elevada e branca dominando os azuis distantes do mar e da Ásia. A noite cai sobre a velha Istambul. É hora de retornar às ruas cheias de luzes, de gritos e de músicas da cidade envolvente às margens do Bósforo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: História Viva&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-6913380358189968807?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/6913380358189968807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=6913380358189968807' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/6913380358189968807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/6913380358189968807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/istambul-o-elixir-do-oriente.html' title='&lt;strong&gt;Istambul: o elixir do Oriente&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EclDH6--I/AAAAAAAAEqk/JL5Lv8pQr3c/s72-c/turkey-1-istambul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-3345089968246914917</id><published>2010-04-10T17:41:00.000-07:00</published><updated>2010-04-10T17:43:53.093-07:00</updated><title type='text'>Bulan</title><content type='html'>&lt;em&gt;Bulan foi um rei Khazar que conduziu a conversão dos khazares ao judaísmo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu nome significa "alces", em turco. A data do seu reinado é desconhecida, como a data da conversão é disputada, embora seja certo que Bulan reinou em algum momento entre meados da década de 700 e meados dos anos 800. Também não é resolvido se Bulan foi o Bek ou Khagan dos khazares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos trabalhos de DM Dunlop era certo que era um Bulan Khagan, no entanto, trabalhos mais recentes, como os judeus de Khazaria por Kevin Brook, assumir que ele era o Bek devido a referências a ele conduzindo campanhas militares.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua busca para descobrir qual das três religiões abraâmicas que formaria suas próprias convicções religiosas, convidou representantes de cada um para explicar seus princípios fundamentais. No fim, ele escolheu o Judaísmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na correspondência Khazar, o rei Joseph traça sua linhagem de volta para Bulan.  Ele se refere à reforma do governante Khazar Obadias como sendo um dos "filhos dos filhos de Bulan". Os descendentes reais de Bulan são chamados pelos pesquisadores como Khazar Bulanids, embora a sua auto-designação é desconhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O nome de Sabriel é dado na Carta Schechter (aproximadamente contemporâneo com carta do rei Joseph) referindo-se o rei Khazar, que levou à conversão ao judaísmo.  A Carta Schechter também dá a Sabriel pelo menos uma parcial ancestralidade judaica / israelita. Sabriel é descrito como tendo travado campanhas bem sucedidas no Cáucaso e no Azerbaijão iraniano, possivelmente como parte da guerra árabe-Khazar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sua esposa, Serakh, é descrito como uma judia e que o incentivou a estudar e adotar o judaísmo. A Carta Schechter é omisso quanto à questão de saber se Sabriel era de fato Bulan, na verdade, o nome Bulan não aparece no documento. &lt;br /&gt; Estudiosos sobre os Khazares às vezes se referem ao rei que conduziu a conversão dos khazares ao judaísmo como "Bulan Sabriel", embora seja possível que eles podem ter sido pessoas diferentes. Em A História dos khazares judeus, por exemplo, Dunlop DM examinou (e em última instância rejeitou) a teoria de outros estudiosos que Sabriel na verdade se refere a Obadias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução e Edição:&lt;/strong&gt; Valter Pitta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-3345089968246914917?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/3345089968246914917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=3345089968246914917' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3345089968246914917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3345089968246914917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/bulan.html' title='&lt;strong&gt;Bulan&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-5199897503172936651</id><published>2010-04-10T17:37:00.000-07:00</published><updated>2010-04-10T17:40:55.563-07:00</updated><title type='text'>Danishmend Gazi</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Danishmend Gazi&lt;/strong&gt;, nome completo Gümüştekin Danishmend Ahmed Gazi ou Danishmend Taylu foi o fundador da Beylik de danismendidas.  Após o avanço turco na Anatolia que se seguiram à batalha de Manzikert, sua dinastia controlava a região norte-central da Anatólia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZqICnbjlI/AAAAAAAADQM/QYdmUYyb6Mk/s1600-h/350px-Danishmend_1097%252C_locator_map_svg.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 182px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZqICnbjlI/AAAAAAAADQM/QYdmUYyb6Mk/s400/350px-Danishmend_1097%252C_locator_map_svg.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415132288333352530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A derrota dos bizantinos exército na batalha de Manzikert permitiu aos turcos, incluindo as forças leais ao Danishmend Gazi, a ocupar quase toda a Anatólia.  Danishmend Gazi e suas forças tomaram as terras da Anatólia central, conquistando as cidades de Neocaesarea, Tokat, Sivas, e Euchaita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Primeira Cruzada , ele foi diretamente no caminho do avanço cruzados. Ele marcou um sucesso em capturar Boemundo I de Antioquia em 1100. Ele continuou a fazer campanha, estendendo-se para o sul e capturando Malatya (Melitene) em 1103 na Batalha de Melitene. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ele foi sucedido por seu filho Emir Gazi Gümüştekin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A tumba atribuída a ele é encontrado em Niksar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Danishmendname&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danishmend Gazi é a figura central no Danishmendnâme, uma épico romance da língua turca. Neste trabalho, os eventos da vida de Danishmend Gazi são misturados com as façanhas lendárias do século 8.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As lendas que compõem Danishmendnâme foram compilados a partir da tradição oral turca, pela primeira vez, por ordem do Sultão Seljuk Kayqubad I, um século depois da morte Danishmend. A forma final que chegou a nossos dias, é um compêndio que foi colocado junto com as instruções do Sultão Otomano Murad II do início do século 15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinastia e títulos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danishmend Gazi às vezes é também referido pelo título Melik que significa "Rei", que na verdade foi concedida a seu neto em 1134 pelo califa Abássida de Bagdá e foi às vezes usado posteriormente pelos historiadores contemporâneos para se referir a Danishmend Gazi. O outro título, Gazi, denota um guerreiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há também uma certa confusão sobre seu nome e divergência entre os nomes usados pelos estudiosos. Ele tinha o mesmo nome de seu filho, Gümüştekin. O pai é muitas vezes referida como pouco Danishmend Gazi, enquanto seu filho é chamado Emir Gazi, sem mencionar o nome Gümüştekin comum a ambos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução Edição:&lt;/strong&gt; Valter Pitta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-5199897503172936651?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/5199897503172936651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=5199897503172936651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5199897503172936651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5199897503172936651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/danishmend-gazi.html' title='&lt;strong&gt;Danishmend Gazi&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZqICnbjlI/AAAAAAAADQM/QYdmUYyb6Mk/s72-c/350px-Danishmend_1097%252C_locator_map_svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-2830177052260301320</id><published>2010-04-10T17:36:00.001-07:00</published><updated>2010-04-10T17:45:12.152-07:00</updated><title type='text'>Ibrahim I</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ibrahim I&lt;/strong&gt; (em turco otomano: ابراهيم اول; em turco İbrahim; 5 de Novembro de 1615 – 12 de Agosto , 1648) foi sultão do Império Otomano de 1640 até 1648. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8Ebfw5CwhI/AAAAAAAAEqc/tBqVzhrmIRA/s1600/Sult%C3%A3o+Ibrahim+I.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 180px; height: 324px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8Ebfw5CwhI/AAAAAAAAEqc/tBqVzhrmIRA/s400/Sult%C3%A3o+Ibrahim+I.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458674455863804434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi também chamado de Ibrahim, o Louco (em turco: Deli İbrahim ou İbrahim Deli) devido a sua condição mental. Um dos mais famosos sultões otomanos, foi libertado de Kafes e sucedeu seu irmão Murad IV (1623–40) in 1640, indo contra os desejos de Murad IV, que havia ordenado a ele que desse cabo da propria vida. (Murad IV havia sucedido à seu irmão mais velho Osman II in 1622). Ibrahim quase levou o império ao colapso em um curto espaço de tempo — comparado somente talvez, ao reinado de Focas (602–610) no Império Bizantino. Provavelmente mentalmente instável, ele possivelmente sofria de neurastenia, e também de depressão após a morte de seu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-2830177052260301320?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/2830177052260301320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=2830177052260301320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2830177052260301320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2830177052260301320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/ibrahim-i.html' title='&lt;strong&gt;Ibrahim I&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8Ebfw5CwhI/AAAAAAAAEqc/tBqVzhrmIRA/s72-c/Sult%C3%A3o+Ibrahim+I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-2275072251616490134</id><published>2010-04-10T17:34:00.001-07:00</published><updated>2010-04-10T17:35:59.494-07:00</updated><title type='text'>Mustafa I</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mustafa I&lt;/strong&gt; (1592 – 20 de Janeiro de 1639) foi sultão do Império Otomano desde 1617 a 1618, e pela segunda vez, de 1622 a 1623. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EZO4vevuI/AAAAAAAAEqU/uofk399KFEU/s1600/Sult%C3%A3o+Mustafa+I.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 303px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EZO4vevuI/AAAAAAAAEqU/uofk399KFEU/s400/Sult%C3%A3o+Mustafa+I.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458671966890147554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o seu reinado foi considerado neurótico e mentalmente incapaz, o que fez com que ficasse encarcerado no seu quarto e servisse com simples instrumento para a concretização das tramas da corte otomana. Foi deposto pelo seu sobrinho Osman II em 1618, mas após o assassinato deste voltou ao trono, sendo deposto por Murad IV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-2275072251616490134?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/2275072251616490134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=2275072251616490134' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2275072251616490134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2275072251616490134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/mustafa-i.html' title='&lt;strong&gt;Mustafa I&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EZO4vevuI/AAAAAAAAEqU/uofk399KFEU/s72-c/Sult%C3%A3o+Mustafa+I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-4316682761901603695</id><published>2010-04-10T17:23:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T10:09:39.464-07:00</updated><title type='text'>Saladino</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Saladino&lt;/strong&gt; (em árabe: صلاح الدين يوسف بن أيوب, transl. Ṣalāḥ ad-Dīn Yūsuf ibn Ayyūb; em curdo: سهلاحهدین ئهیوبی, transl. Selah'edînê Eyubî; c. 1138 — 4 de março de 1193) foi um chefe militar curdo muçulmano que se tornou sultão do Egito e da Síria e liderou a oposição islâmica aos cruzados europeus no Levante. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EW1JowjOI/AAAAAAAAEqM/ZFXIyLIskFc/s1600/saladino.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EW1JowjOI/AAAAAAAAEqM/ZFXIyLIskFc/s400/saladino.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458669325725502690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No auge de seu poder, seu domínio se estendia pelo Egito, Síria, Iraque, Iêmen e pelo Hijaz. Foi responsável por reconquistar Jerusalém das mãos do Reino de Jerusalém, após sua vitória na Batalha de Hattin e, como tal, tornou-se uma figura emblemática na cultura curda, árabe, persa, turca e islâmica em geral. Saladino, adepto do islamismo sunita, tornou-se célebre entre os cronistas cristãos da época por sua conduta cavalheiresca, especialmente nos relatos sobre o sítio a Kerak em Moab, e apesar de ser a nêmesis dos cruzados, conquistou o respeito de muitos deles, incluindo Ricardo Coração de Leão; longe de se tornar uma figura odiada na Europa, tornou-se um exemplo célebre dos princípios da cavalaria medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Biografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em Tikrit(no atual território do Iraque) em 1138, e morreu em Damasco, hoje capital da Síria, em 1193. Foi o responsável por restaurar o sunismo no Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saladino distinguiu-se pela primeira vez nas campanhas do Egito, sendo nomeado vizir. Sultão do Egito a partir de 1175, sucedeu a Atabeg de Mosul, em nome de quem partiu à conquista do Egito. Unificou o país (1164-1174), a Síria (1174-1187) e a Mesopotâmia, tornando-se um poderoso dirigente. Doutrinou zelosamente seu povo a encarar a luta contra a cristandade como uma guerra santa e fundou colégios para o ensino da religião islâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conflitos com os Cruzados&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em duas ocasiões, em 1170 e 1172, Saladino recuou de uma invasão ao Reino Latino de Jerusalém. Essas ordens haviam sido dadas por Nur ad-Din, e Saladino esperava que aquele Reino Cruzado permanecesse intacto, como um estado satélite entre o Egito e a Síria, até que Saladino pudesse ganhar controle sobre a Síria também. Nur ad-Din e Saladino já estavam rumo à guerra aberta nesses termos, quando Nur ad-Din morreu, em 1174. O herdeiro de Nur ad-Din, as-Salih Ismail al-Malik era apenas um menino, sob os cuidados de eunucos da corte, e morreu em 1181.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente após a morte de Nur ad-Din, Saladino marchou até Damasco e foi bem recebido na cidade. Lá ele reforçou sua legitimidade, de acordo com o costume da época, casando com a viúva de Nur ad-Din. Por outro lado, Alepo e Mosul, as outras duas maiores cidades que Nur ad-Din havia governado, nunca foram tomadas, porém Saladino conseguiu impor sua influência e autoridade a elas em 1176 e 1186, respectivamente. Enquanto ele estava ocupado no cerco a Alepo, em 22 de maio de 1176, o sombrio grupo de assassinos do Ismaili, o Hashshashin, tentou matá-lo. Eles conduziram dois atentados à sua vida, no segundo deles chegando a ponto de infligir ferimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Saladino consolidava seu poder na Síria, geralmente deixava em paz o reino Cruzado, embora fosse frequentemente vitorioso nas ocasiões em que batalhava com os cruzados. Uma exceção foi a batalha de Montgisard no dia 25 de novembro de 1177. Nela ele foi derrotado pelas forças combinadas de Balduíno IV de Jerusalém, Reinaldo de Chatillon e os Cavaleiros Templários. Apenas um décimo de seu exército conseguiu retornar ao Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma trégua foi declarada entre Saladino e os Estados Cruzados em 1178. Saladino passou o ano seguinte recuperando-se da derrota e reconstruindo seu exército, retornando ao ataque em 1179, quando derrotou os Cruzados na batalha de Jacob's Ford. Contra-ataques cruzados provocaram ainda outras retaliações de Saladino. Reinaldo de Chatillon, em particular, perturbou as rotas de comércio e peregrinação muçulmanas com uma frota no Mar Vermelho, uma rota marítima que Saladino necessitava manter aberta. Como resposta, Saladino construiu uma frota de 30 galés para atacar Beirute em 1182. Reinaldo ameaçou atacar as cidades sagradas de Meca e Medina. Em retribuição, Saladino cercou Al Karak, o forte de Reinaldo na Oultrejordain, em 1183 e 1184. Reinaldo respondeu saqueando uma caravana de peregrinos no Hajj em 1185. De acordo com a "Old French Continuation" de Guilherme de Tiro, do final do século XIII, Reinaldo capturou a irmã de Saladino durante uma pilhagem a uma caravana, embora isso não seja atestado em outras fontes contemporâneas, sejam elas muçulmanas ou francas. De fato, Reinaldo havia atacado uma caravana anterior, e Saladino mandou a guarda garantir a segurança de sua irmã e do filho dela, que não chegaram a sofrer danos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em julho de 1187, Saladino capturou a maior parte do reino de Jerusalém. No dia 4 de julho de 1187 ele deparou-se, na Batalha de Hattin, com as forças combinadas de Guy de Lusignan, Rei Consorte de Jerusalém, e Raimundo III de Trípoli. Somente na batalha, o exército Cruzado foi em grande parte aniquilado pelo exército motivado de Saladino, naquilo que foi um desastre completo para os cruzados e uma virada na história das Cruzadas. Saladino capturou Reinaldo de Chatillon e providenciou pessoalmente sua execução. Guy de Lusignan também foi capturado, porém sua vida foi poupada. Dois dias após a batalha de Hattin, Saladino ordenou a execução de todos os prisioneiros de ordem militar por decapitação. As execuções eram levadas a cabo à medida que o próprio secretário de Saladino, Imad ad-Din, descreve (Ibid, pág. 138): "Ele (Saladino) ordenou que eles deveriam ser decapitados, preferindo tê-los mortos a prisioneiros. Com ele estava um grande grupo de sufis e estudiosos, e certo número de devotos e ascetas; cada um implorava permissão para matar um deles, e desembainhava sua espada e arregaçava sua manga. Saladino, com uma expressão alegre no rosto, estava sentado no seu dais; os descrentes mostravam um negro desespero." A execução dos prisioneiros em Hattin não foi a primeira de Saladino. Em 29 de agosto de 1179 ele tomou o castelo em Bait al-Ahazon, e aproximadamente 700 prisioneiros foram capturados e executados.&lt;br /&gt;De acordo com Beha ad-Din, Saladino planejava conquistar a Europa após a captura de Jerusalém:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Enquanto eu (Beha ad-Din) aguardava, Saladino voltou-se para mim e disse: 'Creio que, quando Deus me conceder a vitória sobre o resto da Palestina, deverei dividir meus territórios, fazer um testamento declarando meus desejos, e então içar velas neste mar, para suas terras longínquas, a lá arrebatar os francos, de maneira a livrar a terra de qualquer um que não acredite em Deus, ou morrer tentando.'"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, Saladino já havia capturado quase todas as cidades dos cruzados. Ele tomou Jerusalém em 2 de outubro de 1187, após um cerco. Saladino inicialmente não pretendia garantir termos de anistia aos ocupantes de Jerusalém, até que Balian de Ibelin ameaçou matar todos os muçulmanos da cidade, estimado entre três e cinco mil pessoas, e destruir os templos sagrados do Islã na Cúpula da Rocha e a mesquita de Al-Aqsa se não fosse dada anistia. Saladino consultou seu conselho e esses termos foram aceitos. Um resgate deveria ser pago por cada franco na cidade, fosse homem, mulher ou criança. Saladino permitiu que muitos partissem sem ter a quantia exigida por resgate para outros. De acordo com Imad al-Din, aproximadamente sete mil homens e oito mil mulheres não puderam pagar por seu resgate e foram tornados escravos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas Tiro resistiu. A cidade era então comandada pelo Conrado de Montferrat. Ele fortaleceu as defesas de Tiro e suportou dois cercos de Saladino. Em 1188, em Tortosa, Saladino libertou Guy de Lusignan e devolveu-o à sua esposa, a rainha Sibila de Jerusalém. Eles foram primeiro a Trípoli, e depois a Antioquia. Em 1189 eles tentaram reclamar Tiro para seu reino, mas sua admissão foi recusada por Conrado, que não reconhecia Guy como rei. Guy então começou o cerco de Acre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hattin e a queda de Jerusalém foram um estopim para a Terceira Cruzada, financiada na Inglaterra por um especial "dízimo de Saladino". Essa Cruzada retomou a cidade de Acre. Após Ricardo I de Inglaterra executar os prisioneiros muçulmanos em Acre, Saladino retaliou matando todos os francos capturados entre 28 de agosto e 10 de setembro. Beha ad-Din descreve uma cena particularmente horrenda envolvendo dois francos capturados nesse período: "Enquanto estávamos lá eles trouxeram ao Sultão (Saladino) dois francos que haviam sido aprisionados pela guarda avançada. Ele os decapitou ali mesmo." Os exércitos de Saladino engajaram-se em combate com os exércitos rivais do rei Ricardo I de Inglaterra na batalha de Apollonia, em 7 de setembro de 1191, na qual Saladino foi derrotado. A relação entre Saladino e Ricardo era uma de respeito cavalheiresco mútuo, assim como de rivalidade militar; ambos eram celebrados em romances cortesãos. Quando Ricardo foi ferido, Saladino ofereceu os serviços de seu médico pessoal. Em Apollonia, quando Ricardo perdeu seu cavalo, Saladino enviou-lhe dois substitutos. Saladino também lhe enviou frutas frescas com neve, para manter as bebidas frias. Ricardo sugeriu que sua irmã poderia casar-se com o irmão de Saladino – e Jerusalém poderia ser seu presente de casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois chegaram a um acordo sobre Jerusalém no Tratado de Ramla em 1192, pelo qual a cidade permaneceria em mãos muçulmanas, mas estaria aberta às peregrinações cristãs; o tratado reduzia o reino latino a uma estreita faixa costeira desde Tiro até Jafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saladino morreu no dia 4 de março de 1193, em Damasco, pouco depois da partida de Ricardo. Quando o tesouro de Saladino foi aberto não havia dinheiro suficiente para pagar por seu funeral; ele havia dado a maior parte de seu dinheiro para caridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua tumba fica em Damasco, na Mesquita de Umayyad, e é uma atração popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reconhecimento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado o campeão da guerra santa, Saladino se tornou o herói de um ciclo de lendas, que percorreram todo o Oriente médio e a Europa, e seus feitos são lembrados e admirados até os dias de hoje pelos povos muçulmanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Forte protector da cultura islâmica, não era apenas um líder militar, mas também um excelente administrador dos seus domínios. Mandou reconstruir a mesquita de Al-Aksa na cidade de Jerusalém, e ordenou também a construção da cidadela do Cairo e outros monumentos de interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cronologia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1138 - Nasce em Tikrit, Mesopotâmia. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1169 - É designado ministro do Egito , sob a dinastia dos abássidas. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1172 - Morre o pai de Saladino, Nadm ad-Din. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1179 - Na França, Filipe Augusto é coroado rei. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1183 - Toma Aleppo dos cruzados. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1186 - Conquista a Mesopotâmia e torna-se único governador do Egito. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1186 - Guy de Lusignan torna-se rei de Jerusalém. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1187 - 4 de julho - Batalha de Hattin. Saladino derrota os cruzados comandados por Guy de Lusignan. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1187 - 2 de outubro - Saladino reconquista Jerusalém, o que motiva a Terceira Cruzada. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1188 - Na Inglaterra, morre o rei Henrique II. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1189 - Na Inglaterra, Ricardo Coração de Leão é coroado rei. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1190 - A Terceira Cruzada, comandada por Ricardo Coração de Leão e Filipe Augusto, parte com a missão de reconquistar Jerusalém. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1191 - 12 de julho - Os cruzados tomam Acre, na Palestina. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1191 - 22 de agosto - Ricardo Coração de Leão manda matar 2700 prisioneiros muçulmanos. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1192 - A Terceira Cruzada abandona sua missão e retorna para a Europa. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 1193 - Morre no dia 4 de março em Damasco, Síria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-4316682761901603695?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/4316682761901603695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=4316682761901603695' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4316682761901603695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4316682761901603695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/saladino.html' title='&lt;strong&gt;Saladino&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EW1JowjOI/AAAAAAAAEqM/ZFXIyLIskFc/s72-c/saladino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-1443869142692550716</id><published>2010-04-10T17:20:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T18:04:55.324-07:00</updated><title type='text'>Malik Shah-I</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jalal al-Malik-Shah Dawlah&lt;/strong&gt; ou simplesmente Malik Shah (persa: ملكشاه, turco: Melikşah) foi sultão seldjúcida de 1072-1092. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx2sNxATsI/AAAAAAAAFuE/e-diaLOyDXk/s1600/Malik+Shah.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502403346721427138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 223px; CURSOR: hand; HEIGHT: 275px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx2sNxATsI/AAAAAAAAFuE/e-diaLOyDXk/s400/Malik+Shah.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Malik Shah.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ele expandiu o território seldjúcida na Anatolia, na Síria em detrimento dos fatímidas do Egito , a criação de príncipes cliente em Edessa , Aleppo e Damasco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Revolta na Anatólia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suleyman se revoltou contra Malik Shah I e proclamou-se o sultão Rûm , estabelecendo sua capital em Nicéia.  Suleyman expandiu seu reino, mas foi morto perto de Antioquia em 1086 por Tutush I , o governante Seljuk de Síria.  O filho de Suleyman, Kilij Arslan I , foi capturado e levado como refém para Malik Shah I. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Legado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após sua morte, em 1092, o império Seldjúcida perdeu territórios, o irmão de Malik e seus quatro filhos discutiram sobre a repartição do império entre si. Kilij Arslan I restabeleceu o Sultanato de Rum, na Anatólia, e Tutush I estabeleceu-se em Síria.  Na Pérsia, Malik Shah foi sucedido por seu filho de Mahmud I, cujo reinado foi contestada por seus outros três irmãos: Barkiyaruq no Iraque, Muhammad I, em Bagdá, e Ahmed Sanjar em Khorasan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desunião dentro das terras Seldjúcidas contribuíram para o sucesso da Primeira Cruzada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução e Edição:&lt;/strong&gt; Valter Pitta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/poder-seldjucida.html"&gt;► O Poder Seldjúcida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/08/o-imperio-seljucida.html"&gt;► Império Seljúcida&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-1443869142692550716?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/1443869142692550716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=1443869142692550716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/1443869142692550716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/1443869142692550716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/malik-shah-i.html' title='&lt;strong&gt;Malik Shah-I&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx2sNxATsI/AAAAAAAAFuE/e-diaLOyDXk/s72-c/Malik+Shah.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-2086147393825949811</id><published>2010-04-10T17:15:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T13:56:59.534-07:00</updated><title type='text'>O Poder Seldjúcida </title><content type='html'>Em meados do século XI, iniciou-se uma mudança decisiva no mundo islâmico: os turcos seldjúcidas, convertidos à ortodoxia muçulmana dos sunitas, reunificaram durante algum tempo o Oriente Médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EVNplWnQI/AAAAAAAAEqE/MQSY3OKaAU8/s1600/420px-Seljuk_Empire_locator_map_svg.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458667547594759426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 247px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EVNplWnQI/AAAAAAAAEqE/MQSY3OKaAU8/s400/420px-Seljuk_Empire_locator_map_svg.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formavam um conjunto de clãs estabelecidos, nos séculos anteriores, ao longo das fronteiras ocidentais da China. Alguns deles permaneceram dentro das fronteiras do império islâmico e, após converterem-se, iniciaram campanhas de penetração em direção ao Ocidente e ao Oriente, contra os gaznévidas, que haviam islamizado a Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx1_h70fSI/AAAAAAAAFt8/WJObNvkx4QM/s1600/arqueiro+sedj%C3%BAcida.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502402579041385762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 385px; CURSOR: hand; HEIGHT: 242px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx1_h70fSI/AAAAAAAAFt8/WJObNvkx4QM/s400/arqueiro+sedj%C3%BAcida.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Arqueiro Sedjúcida.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Togrul Beg avançou sobre o Irã e a Anatólia para atacar o império bizantino. Penetrou pelo sul no Iraque, cuja capital, Bagdá, ocupou em 1055, e se fez reconhecer como sultão e protetor do califa. Os três grandes sultões seldjúcidas, Togrul Beg, Alp-Arslan e Malik-Xá, ajudados pelo vizir persa Nizam al-Mulk, deram a seu império uma organização política e social que serviria de modelo a todo o oriente islâmico. Além disso, transformaram-se em defensores da ortodoxia muçulmana sunita. Invadiram a Anatólia e estabeleceram-se na Síria e Palestina, até que os cruzados cristãos fundaram principados na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx2sNxATsI/AAAAAAAAFuE/e-diaLOyDXk/s1600/Malik+Shah.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502403346721427138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 223px; CURSOR: hand; HEIGHT: 275px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFx2sNxATsI/AAAAAAAAFuE/e-diaLOyDXk/s400/Malik+Shah.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Malik Shah.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O império seldjúcida dividiu-se, com a morte de Malik-Xá, entre seus filhos e irmãos. Os governadores locais tornaram-se independentes e fundaram dinastias locais na Síria, Mesopotâmia, Armênia e Pérsia. Na luta contra os cruzados, destacaram-se sobretudo os aiúbidas do Egito, cujo califa, Saladino, apoderou-se de Jerusalém em 1187.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://hyeros.bravehost.com/"&gt;Hieros&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-2086147393825949811?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/2086147393825949811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=2086147393825949811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2086147393825949811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2086147393825949811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/poder-seldjucida.html' title='&lt;strong&gt;O Poder Seldjúcida &lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EVNplWnQI/AAAAAAAAEqE/MQSY3OKaAU8/s72-c/420px-Seljuk_Empire_locator_map_svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-3755331840747076908</id><published>2010-03-26T18:15:00.001-07:00</published><updated>2010-04-05T10:28:14.246-07:00</updated><title type='text'>Orhan I</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Orhan I&lt;/span&gt;, também conhecido como Orhan Gazi ou Orhan Bey (1284–1359), foi o segundo bey do então nascente império dos Turcos Otomanos (forma aportuguesada de Osmanli, relativo a Osmã Gazi, do qual Orhan era filho e herdeiro político). Orhan governou os Turcos Otomanos de 1326 a 1359.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S61cVQ8L7qI/AAAAAAAAEfU/cntjXUjh9GA/s1600/Orhan_I.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 255px; height: 305px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S61cVQ8L7qI/AAAAAAAAEfU/cntjXUjh9GA/s400/Orhan_I.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453116244209954466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo recebido de seu pai o pequeno Estado centralizado em Sogut, Ohran logrou, durante o seu reinado, conquistar todo o noroeste da Anatólia, de Pérgamo até Ancara, privando Bizâncio de todas as suas províncias Anatólias. Obteve ainda, nos últimos anos de seu reinado, de forma relativamente pacífica, a cabeça-de-ponte de Galípoli, a partir da qual seu filho e sucessor, Murad I, inciaria a conquista otomana dos Bálcãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Política&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco após assumir o governo dos Otomanos, em 1326, Orhan capturou Bursa, projeto que seu pai Osmã deixou incompleto. Quatro anos depois, em Pelekanom, derrotou Andrónico III Paleólogo e feriu de morte o domínio bizantino na Ásia Menor, sendo então uma questão de menos de duas décadas para que tudo o que restara da Ásia bizantina caísse em mãos turcas. Quando da queda da própria Constantinopla, já havia mais de cem anos que a Ásia bizantina não mais existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a queda de Nicéia (1331) e Nicomédia (1337), Orhan anexou o estado muçulmano rival de Karasi, cuja área se estendia de Pérgamo até o Dardanelos. Por volta da mesma época caiu Scutari, ficando extinta a Anatólia bizantina. Outros bastiões bizantinos na Iônia e na Cária já haviam sido conquistados pelos emirados de Saruhan, Aydin e Mentese, todos, por sua vez, absorvidos mais tarde pelo Império Otomano, entre 1389 e 1390.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orhan casou-se com Theodora, filha do príncipe e militar bizantino João Cantacuzeno, e como retribuição ao prestigioso casamento, Ohran apoiou Cantacuzeno no golpe de estado de 1347 em que este derrubou o imperador João V Paleólogo e se autocoroou "Imperador dos Romanos". Logo em seguida, pela primeira vez, os soldados otomanos pisaram o solo europeu, como membros da guarda pessoal de João VI Cantacuzeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1354, quando João V Paleólogo retomou o poder, Salomão Paxá, filho de Orhan e seu principal general, apoderou-se de Galípoli, com auxílio dos próprios contigentes turcos da guarda pessoal do deposto imperador João Cantacuzeno. A península de Galípoli encontrava-se, então, despovoada, em seguida a um terremoto que provocou a fuga da população grega autóctone. Foi neste mesmo ano que o emirado de Ancara caiu sob o poder de Orhan, e foi incorporado ao império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Legado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o reinado de Orhan, os Turcos Otomanos começaram a cortar seus laços de vassalagem ao já combalido Sultanato de Rum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S61dMYdWRDI/AAAAAAAAEfc/anm9I9j0Me4/s1600/extens%C3%A3o+do+nascente+Imp%C3%A9rio+Otomano.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 228px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S61dMYdWRDI/AAAAAAAAEfc/anm9I9j0Me4/s400/extens%C3%A3o+do+nascente+Imp%C3%A9rio+Otomano.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453117191120897074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;No mapa acima, a parte oriental da bacia do Mediterrâneo,&lt;br /&gt; os Bálcãs, a Anatólia, e a extensão do nascente Império Otomano,&lt;br /&gt;ao tempo da morte de Orhan I: Todo o noroeste da Anatólia&lt;br /&gt;já se encontrava unificado sob o domínio dos Otomanos,&lt;br /&gt;e o Império do Oriente já então se restringia a, grosso modo,&lt;br /&gt;a Trácia, as ilhas do Egeu e partes da Grécia e da Macedônia.&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Orhan faleceu em 1359, legando ao seu filho Murad um Estado de cerca de 130 mil quilômetros quadrados de extensão, e de soberania e fronteiras consolidadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Confira as atualizações do portal!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qzsvVmTcI/AAAAAAAAEOI/L6HaPi9WGp8/s1600-h/Gregos+-+HISTORIA+DO+MUNDO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443360680833338818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 146px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qzsvVmTcI/AAAAAAAAEOI/L6HaPi9WGp8/s200/Gregos+-+HISTORIA+DO+MUNDO.jpg" border="0" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Deuses e Mitos na Vida dos Gregos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Na Grécia Antiga, as várias cidades-estados eram &lt;br /&gt;parte de uma mesma comunidade religiosa:&lt;br /&gt; tinham as mesmas crenças e rituais, tanto que&lt;br /&gt; se faziam representar num santuário comum, &lt;br /&gt;Delfos, e se uniam para rituais, como, &lt;br /&gt;por exemplo, os que aconteciam nas &lt;br /&gt;festas pan-helênicas, como as Olimpíadas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/04/deuses-e-mitos-na-vida-dos-gregos.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Citas e Sármatas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A partir do final do século 7 aC ao século&lt;br /&gt; 4 aC, a parte central das estepes da Eurásia &lt;br /&gt;eram habitadas por dois grandes grupos &lt;br /&gt;aparentados que falavam línguas da &lt;br /&gt;família iraniana - os Citas e os Sármatas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sarmatas.blogspot.com/2010/03/citas-e-sarmatas.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A gestão pública de Diocleciano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Uma análise detalhada sobre as atitudes gestoras &lt;br /&gt;estratégicas do Imperador Diocleciano no Séc. III, &lt;br /&gt;implantou reformas econômico-administrativa,&lt;br /&gt; militares, políticas, judiciárias e financeiras, &lt;br /&gt;transformando o Império em crise, reerguendo-o &lt;br /&gt;e sustentando-o durante 20 anos, favorecendo &lt;br /&gt;principalmente as pessoas de baixa renda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/gestao-publica-de-diocleciano.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Leis Germânicas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Direito Germânico primitivo, típico de &lt;br /&gt;populações seminômades, não possuía&lt;br /&gt; fontes escritas, baseando-se nas &lt;br /&gt;tradições orais. Tampouco existia a noção &lt;br /&gt;de territorialidade, o direito aplicado a cada&lt;br /&gt; indivíduo dependia do grupo a que ele pertencia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povosgermanicos.blogspot.com/2010/04/leis-germanicas.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Libéria: um sonho americano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;No século 19, os Estados Unidos tentaram  &lt;br /&gt;repatriar ex-escravos à África. Para isso,&lt;br /&gt; compraram um pedaço de terra e criaram &lt;br /&gt;um país artificial, que até hoje parece&lt;br /&gt; não conseguir acordar desse pesadelo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/04/liberia-um-sonho-americano.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Os Homens Sábios da Sociedade Celta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Caracterizados por filmes e histórias em quadrinhos &lt;br /&gt;como uma espécie antiga de magos, os druidas &lt;br /&gt;são muito mais do que simples sacerdotes. &lt;br /&gt;Neste artigo, conheceremos o papel dos vates,&lt;br /&gt;mais detalhes sobre a tradição druídica e um pouco&lt;br /&gt; sobre o misterioso homem chamado Merlin.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/04/os-homens-sabios-da-sociedade-celta.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“O que você faz em vida ecoa na eternidade”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-3755331840747076908?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/3755331840747076908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=3755331840747076908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3755331840747076908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3755331840747076908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/03/orhan-i.html' title='&lt;strong&gt;Orhan I&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S61cVQ8L7qI/AAAAAAAAEfU/cntjXUjh9GA/s72-c/Orhan_I.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-1277066393935113037</id><published>2010-03-14T08:11:00.000-07:00</published><updated>2010-08-06T13:50:15.392-07:00</updated><title type='text'>A Queda de Constantinopla</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Denomina-se queda de Constantinopla a conquista da capital bizantina pelo Império Otomano sob o comando do sultão Maomé II, na terça-feira, 29 de maio de 1453.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S5z8614ET5I/AAAAAAAAEWE/YcJFpO9VJNU/s1600-h/O+cerco+a+Constantinopla..jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 192px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S5z8614ET5I/AAAAAAAAEWE/YcJFpO9VJNU/s400/O+cerco+a+Constantinopla..jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448507737036312466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;O cerco a Constantinopla.&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Isto marcou não apenas a destruição final do Império Romano do Oriente, e a morte de Constantino XI, o último imperador bizantino, mas também a estratégica conquista crucial para o domínio otomano sobre o Mediterrâneo oriental e os Bálcãs. A cidade de Constantinopla permaneceu capital do Império Otomano até a dissolução do império em 1922, e foi oficialmente renomeada Istambul pela República da Turquia em 1930.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S50C53cpAAI/AAAAAAAAEWk/ujoWWaBthXs/s1600-h/O+Imp%C3%A9rio+Bizantino+por+volta+de+1400.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 174px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S50C53cpAAI/AAAAAAAAEWk/ujoWWaBthXs/s400/O+Imp%C3%A9rio+Bizantino+por+volta+de+1400.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448514317348044802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;O Império Bizantino por volta de 1400.&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A queda de Constantinopla para os turcos otomanos foi um evento histórico que segundo alguns historiadores marcou o fim da Idade Média na Europa, e também decretou o fim do último vestígio do Império Bizantino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;A queda de Constantinopla&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Busca de apoio no ocidente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cisma entre Igrejas Católica e Ortodoxa manteve Constantinopla distante das nações ocidentais, e mesmo durante os cercos de turcos muçulmanos, não conseguira mais do que indiferença de Roma e seus aliados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma última tentativa de aproximação, tendo em vista a constante ameaça turca, o Imperador João VIII Paleólogo promoveu um concílio em Ferrara, na Itália, onde as diferenças entre as duas fés foram rapidamente resolvidas. Entretanto, a aproximação provocou tumultos entre a população bizantina, dividida entre os que rejeitavam a igreja romana e os que apoiavam a manobra política de João VIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Constantino XI e Maomé II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João VIII morrera em 1448, e seu filho Constantino assumiu o trono no ano seguinte. Era uma figura popular, tendo lutado na resistência bizantina no Peloponeso frente ao exército otomano, mas seguia a linha de seu pai na conciliação das igrejas oriental e ocidental, o que causava desconfiança não só entre o clero bizantino como também no Sultão Murad II, que via esta aliança como um ameaça de intervenção das potências ocidentais na resistência à sua expansão na Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1451, Murad II morreu, sendo sucedido por seu jovem filho Maomé II (ou Mahmed II). Inicialmente, Maomé prometera não violar o território bizantino. Isto aumentou a confiança de Constantino que, no mesmo ano se sentiu seguro o suficiente para exigir o pagamento de uma anuidade para a manutenção de um obscuro príncipe otomano, mantido como refém, em Constantinopla. Furioso mais pelo ultraje do que pela ameaça a seu parente em si, Maomé II ordenou os preparativos para um cerco total à capital bizantina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O pavor dos cristãos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pavor agia como uma epidemia, corroendo os nervos dos patrícios, dos nobres, da corte e do povo em geral. A situação piorou ainda mais quando o sultão mandara expor 76 soldados cristãos empalados por seus carrascos na frente das muralhas para que os habitantes de Constantinopla soubessem o destino que os aguardava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S5z_GugZEzI/AAAAAAAAEWM/YIkQ91AN5aE/s1600-h/Mehmed+II+com+o+ex%C3%A9rcito+otomano+em+marcha+desde+Edirne,+transportando+a+grande+bombarda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 178px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S5z_GugZEzI/AAAAAAAAEWM/YIkQ91AN5aE/s400/Mehmed+II+com+o+ex%C3%A9rcito+otomano+em+marcha+desde+Edirne,+transportando+a+grande+bombarda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448510140239647538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;Mehmed II com o exército otomano em marcha&lt;br /&gt;desde Edirne, transportando a grande bombarda.&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dias mais depressivos eles tiveram antes, no momento em que a grande bombarda turca (chamada de Grã Bombarda) um monstro de bronze e de oito metros de comprimento e de 7 toneladas, que os sitiantes trouxeram de longe, arrastado por 60 bois e auxiliado por um contingente de 200 homens (ele era dividido ao meio para melhor facilitação do transporte), começara a despejar balas de 550 quilos contra as portas e as muralhas da cidade. Parecia um raio atirado dos céus para vir arrasar com as expectativas de salvação dos cristãos. Pela frente os turcos invasores tinham uma linha de 22 km de muralhas e 96 torres bem fortificadas ainda por vencer, mas para os cristãos era pior, pois somente viam a sombra da foice da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois lados se prepararam para a guerra. Os bizantinos, agora com a simpatia das nações católicas, enviaram mensageiros às nações ocidentais implorando por reforços, e conseguindo promessas. Três navios genoveses contratados pelo Papa estavam a caminho com armas e provisões. O Papa ainda havia enviado o cardeal Isidro, com 300 arqueiros napolitanos para sua guarda pessoal. Os venezianos enviaram em meados de 1453 um reforço de 800 soldados e 15 navios com suprimentos, enquanto os cidadãos venezianos residentes em Constantinopla aceitaram participar das defesas da cidade. A capital bizantina ainda recebeu reforços dos cidadãos de Pera e genoveses renegados, entre os quais Giovanni Giustiniani Longo, que se encarregaria das defesas da muralha leste, e 700 soldados. Tonéis de fogo grego, armas de fogo, e todos os homens e jovens capazes de empunhar uma espada e um arco foram reunidos. Entretanto, as forças bizantinas provavelmente não chegavam a 7 mil soldados e 26 navios de guerra ancorados no Corno de Ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os otomanos, por sua vez, iniciaram o cerco construindo rapidamente uma fortaleza 10 km ao norte de Constantinopla. Maomé II sabia que os cercos anteriores haviam fracassado porque a cidade recebia suprimentos pelo mar, então tratou de bloquear as duas entradas do Mar de Mármara, com uma fortaleza armada com 3 canhões no ponto mais estreito do Bósforo, e pelo menos 125 navios ocupando Dardanelos, o mar de Mármara e o oeste do Bósforo.&lt;br /&gt;Maomé ainda reuniu um exército estimado em 100 mil soldados, 80 mil dos quais soldados turcos profissionais - os demais recrutas capturados em campanhas anteriores, mercenários, aventureiros e renegados cristãos, que seriam usados para os ataques diretos. Cerca de 5.000 desses soldados eram janízaros, a elite do exército otomano. No início de 1452, um engenheiro de artilharia húngaro chamado Urbano ofereceu seus serviços ao Sultão. Maomé o fez responsável pela instalação dos canhões em sua fortaleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O ataque turco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cerco começou oficialmente em 6 de abril de 1453, quando o grande canhão disparou o primeiro tiro em direção ao vale do Rio Lico, que penetrava em Constantinopla por uma depressão sob a muralha que possibilitava o posicionamento da bombarda em uma parte mais alta. A muralha, até então imbatível naquele ponto, não havia sido construída para suportar ataques de canhões, e em menos de uma semana começou a ceder. Todos os dias, ao anoitecer, os bizantinos se esgueiravam para fora da cidade para reparar os danos causados pelo canhão com sacos e barris de areia, pedras estilhaçadas da própria muralha e paliçadas de madeira. Os otomanos evitaram o ataque pela costa, pois as muralhas eram reforçadas por torres com canhões e artilheiros que poderiam destruir toda a frota em pouco tempo. Por isso, o ataque inicial se restringiu a apenas uma frente, o que possibilitou tempo e mão de obra suficientes aos bizantinos para suportarem o assédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do cerco, os bizantinos conseguiram duas vitórias animadoras. Em 12 de abril, o almirante búlgaro a serviço do Sultão, Suleimã Baltoghlu, foi repelido pela armada bizantina ao tentar forçar a passagem pelo Corno de Ouro. Seis dias depois, o Sultão Maomé II tentou um ataque à muralha danificada no vale do Licos, mas foi derrotado por um contingente bem menor, mas mais bem armado de bizantinos, sob o comando de Giustiniani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 20 de abril os bizantinos avistaram os navios enviados pelo Papa, mais um outro navio grego com grãos da Sicília, que atravessaram o bloqueio de Dardanelos quando o Sultão deslocou seus navios para o Mar de Mármara. Baltoghlu tentou interceptar os navios cristãos, mas viu sua frota ser destruída por ataques de fogo grego despejado sobre suas embarcações. Os navios chegaram com êxito ao Corno de Ouro, e Baltoghlu foi humilhado publicamente pelo Sultão e dispensado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 22 de abril, o sultão aplicou um golpe estratégico nas defesas bizantinas. Impossibilitados de atravessar a corrente que fechava o Corno de Ouro, o sultão ordenou a construção de uma estrada de rolagem ao norte de Pera, por onde os seus navios poderiam ser puxados por terra, contornando a barreira. Com os navios posicionados em uma nova frente, os bizantinos logo não teriam recursos para reparar suas muralhas. Sem escolha, os bizantinos se viram forçados a contra-atacar, e em 28 de abril tentaram um ataque surpresa aos turcos no Corno de Ouro, mas foram descobertos por espiões e executados. Os bizantinos então decapitaram 260 turcos cativos e arremessaram seus corpos sobre as muralhas do porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bombardeados diariamente em duas frentes, os bizantinos raramente eram atacados pelos soldados turcos. Em 7 de maio o Sultão tentou um novo ataque ao vale do Lico, mas foi novamente repelido. No final do dia, os otomanos começaram a mover uma grande torre de assédio, mas durante a noite soldados bizantinos conseguiram destruí-la antes que fosse usada. Os turcos também tentaram abrir túneis por baixo das muralhas, mas os gregos cavavam do lado interno e atacavam de surpresa com fogo ou água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mão de obra estava sobrecarregada, os soldados cansados e os recursos escasseando, e o próprio Constantino XI coordenava as defesas, inspecionava as muralhas e reanimava as tropas por toda a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maus presságios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resistência de Constantinopla começou a ruir frente ao desânimo causado por uma série de maus presságios. Na noite de 24 de maio houve um eclipse lunar, relembrando aos bizantinos uma antiga profecia de que a cidade só resistiria enquanto a lua brilhasse no céu. No dia seguinte, durante uma procissão, um dos ícones da Virgem Maria caiu no chão. Logo em seguida, uma tempestade de chuva e granizo inundou as ruas. Os navios prometidos pelos venezianos ainda não haviam chegado e a resistência da cidade estava no seu limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, os turcos enfrentavam problemas. O custo para sustentar um exército de 100 mil homens era muito grande, e oficiais comentavam da ineficiência das estratégias do Sultão até então. Maomé II se viu obrigado a lançar um ultimato a Constantinopla: os turcos poupariam as vidas dos cristãos se o imperador Constantino XI entregasse a cidade. Como alternativa, prometeu levantar o cerco se Constantino pagasse um pesado tributo. Com os tesouros vazios desde o saque feito pela Quarta Cruzada, Constantino foi obrigado a recusar a oferta, e Maomé lançou um ataque rápido e decisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O ataque final&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maomé II ordenou que as tropas descansassem no dia 28 de maio para se prepararem para o assalto final no dia seguinte. Pela primeira vez em quase dois meses não se ouviu o barulho dos canhões e das tropas em movimento. Para quebrar o silêncio e levantar o moral para o momento decisivo, todas as igrejas de Constantinopla tocaram seus sinos por todo o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a madrugada do dia 29 de maio de 1453, Maomé lançou um ataque total às muralhas, composto principalmente por mercenários e prisioneiros, concentrando o ataque no vale do Lico. Por duas horas, o contingente superior de mercenários europeus foi repelido pelos soldados bizantinos sob o comando de Giovanni Giustiniani Longo, providos de melhores armas e armaduras e protegidos pelas muralhas. Mas com as tropas cansadas, teriam agora que enfrentar o exército regular de 80 mil turcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exército turco atacou por mais duas horas, sem vencer a resistência bizantina. Então abriram espaço para o grande canhão, que abriu uma brecha na muralha por onde os turcos concentraram seu ataque. Constantino XI em pessoa coordenou uma cadeia humana que manteve os turcos ocupados enquanto a muralha era consertada. O Sultão então lançou mão dos janízaros, que escalavam a muralha com escadas. Mas após mais uma hora de combates, os janízaros ainda não haviam conseguido entrar na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os ataques concentrados no vale do Lico, os bizantinos cometeram a desatenção de deixar o portão da muralha noroeste semi-aberto. Um destacamento otomano penetrou por ali e invadiu o espaço entre as muralhas interna e externa. Neste momento, o comandande Giustiniani fora ferido e havia sido retirado às pressas para um navio. Sem sua liderança, os soldados gregos lutaram desordenadamente contra os disciplinados turcos. Diz-se que no último momento, o Imperador Constantino XI desembainhou a espada e partiu para a luta, e nunca mais foi visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giustiniani também viria a morrer mais tarde em virtude dos ferimentos na ilha grega de Quios, onde encontrava-se ancorada a prometida esquadra veneziana à espera de ventos favoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O saque e o controle turco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S50BSMnhJMI/AAAAAAAAEWU/F3sRtqwPf5A/s1600-h/Maom%C3%A9+II+entrando+em+Constantinopla+com+seu+ex%C3%A9rcito,+por+Fausto+Zonaro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 254px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S50BSMnhJMI/AAAAAAAAEWU/F3sRtqwPf5A/s400/Maom%C3%A9+II+entrando+em+Constantinopla+com+seu+ex%C3%A9rcito,+por+Fausto+Zonaro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448512536324416706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;Maomé II entrando em Constantinopla&lt;br /&gt;com seu exército, por Fausto Zonaro.&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desesperados, os sobreviventes correram para suas casas a fim de salvar suas famílias. Muitos fugiram em navios, quando os marinheiros turcos viram que a cidade caíra e poderiam aproveitar para participar do butim. Os turcos saquearam e mataram o quanto puderam. A Catedral de Santa Sofia (também conhecida como Hagia Sophia), o coração de todo o cristianismo ortodoxo, viu-se repleta de refugiados à espera de um milagre que não aconteceu: os clérigos foram mortos e as freiras capturadas. Maomé II entrou na cidade à tarde em desfile triunfal e ordenou que a Catedral fosse consagrada como mesquita. Talvez por ter considerado a cidade por demais destruída, o sultão ordenou o fim dos saques e da destruição no mesmo dia (contrariando a promessa de 3 dias de saques que fizera antes da guerra). Terminou com 50 mil presos, entre os quais soldados, clérigos e ministros. Este contingente bizantino recebeu autorização para viver na cidade sob a autoridade de um novo patriarca, Genádio, designado pelo próprio sultão para se assegurar de que não haveria revoltas. Caía finalmente depois de mais de dez séculos a maçã de prata ou simplesmente Constantinopla, capital do emparedado Império Romano do Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Implicações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S50CQP-iL9I/AAAAAAAAEWc/1lKONMbKEb8/s1600-h/Restos+da+muralha+de+Constantinopla..jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 225px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S50CQP-iL9I/AAAAAAAAEWc/1lKONMbKEb8/s400/Restos+da+muralha+de+Constantinopla..jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5448513602378149842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;Restos da muralha de Constantinopla.&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A queda de Constantinopla teve grande impacto no Ocidente. Os cronistas da época confiavam na resistência das muralhas e achavam impossível que os turcos pudessem superá-las. Chegou-se a iniciar conversações para uma nova cruzada para liberar Constantinopla do jugo turco, mas nenhuma nação poderia ceder tropas naquele momento. Os próprios genoveses se apressaram a prestar respeitos ao sultão, e assim puderam manter seus negócios em Pera por algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com Constantinopla - e todo o Bósforo, neste sentido - sob domínio muçulmano, o comércio entre Europa e Ásia declinara subitamente. Nem por terra nem por mar os mercadores cristãos conseguiriam passagem para as rotas que levavam à Índia e à China, de onde provinham as especiarias usadas para conservar alimentos, além de artigos de luxo, e para onde se destinavam suas mercadorias mais valiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, as nações européias iniciaram projetos para o estabelecimento de rotas comerciais alternativas. Portugueses e espanhóis aproveitaram sua posição geográfica junto ao Oceano Atlântico e à África para tentar um caminho ao redor deste continente para chegar à Índia (percurso percorrido com sucesso por Vasco da Gama entre 1497 e 1498). Já Cristóvão Colombo via uma possibilidade de chegar à Ásia pelo oeste, através do Oceano. Nesta empreitada, financiada pelos reis de Espanha, o navegador italiano alcançou, em 1492, o continente americano, dando início ao processo de ocupação do Novo Mundo. Com as Grandes Navegações, os dois países, outrora sem muita expressão no cenário político europeu, se tornaram no século XVI os mais poderosos do mundo, estabelecendo uma nova ordem mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-1277066393935113037?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/1277066393935113037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=1277066393935113037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/1277066393935113037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/1277066393935113037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/03/queda-de-constantinopla.html' title='&lt;strong&gt;A Queda de Constantinopla&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S5z8614ET5I/AAAAAAAAEWE/YcJFpO9VJNU/s72-c/O+cerco+a+Constantinopla..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-3674213441752147488</id><published>2010-03-05T06:45:00.000-08:00</published><updated>2010-08-06T17:43:50.304-07:00</updated><title type='text'>A vida no harém Otomano</title><content type='html'>&lt;em&gt;Esqueça os jardins de delícias com cítaras e dezenas de odaliscas oferecendo-se para o sultão. Um harém de Istambul do século 16, auge do Império Otomano, era um lugar de oração, disciplina e castigos que incluíam até a morte.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S5EZc6aEFdI/AAAAAAAAEQ0/-9-F72zdi6g/s1600-h/harem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5445161408973247954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 360px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S5EZc6aEFdI/AAAAAAAAEQ0/-9-F72zdi6g/s400/harem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mulheres alimentando pombos em um harém em Istambul.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Denomidado a partir de uma expressão otomana que significa “proibir”, o harém era a parte doméstica dos palácios dos sultões. Durante o governo do de Maomé III (1566-1603), o aposento do palácio de Topkapi, em Istambul, chegou a abrigar quase mil mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo de todas elas era gerar o herdeiro de um império que se espalhava por quatro continentes. Criado no século 13 por Osmã I (1258-1326), o islamismo otomano alastrou-se pela Anatólia (atual Turquia) até derrubar, em 1453, Constantinopla, a capital cristã do Oriente. No século 16, o futuro de territórios que iam da Rússia ao Marrocos era decidido nos aposentos e no enorme harém de Topkapi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todas por um&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quase mil mulheresdisputavam uma noitecom o sultão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sonho de escravidão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres chegavam como prisioneiras de guerra, escravas ou até como presentes. Muitas nobres eram entregues ao harém pelos próprios pais para que tivessem um filho do sultão. Mas nem todas eram aceitas: a mãe do sultão as selecionava pela beleza e educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Celas reais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os irmãos do sultão viviam presos nas kafes, locais com vista para o harém mas sem acesso a ele. O objetivo era evitar que se rebelassem contra o soberano. Cada um podia ter até 12 amantes, que eram geralmente estéreis para evitar concorrentes ao trono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia-a-dia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esposas, concubinas e crianças de até 12 anos passavam o tempo orando, bordando e cantando músicas sacras. Entre as poucas diversões, havia danças e uma espécie de jogo de bola. Os banhos semanais eram coletivos e supervisionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bem-aventurado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sultão Maomé III se deitava com apenas uma mulher por dia. Além de preparar sucessores, ele agia para evitar concorrentes. Mandou matar 19 irmãos e afogou sete mulheres grávidas de seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mamãe mandou&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe do sultão era a comandante do harém: era ela quem decidia diariamente qual mulher serviria o filho. Pelas normas otomanas, o sultão podia ter até quatro esposas legais, as kadins, que formavam a segunda classe na hierarquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inofensivos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de 300 eunucos negros (que tinham todos os órgãos sexuais retirados) e brancos (sem apenas os testículos) cuidavam da segurança. O chefe eunuco negro era quem levava as mulheres até o quarto do sultão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morte no saco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres podiam ser julgadas por intrigas, conspirações ou por desobedecer as normas do harém. Quando condenadas à morte, eram amarradas, colocadas em sacos e jogadas no Mar Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-3674213441752147488?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/3674213441752147488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=3674213441752147488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3674213441752147488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3674213441752147488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/03/vida-no-harem-otomano.html' title='&lt;strong&gt;A vida no harém Otomano&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S5EZc6aEFdI/AAAAAAAAEQ0/-9-F72zdi6g/s72-c/harem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-2601617526895892359</id><published>2010-02-28T09:02:00.000-08:00</published><updated>2010-03-05T07:03:06.435-08:00</updated><title type='text'>Mehmed II</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maomé II&lt;/span&gt;, também conhecido como Muhammed II ou Mehmed II (30 de março de 1432 — 3 de maio de 1481), alcunhado el-Fatih, ou o Conquistador foi sultão do Império Otomano durante o curto período de tempo decorrido de 1444 para 1446 e, depois, de 1451 para 1481. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qiH6WW3aI/AAAAAAAAENo/Wyx0h7FR73M/s1600-h/Bellini,+Sult%C3%A3o+Maom%C3%A9+II,+1480.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 236px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qiH6WW3aI/AAAAAAAAENo/Wyx0h7FR73M/s400/Bellini,+Sult%C3%A3o+Maom%C3%A9+II,+1480.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443341356436479394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o primeiro soberano otomano a reclamar o título de califa, o soberano supremo de todos os muçulmanos, e César de Roma, o soberano supremo de todos os cristãos, além dos habituais títulos de rei, sultão (o soberano de um estado muçulmano), Han ou Khan (soberano turco) etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qirkZREcI/AAAAAAAAENw/B1m8aFTKHE4/s1600-h/A+entrada+de+Maom%C3%A9+em+Constantinopla.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 294px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qirkZREcI/AAAAAAAAENw/B1m8aFTKHE4/s400/A+entrada+de+Maom%C3%A9+em+Constantinopla.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443341969018393026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;center&gt;A entrada de Maomé em Constantinopla.&lt;/center&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois de subir ao trono em 1451, Mehmed terminou com o Império Bizantino, ao capturar Constantinopla em 1453 (durante o conhecido Cerco de Constantinopla), e outras cidades Bizantinas da Anatólia e dos Balcãs. A invasão de Constantinopla e campanhas bem sucedidas contra pequenas monarquias nos Balcãs, Crimeia, e territórios turcos na Anatólia conferiram-lhe respeito por parte das outras potências, passando o estado de Otomano a ser reconhecido como um império pela primeira vez. O avanço de Mehmed em direção ao centro da Europa terminou com o mal sucedido Cerco de Nándorfehérvár (actual Belgrado) em 1456.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qlH1htNFI/AAAAAAAAEN4/BM5JBnBgeRQ/s1600-h/Maom%C3%A9+II+lidera+os+otomanos+na+campanha+de+Constantinopla.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 228px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qlH1htNFI/AAAAAAAAEN4/BM5JBnBgeRQ/s400/Maom%C3%A9+II+lidera+os+otomanos+na+campanha+de+Constantinopla.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443344653676786770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:85%;" &gt;&lt;center&gt;Maomé II a frente de seu exército durante a campanha de Constantinopla.&lt;/center&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O seu reinado, marcado principalmente pela captura de Constantinopla, tornou-se também célebre pela tolerância excepcional com que tratou os seus súbditos, especialmente os bizantinos por ele subjugados. Estabeleceu dentro da cidade uma comunidade religiosa autônoma, nomeando o antigo Patriarca como governador da cidade de Constantinopla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também reconhecido como o primeiro sultão a codificar a lei criminal e constitucional, muito antes de Solimão (Suleyman) o Magnífico (também denominado "o Legislador" ou "Kanuni"). Estabeleceu assim a imagem clássica do sultão Otomano autocrático (padishah). Depois da queda de Constantinopla, fundou diversas universidades e colégios na cidade, alguns dos quais ainda estão em funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu túmulo está localizado na Mesquita Fatih, em Istambul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-2601617526895892359?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/2601617526895892359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=2601617526895892359' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2601617526895892359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2601617526895892359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/02/mehmed-ii.html' title='&lt;strong&gt;Mehmed II&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qiH6WW3aI/AAAAAAAAENo/Wyx0h7FR73M/s72-c/Bellini,+Sult%C3%A3o+Maom%C3%A9+II,+1480.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-3346828070728087037</id><published>2010-02-12T14:16:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T15:53:47.031-08:00</updated><title type='text'>Uigures</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os uigures são um povo de origem turcomena que habita principalmente a Ásia Central. Os uigures são uma das 56 etnias oficialmente reconhecidas pela China, consistindo de aproximadamente 8.68 milhões de pessoas, de acordo com o recenseamento chinês de 2004. Sua língua é o uigur e seguem a religião Muçulmana.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3XThPrnLnI/AAAAAAAAECM/gy1lk3364DM/s1600-h/Uigures.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 392px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3XThPrnLnI/AAAAAAAAECM/gy1lk3364DM/s400/Uigures.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437484693218340466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os prováveis ancestrais dos uigures são tribos nômades turcas originárias da Mongólia. Em de 824 d.c. criaram um reino no Turquestão, em 920 d.c. sofreram a invasão dos quirguizes do Ienissei. Posteriormente conseguiram expulsar os invasores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O príncipe Boghra Khan, o mais famoso deste povo, converteu-se ao Islão em finais do século X.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sucessivas lutas dinásticas enfraqueceram o reino, que em 1120 foi destruído pela invasão dos Kara-Khitai, outro povo de origem túrquida que, por sua vez, foram eliminados em 1219 por Gengis Khan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta do século XVII, se converteram ao Islã e fundaram o próspero Reino Islâmico Uirgur do Turquestão Oriental. Reino que foi considerado o último império das estepes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Uigures e Gêngis Khan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1206, os uigures aderiram espontaneamente ao poderoso chefe Mongol Temudjin (Gêngis Khan)  na época habitavam do longínquo Turquestão chinês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os uigures transmitiram pacificamente aos novos aliados seus saberes milenares, da bacia do Tarim: o alfabeto, que se tornou mongol até os dias de hoje, e a cultura administrativa, assim como pessoal treinado, fatores indispensáveis à organização de um governo central e expansionista. &lt;br /&gt;No mesmo ano, 1206, uma assembléia plenária das tribos elegeu Temudjin chefe de toda a Mongólia oriental, com o título de “chefe oceânico”, o Cinggis Kaghan, na língua mongol aculturada. O Ocidente o transformou em Gêngis Khan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Xinjiang&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3XUoQrCFQI/AAAAAAAAECU/b7-1Bz7FLgg/s1600-h/Xinjiang.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 169px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3XUoQrCFQI/AAAAAAAAECU/b7-1Bz7FLgg/s400/Xinjiang.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437485913255056642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os uigures habitam predominantemente a região autônoma de Xinjiang, no noroeste da China, que faz fronteira com o Paquistão e o Afeganistão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por séculos, as principais atividades econômicas da região vinham sendo a agricultura e o comércio, com cidades como Kahshgar prosperando como entrepostos da famosa Rota da Seda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xinjiang era centro da antiga Rota de Seda, sendo também ponto de cruzamento de diversas civilizações do Oriente e Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O território tornou-se o ponto de contato entre a Ásia e a Europa. Invasores turcomanos e mais tarde Gêngis Khan, budistas e depois muçulmanos, mercadores e grupos tribais, missionários e monges, todos passaram por essa encruzilhada hemisférica, e cada grupo deixou ali sua marca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a Rota da Seda começou a perder importância e o comércio se transferiu para os mares, Oriente e Ocidente deixaram de se interessar pelos uigures. Durante gerações, a China entreviu escassas possibilidades nessa terra remota - Xinjiang significa "nova fronteira" -, pois os chineses valorizavam a agricultura, e a agreste região uigur só oferecia terrenos empoeirados e pedregosos. Na primeira metade do século 20, as autoridades pouco fizeram para ampliar sua influência ali, e por duas vezes os uigures declararam independência. A segunda tentativa de obter autonomia, em 1944, durou cinco anos, até a ascensão de Mao e do Partido Comunista, que sufocaram o movimento com tropas militares e mais tarde estabeleceram em Xinjiang um campo de testes nucleares, o Lop Nur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um português há quatro séculos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os ilustres visitantes do Turquestão chinês ao longo dos séculos, contam-se alguns aventureiros portugueses, sendo o leigo jesuíta Bento de Goes, dos Açores, o mais conhecido. Passou por Kashgar em 1604, na sua admirável jornada em busca do Cataio, e a caminho de Larcanda. Escreve o padre Fernão Guerreiro (que coligiu alguns apontamentos deixados pelo açoriano) que os habitantes locais ficaram surpreendidos por «um homem de tanta inteligência» não partilhar da sua fé. Por seu lado, Goes manifestou espanto pela quantidade de mesquitas e não se esqueceu de salientar a santidade das sextas-feiras e o apelo à oração feito do alto dos minaretes, que ainda hoje se faz sem microfones e, em certas ocasiões festivas, ao som de cornetas e tambores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Uigures e os Chineses&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Império Manchu da dinastia Qing anexou a região pela primeira vez em 1759, mas perdeu o controle após levantes uigures. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1877, as tropas chinesas reconquistaram a região - que foi formalmente integrada ao império chinês como Xinjiang ("novo domínio"), em 1884. A queda do imperio Manchu, em 1911, abriu uma brecha para a briga de poder entre senhores da guerra da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiada pela ex-União Soviética, a República do Turquestão Oriental foi fundada em 1944. Mas, com pouco tempo de existência, ela perdeu o apoio soviético, que passou a ser dado aos comunistas da China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ditador soviético Josef Stálin então pressionou por um acordo entre o novo país e o Partido Comunista Chinês para que o território fosse cedido à China sem violência. Em 1949, um avião que levava representantes do Turquestão a Pequim para tentar negociar a situação caiu misteriosamente, matando todos os ocupantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele mesmo ano, Xinjiang foi rapidamente incorporada à nova República Popular da China. Pequim então deu início a uma política de incentivo à migração para a região, e a proporção de chineses da etnia han aumentou de 6% em 1949 para 41,5% em 1976, segundo dados da ONG Human Rights Watch. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relativa liberalização da região começou em 1980, com uma autorização para Xinjiang se tornar região autônoma e com um maior respeito à cultura e praticas religiosas uigures. Mas o incentivo à migração continuou e, só nos anos 1990, 1,2 milhão de pessoas se instalaram na província. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A província de Xinjiang é habitada por 8 milhões de uigures.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo chinês aos uigures é ancestral - barrar o avanço desse povo das estepes foi uma das razões para erguer a Grande Muralha, a construção de 7.300 quilômetros de comprimento que corta o país de leste a oeste e é tão grande que pode ser vista do espaço como uma fita estendida no solo chinês. Nos últimos anos, o motivo de temor foi mais moderno. A China teme que o crescimento do movimento separatista uigur ponha fogo no delicado relacionamento da etnia han (que representa 92% do 1,3 bilhão de chineses) com as muitas minorias existentes no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Língua uigur&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uigur é uma língua do ramo turcomano das línguas altaicas, falada pelo povo uigur, que habita principalmente o Xinjiang (antigo Sinquiang, também chamado de Turquestão Oriental ou Uiguristão), região da Ásia Central administrada pela China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O idioma uigur pertence ao grupo karluk da família de línguas turcomana, um ramo dos idiomas altaicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Uigur é falado por cerca de 8,5 milhões de pessoas na China, principalmente na Região Autônoma do Xinjiang (antigo Sinquiang), no extremo-oeste do país. Há também cerca de 300.000 falantes nativos no Cazaquistão, além de pequenas comunidades de falantes da língua no Afeganistão, Alemanha, Arábia Saudita, Austrália, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, Indonésia, Mongólia, Paquistão, Reino Unido, Quirguistão, Suécia, Taiwan, Tadjiquistão, Turquia e Uzbequistão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atualidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3XWOL-GizI/AAAAAAAAECc/M92QGymds_o/s1600-h/uigures3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3XWOL-GizI/AAAAAAAAECc/M92QGymds_o/s320/uigures3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437487664339520306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na atualidade, os uigures vivem principalmente na região autônoma chinesa de Xinjiang, no extremo-oeste do país. Há também grandes comunidades uigures no Paquistão, Cazaquistão, Quirguízia, Mongólia, Uzbequistão e Turquia, além de pequenas comunidades em bairros de grandes metrópoles como Pequim e Xangai, na China, e mesmo Toronto e Vancouver, no Canadá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Veja.abril.com / Wikipédia / Blog Pimenta Negra / Ultimosegundo.ig.com / Historia Viva / Colegiotayloregidio.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-3346828070728087037?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/3346828070728087037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=3346828070728087037' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3346828070728087037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3346828070728087037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/02/uigures.html' title='&lt;strong&gt;Uigures&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3XThPrnLnI/AAAAAAAAECM/gy1lk3364DM/s72-c/Uigures.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-4942431441169947531</id><published>2010-02-12T14:09:00.000-08:00</published><updated>2010-02-12T14:16:03.286-08:00</updated><title type='text'>Dinastia Aiúbida</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os aiúbidas ou aiubitas, também conhecidos como dinastia aiúbida ou Império Aiúbida, é o nome que se dá à linhagem dinástica que governou um grande império muçulmano durante os séculos XII e XIII, nas regiões dos atuais Síria e Egito.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3XR9bws_sI/AAAAAAAAECE/Kb3D0bZ_ebM/s1600-h/aiubidas.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 134px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3XR9bws_sI/AAAAAAAAECE/Kb3D0bZ_ebM/s400/aiubidas.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437482978474000066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Império Aiúbida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram os responsáveis pela criação do exército mameluco, com o objectivo de criar uma força de combate mortal e altamente bem treinada. Os membros desta elite chegavam a ser comprados muito novos, com idades a rondarem os 14 e os 18 anos, para serem disciplinados numa cultura militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aiúbidas atingiram o auge do seu poder, no tempo de Saladino, quando este se imortalizou na história como um herói para os muçulmanos, mas a partir daí esta linhagem teve uma queda impressionante, sendo o autor do golpe final, o famoso general e posteriormente também sultão Baybars, que ao matar Turanshah e toda a sua possível descendência, impôs um novo rumo na história, elevando os Mamelucos ao poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte do ultimo lider desta dinastia representa, como na altura e após a morte de Saladino, as várias tribos do Médio Oriente, se começaram a dividir, criando assim um clima propicio para que os mongóis, pudessem avançar em direcção ao Egipto, pois enquanto os aiúbidas discutiam entre si, a Siria foi-se dividindo em outras pequenas dinastias situadas nas cidades de Alepo, Hamah, Homs e Damasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quando os mamelucos se decidiram impor para se defenderem da invasão mongol e para expulsarem os cristãos da terra Santa, é que houve uma certa noção de unidade muçulmana, embora isso fosse na altura mais uma aparencia imposta à força do que algo aceite de pura liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A responsabilidade desta decisão coube a Aibek, um comandante mameluco, que não apoiava os ideais dos lideres desta dinastia e por isso decidiu em conjunto com outros comandantes, ordenar um golpe de Estado, que pôs no poder o sultão Qutuz, por achar que os mamelucos eram os verdadeiros lutadores do império, pois eram eles que davam a vida em combate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No apogeu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Império Aiúbida, quando atingiu o seu apogeu, destacou-se muito na área da cultura, transformando o Egipto num centro erudito e de literatura árabe, que fascinaria a qualquer apreciador de cultura. Foram lá encontrados diversos manuscritos sobre filósofos e escritores famosos daquela cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Síria de certa forma aperfeiçoou esta visão, tornando-se num centro cultural bastante procurado e servindo de complemento chave para a hegemonia Aiúbida, conservando esse tesouro até no período moderno da história. Infelizmente, as constantes guerras e as marcas do tempo têm apagado essa grande visão, reduzindo a cinzas tudo o que foi símbolo de uma grande evolução intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se ter noção do que os Aiúbidas representaram no mundo, estes eram muito mais evoluídos do que o mundo ocidental, principalmente nos ramos mais ligados às ciências, como por exemplo: matemática, medicina, astrologia e física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois das invasões do Império Mongol tudo se perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O comércio e a economia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos comerciais e econômicos, o Império Aiúbida beneficiou-se muito da visão de Saladino, que cedo percebeu que poderia ganhar muito, em relações comerciais com os Cristãos, que incrementaram o comércio daquelas regiões. Por isso teve a necessidade de conquistar e manter o Iémen sob controlo, pois este representava um ponto estratégico para que estas trocas pudessem beneficiar o império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste tempo podemos dizer, que o Egito e a Síria atingiram em conjunto um período de grande prosperidade e desenvolvimento, tendo como base as exportações que tinham como destino o continente europeu. A razão para que esta balança comercial se tornasse tão favorável era o facto que os produtos orientais tinham uma grande procura, precisamente por serem raros, exóticos e até mesmo uma novidade para muitos dos ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-4942431441169947531?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/4942431441169947531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=4942431441169947531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4942431441169947531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4942431441169947531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/02/dinastia-aiubida.html' title='&lt;strong&gt;Dinastia Aiúbida&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3XR9bws_sI/AAAAAAAAECE/Kb3D0bZ_ebM/s72-c/aiubidas.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-2632113402936478968</id><published>2010-02-11T12:59:00.001-08:00</published><updated>2010-02-11T13:04:14.326-08:00</updated><title type='text'>Ertuğrul</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ertuğrul&lt;/strong&gt; (1198-1281) foi o líder dos Kayi, uma tribo de turcos oguzes do norte do Irão. Foi também o pai de Osmã, que viria a ser o fundador do Império Otomano.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3Rv4Tllq2I/AAAAAAAAD-8/gbZgDdvsUJY/s1600-h/ertugrulgazi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 187px; height: 301px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3Rv4Tllq2I/AAAAAAAAD-8/gbZgDdvsUJY/s400/ertugrulgazi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437093663264320354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo o Irão sido varrido pela invasão Mongólica de meados do século XIII, a tribo Kayi foi forçada a deixar o Irã em direção à Anatólia; durante a fuga, o pai de Ertuğrul, Salomão Shah morreu afogado na travessia do Rio Eufrates, quando batia em em retirada de uma batalha perdida contra os Mongóis. Assim, Ertuğrul assumiu o comando da tribo dos Kayi aos 29 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ala ad-Din Kay Qubadh I, o sultão seljúcida do Rum (Anatólia central), concordou em assentar Ertugrul e sua tribo no noroeste da Anatólia, em uma região ao redor da cidade de Sogut e compreendida entre o Rio Sangário e a Montanha Karaca Dag; na época um confim instável da fronteira turco-bizantina, e muito próxima a fortalezas gregas como Nicéia, Bursa e Nicomédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ertuğrul, como mais tarde seu filho Osmã e seu neto Orhan, recebera do Sultão do Rum o título de Gazi, isto é, veterano de guerra, ou juiz e campeão da causa do Islão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3RwRm1aSoI/AAAAAAAAD_E/3kHPHTdrHGk/s1600-h/Estatua+em+homenagem+a+Ertugrul+Gazi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 270px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3RwRm1aSoI/AAAAAAAAD_E/3kHPHTdrHGk/s400/Estatua+em+homenagem+a+Ertugrul+Gazi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437094097927686786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Estatua em homenagem a Ertugrul Gazi.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XIX, uma fragata da marinha Otomana recebeu o nome de Ertuğrul, em sua memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-2632113402936478968?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/2632113402936478968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=2632113402936478968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2632113402936478968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2632113402936478968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/02/ertugrul.html' title='&lt;strong&gt;Ertuğrul&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3Rv4Tllq2I/AAAAAAAAD-8/gbZgDdvsUJY/s72-c/ertugrulgazi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-5460926017707823503</id><published>2010-02-02T14:04:00.000-08:00</published><updated>2010-07-28T10:12:37.087-07:00</updated><title type='text'>Arquitetura Turca</title><content type='html'>&lt;em&gt;Fabulosas obras de arquitetura se encontram preservadas na Turquia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ihzOmFF4I/AAAAAAAADv8/HZ_fCfrzwhI/s1600-h/250px-Sultan_Ahmed_Mosque%252C_Istambul.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433770851885717378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 188px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ihzOmFF4I/AAAAAAAADv8/HZ_fCfrzwhI/s400/250px-Sultan_Ahmed_Mosque%252C_Istambul.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os caravansarais dos seljúcidas à Catedral de Santa Sofia, a Mesquita Azul, o Palácio de Dolmabahçe e antigas casas de madeira em Istanbul e Safranbolu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mesquita Azul&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mesquita Azul (ou Mesquita do Sultão Ahmed) é uma das obras-primas em Istambul do arquiteto Sinán. Está situada em frente da Hagia Sofía separadas ambas por um formoso espaço ajardinado, e é a única no Istambul que possui seis almádenas (minaretes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2iiYmuobtI/AAAAAAAADwE/ACJSM5BBYxk/s1600-h/Mesquita+Azul,+Istambul..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433771494019198674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2iiYmuobtI/AAAAAAAADwE/ACJSM5BBYxk/s400/Mesquita+Azul,+Istambul..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu magnífico exterior não faz sombra a seu suntuoso interior. Uma verdadeira sinfonia de belos mosaicos azuis de Izmir dão a este espaço uma atmosfera muito especial. Sinán Ibn Abdulmennan, ou Mimar Sinán (em turco, "Arquiteto Sinán"), ou simplesmente Koca Sinán ("o Grande Sinán"), foi o chefe dos arquitetos imperiais (mimarbashi) da corte turca e serviu às ordens de três sultões durante cinqüenta anos, entre 1538 e 1588. Seus trabalhos são um compêndio da arquitetura turca em seu apogeu e seus lucros artísticos revolucionaram a concepção estética do Islã. Os imperadores Bizantinos construíram um grande palácio onde se encontra hoje a Mesquita Azul. Em 1606 o Sultão Ahmet I quis construir uma mesquita maior, mais imponente e mais bonita do que a Igreja de Santa Sofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mesquita Azul ou também chamada de Mesquita de Sultão Ahmet é um triunfo em harmonia, proporção e elegância. Ela foi construída em um estilo clássico otomano e se encontra bem em frente da Igreja de Santa Sofia no bairro famoso de Sultan Ahmet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mesquitas geralmente eram construídas com um intuito de serviço publico. Existiam diversos prédios ao lado da Mesquita Azul que incluem: escola de teologia, uma sauna turca, uma cozinha que fornecia sopa aos pobres, e lojas, as quais forneciam capital para o sustento da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesquita foi revestida com azulejos azuis e possui ricos vitrais também do mesmo tom. Não há figuras no interior da Mesquita pois os muçulmanos não cultuam imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao entrar na Mesquita é necessário tirar os sapatos. Shortes, minissaias, bermudas ou camisetas sem mangas não são recomendados. Funcionários da Mesquita fornecem uma espécie de canga para cobrir as partes do corpo que desrespeitam a religião muçulmana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mesquita de Soliman&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ijM-669lI/AAAAAAAADwM/ORhRkjNuOOE/s1600-h/Mesquita+de+Soliman.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433772393866393170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ijM-669lI/AAAAAAAADwM/ORhRkjNuOOE/s400/Mesquita+de+Soliman.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesquita de Soliman "O Magnífico" , aonde ele e sua esposa estão enterrados, é considerada como a mais bonita das mesquitas dos sultões existentes em Istambul. Foi edificada entre 1550 e 1557 pelo famoso arquiteto turco, Sinan. É notável pela sua altura, enfatizada por quatro minaretes um em cada angulo da mesquita; ao redor da mesma, foi construído na época escola de teologia, escola de medicina, refeitório hospício para os pobres um hotel para caravanas (kervansaray) e banho turco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Basílica de Santa Sofia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ij2JljLEI/AAAAAAAADwU/FuFDAar9OUM/s1600-h/A+Santa+Sofia.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433773101104180290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 323px; CURSOR: hand; HEIGHT: 216px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ij2JljLEI/AAAAAAAADwU/FuFDAar9OUM/s400/A+Santa+Sofia.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Basílica de Santa Sofia, também conhecida como Hagia Sophia (grego: Άγια Σοφία Hagia Sophia, que significa "Sagrada Sabedoria"; Ayasofya em turco) é um imponente edifício construído entre 532 e 537 pelo Império Bizantino para ser a catedral de Constantinopla (atualmente Istambul, na Turquia) e que foi convertido em mesquita em 1453 até ser transformado em museu, em 1935.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2imy5LfWJI/AAAAAAAADw8/iMg7nvjK8F8/s1600-h/Interior+da+Hagia+Sofia,+Istambul,+Turquia..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433776343695186066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 277px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2imy5LfWJI/AAAAAAAADw8/iMg7nvjK8F8/s400/Interior+da+Hagia+Sofia,+Istambul,+Turquia..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Interior da Hagia Sofia, Istambul, Turquia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hagia Sophia foi convertida em uma mesquita após a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos comandados pelo Sultão Mehmed II, em 1453. Seus ricos mosaicos figurativos foram cobertos com emplastro. Por quase 500 anos, foi a principal mesquita de Istambul e serviu como modelo para muitas das grandes mesquitas otomanas da cidade, tais como a Mesquita Shehzade, a Mesquita Solimão e a Mesquita Rustem Pasha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1935, Kemal Atatürk ordenou a sua secularização e a basílica converteu-se em museu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palácio de Dolmabahçe &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O palácio de Dolmabahçe foi construído entre 1843 e 1856 no declínio do império Otomano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ik14_UDJI/AAAAAAAADwc/hvQ5YSwby8U/s1600-h/pal%C3%A1cio+de+Dolmabah%C3%A7e.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433774196160466066" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ik14_UDJI/AAAAAAAADwc/hvQ5YSwby8U/s400/pal%C3%A1cio+de+Dolmabah%C3%A7e.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ilfHRDPeI/AAAAAAAADwk/Tf0sN-g0-kY/s1600-h/pal%C3%A1cio+de+Dolmabah%C3%A7e+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433774904367594978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ilfHRDPeI/AAAAAAAADwk/Tf0sN-g0-kY/s400/pal%C3%A1cio+de+Dolmabah%C3%A7e+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este opulento palácio parece querer mostrar a riqueza e poder do império Otomano mas na verdade a história era outra. O povo estava em revolta por uma onda de nacionalismo europeu, o exército Otomano estava obsoleto e desorganizado e suas finanças descontroladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2imECyDUDI/AAAAAAAADws/ROBIXveqkyE/s1600-h/pal%C3%A1cio+de+Dolmabah%C3%A7e+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433775538818994226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2imECyDUDI/AAAAAAAADws/ROBIXveqkyE/s400/pal%C3%A1cio+de+Dolmabah%C3%A7e+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2imYXQYcsI/AAAAAAAADw0/GSWGzm6u03o/s1600-h/pal%C3%A1cio+de+Dolmabah%C3%A7e+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433775887912301250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2imYXQYcsI/AAAAAAAADw0/GSWGzm6u03o/s400/pal%C3%A1cio+de+Dolmabah%C3%A7e+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um salão de festa de 2.000 metros quadrados com um lustre de 4 toneladas e meia, presente da Rainha da Inglaterra. Por causa do seu imenso tamanho, o aquecimento deste salão era iniciado 3 dias antes da festa(* Palácio usado no inverno).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Forte de Rumeli Hisar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ineP3ianI/AAAAAAAADxE/ow6D_q_1NmE/s1600-h/Forte+de+Rumeli+Hisar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433777088519891570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; CURSOR: hand; HEIGHT: 226px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ineP3ianI/AAAAAAAADxE/ow6D_q_1NmE/s400/Forte+de+Rumeli+Hisar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fortaleza da Rumeli foi construída em quatro meses, pelo sultão Mehmet “O Conquistador” antes da conquista da cidade de Constantinopla em 1452. É um dos mais bonitos e interessante monumentos da arquitetura militar existente no mundo. Atualmente é utilizada como teatro durante os festivais de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Wikipédia / Traço Imaginário Arquitetura / Levante Tours&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2009/11/arquitetura-romana.html"&gt;► Arquitetura Romana&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/01/arquitetura-africana.html"&gt;► Arquitetura Africana&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-5460926017707823503?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/5460926017707823503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=5460926017707823503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5460926017707823503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5460926017707823503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/02/arquitetura-turca.html' title='&lt;strong&gt;Arquitetura Turca&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ihzOmFF4I/AAAAAAAADv8/HZ_fCfrzwhI/s72-c/250px-Sultan_Ahmed_Mosque%252C_Istambul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-6437250714186760761</id><published>2009-12-20T11:48:00.000-08:00</published><updated>2010-08-06T17:48:55.222-07:00</updated><title type='text'>Alp Arslan</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Alp Arslan&lt;/strong&gt; foi um sultão turco Seljúcida, sobrinho sucessor de Toghrul Beg , e um dos grandes generais da época, sendo um dos artífices do enfraquecimento do Império Bizantino.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Sy5_72sym5I/AAAAAAAADSk/EjminnfM4oo/s1600-h/alp-arslan-225x300.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 225px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Sy5_72sym5I/AAAAAAAADSk/EjminnfM4oo/s400/alp-arslan-225x300.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417408068045675410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assinala Steven Runciman em seu livro História das Cruzadas, o líder seljúcida estava preocupado com a possibilidade de união entre o Império Bizantino e o Califado Fatímida; por isso, e tendo em vista lidar com um inimigo de cada vez, atacou e conquistou grandes porções do império grego, especialmente a Armênia e a Capadócia - Cesaréia, metrópole dessa região, foi saqueada. Tais aventuras tornaram o império, já milirmente enfraquecido pelas reformas de Constantino X, uma sombra do que um dia fora. Mais do que isso, confinou os bizantinos a Anatólia, passando a Síria, novamente, para o espectro de influência muçulmana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Sy6AUuTQhaI/AAAAAAAADSs/62Q6iWPhrbk/s1600-h/alp-arslan2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 352px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Sy6AUuTQhaI/AAAAAAAADSs/62Q6iWPhrbk/s400/alp-arslan2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417408495287829922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward Gibbon, em Declínio e Queda do Império Romano, assinala seu caráter nobre, ao tratar de forma cortês o imperador derrotado, o infeliz Romano Diógenes IV, com quem teria tido uma suposta conversa a respeito do cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alp Arslan morreu em 1072, mas havia alcançado seus objetivos: separou e e reduziu os bizantinos a um papel marginal na sorte do Oriente. Seria seu sucessor Malik-Xá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/poder-seldjucida.html"&gt;► O Poder Seldjúcida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/08/o-imperio-seljucida.html"&gt;► Império Seljúcida&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-6437250714186760761?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/6437250714186760761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=6437250714186760761' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/6437250714186760761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/6437250714186760761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/12/alp-arslan.html' title='&lt;strong&gt;Alp Arslan&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Sy5_72sym5I/AAAAAAAADSk/EjminnfM4oo/s72-c/alp-arslan-225x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-7390983141680584755</id><published>2009-12-14T08:40:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T08:48:14.905-08:00</updated><title type='text'>Batalha de Dorileia</title><content type='html'>&lt;em&gt;A &lt;strong&gt;Batalha de Dorileia&lt;/strong&gt; ocorreu durante a Primeira Cruzada, a 1 de Julho de 1097. Nas proximidades da cidade de Dorileia, na Anatólia, as forças cruzadas foram emboscadas pelos turcos seljúcidas e danismendidas, mas acabariam por sair vitoriosas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZq6JscJcI/AAAAAAAADQU/cDRADJhbOpc/s1600-h/batalha+de+Dorileia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 211px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZq6JscJcI/AAAAAAAADQU/cDRADJhbOpc/s400/batalha+de+Dorileia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415133149226870210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antecedentes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Primeira Cruzada avançava sobre a Anatólia e conquistara Niceia, a capital do sultanato seljúcida de Kilij Arslan I. Do lado cristão, a inicial desconfiança dos cruzados quanto aos seus aliados bizantinos fora agravada na sequência do cerco de Niceia: Aleixo I Comneno negociara a rendição da cidade sitiada ao Império Bizantino, impedindo a glória da conquista e a pilhagem de Niceia, que traria dinheiro e provisões para a cruzada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para simplificar o problema de obter provisões para tão grande número de peregrinos, ao sair da região a 26 de Junho, os cruzados dividiram-se em dois exércitos, o que resultou numa lacuna de cerca de 5 quilómetros entre a vanguarda e a força principal na retaguarda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; A vanguarda era composta de dois contingentes: Roberto II da Normandia comandava uma maioria de normandos, mas também bretões e angevinos; Boemundo de Taranto e Tancredo de Hauteville lideravam normandos do sul da Itália e outros italianos, seguidos por Roberto II da Flandres, Estêvão II de Blois e o general bizantino Tatizius, encarregado de se certificar que outras cidades conquistadas seriam devolvidas a Bizâncio. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; As forças da retaguarda também se dividiram em duas: Godofredo de Bulhão e os seus irmãos Balduíno e Eustácio III de Bolonha, seguidos por Hugo I de Vermandois, comandavam valões, renões e francos do norte da França; Raimundo IV de Toulouse liderava uma maioria de provençais, mas também guerreiros originários da Auvérnia, Limousin, Languedoc e Gasconha, e era acompanhado pelo legado papal Ademar de Monteil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na travessia em diagonal do planalto anatólio, o trajecto da cruzada passava próximo às ruínas da antiga cidade de Dorileia (Dorylaeum em latim, actualmente pensa-se que Eskişehir foi construída nesse local), uma zona montanhosa na margem norte do rio Thymbres, propícia para emboscadas. Foi lá que o exército de Boemundo acampou ao anoitecer do dia 30 de Junho, depois de uma marcha de três dias durante a qual se tinham apercebido de estarem a ser seguidos por batedores turcos - e no dia anterior tinham sido informados que o inimigo planeava uma emboscada.&lt;br /&gt;Depois da perda de Niceia, o sultão de Rum deixara de substimar o poder militar do disciplinado exército da Cruzada dos Nobres, bastante superior ao da prévia e pouco organizada Cruzada Popular, que fora derrotado com alguma facilidade no ano anterior.&lt;br /&gt;As forças turcas consistiam nos exércitos de Kilij Arslan, que acordara uma paz com os danismendidas, aliando-se ao príncipe Ghazi. Eram acompanhados pelos seus súbditos Hassan da Capadócia, persas e albaneses de regiões do actual Azerbaijão. Diferentes relatos variam muito no número total deste exército: Segundo Raimundo de Aguilers seriam 150.000 homens, Fulquério de Chartres escreveu 360.000. Outros relatos contemporâneos centram-se no número mais realista de 25.000-30.000, mas actualmente pensa-se em 6.000-8.000 guerreiros de cavalaria ligeira.&lt;br /&gt;Para além de um grande número de não-combatentes, Boemundo contaria com cerca de 10 000 soldados, a maioria de infantaria: a organização militar da época deixa implícito que haveria vários combatentes por cada cavaleiro, ou seja, assume-se que um exército de 500 cavaleiros também incluiria mais cerca de 1.500 soldados. Deste modo, cerca de 8.000 soldados de infantaria e 2.000 cavaleiros parece ser uma estimativa razoável para o número total das forças do príncipe de Taranto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Batalha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na madrugada de 1 de Julho, os normandos de Boemundo de Taranto foram surpreendidos pelo ataque rápido dos arqueiros turcos a cavalo que, usando uma táctica de cavalaria ligeira, disparavam as suas flechas e depois eram substituídos na linha da frente. Deste modo dizimaram peregrinos cristãos não-combatentes e soldados sem armadura - não conseguindo fugir e tomados de pânico, estes estavam demasiadamente desorientados para formar linhas de batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cavaleiros cruzados montaram rapidamente nos seus cavalos, mas as respostas esporádicas que conseguiram criar não detinham os inimigos. Boemundo ordenou-lhes que desmontassem e formassem uma linha defensiva, e conseguiu com dificuldade reunir os soldados de infantaria e não-combatentes no centro do campo; as mulheres transportavam água no campo de batalha, geralmente a função de membros de baixo estatuto em um exército.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZroIYCgjI/AAAAAAAADQc/uBvLgaPLCCA/s1600-h/Mapa+da+Anat%C3%B3lia+em+1097+com+o+local+da+batalha+assinalado.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 182px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZroIYCgjI/AAAAAAAADQc/uBvLgaPLCCA/s400/Mapa+da+Anat%C3%B3lia+em+1097+com+o+local+da+batalha+assinalado.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415133939146850866" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Mapa da Anatólia em 1097 com o local da batalha assinalado.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter criado alguma protecção para os mais vulneráveis, esta organização dava mais liberdade à estratégia preferida dos turcos - investir sobre o campo disparando as suas flechas e retirar rapidamente antes de uma resposta cruzada. Ainda que não conseguissem vitimar facilmente os cavaleiros cristãos que mantinham as suas armaduras pesadas, cavalos e outros combatentes sofreram um grande número de baixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boemundo enviou mensangeiros aos outros campos cruzados e tentava resistir até à sua chegada. Recuou até à margem do rio Thymbris, onde o terreno lamacento dificultava os movimentos dos cavalos inimigos. A cavalaria pesada formou um círculo protectivo para escudar os restantes das setas, mas os turcos mantiveram uma barragem constante de projécteis que foi causando baixas - segundo os relatos, morreram aqui mais de 2.000 cruzados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esporadicamente, alguns grupos de impetuosos cavaleiros normandos carregavam sobre o inimigo, apesar de terem recebido ordens para se manterem em formação. Os que não morreram foram forçados a recuar, uma vez que a cavalaria ligeira turca conseguia manter-se fora do alcance da cavalaria pesada ocidental e continuar a lançar flechas, que vitimavam cavalos ou homens: por mais sólidas que fossem as armaduras - que valeram aos cruzados o epíteto de homens de ferro pelos turcos - eventualmente um projéctil acharia o caminho de um ponto fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois do meio-dia, Godofredo de Bulhão chegou acompanhado de 50 cavaleiros, rompendo as linhas turcas para tentar chegar junto a Boemundo. Durante a tarde outros, como Raimundo IV de Toulouse e Hugo I de Vermandois, seguir-lhe-iam o exemplo: alguns morreriam, outros persistiam na tentativa. À medida que as baixas cristãs aumentavam, os turcos foram tornando-se mais agressivos e o exército de Boemundo foi forçado a entrar nos baixios do rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de aproximadamente 7 horas de batalha chegavam os cavaleiros de Raimundo (não é certo que o conde de Toulouse estava entre eles, talvez tenha chegado depois), lançando um ataque de surpresa no flanco turco, forçando os inimigos a retirar em desordem e permitindo que os cruzados se organizassem, proclamando "hodie omnes divites si Deo placet effecti eritis" ("hoje, se aprouver a Deus, todos vós tornar-se-ão ricos", referindo-se à possibilidade de captura do tesouro de Kilij Arslan). Boemundo, Tancredo de Hauteville, Roberto da Normandia, Roberto II da Flandres e Estêvão de Blois formaram a ala esquerda; as forças de Toulouse no centro; Godofredo de Bulhão e Hugo de Vermandois à direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da ferocidade da investida normanda ter abalado os turcos, só foi possível forçá-los a recuar a meio da tarde, com a chegada de uma força liderada pelo bispo Ademar de Monteil, o legado papal da cruzada, talvez com Raimundo de Toulouse na vanguarda. Tinham circundado o local da batalha, ocultados por colinas e através do rio, flanqueado os arqueiros da esquerda e surpreendido os inimigos pela retaguarda. Atemorizados ao ver o seu campo em chamas e intimidados pela ferocidade e resistência dos homens de ferro, os turcos fugiram, abandonando o seu campo e forçando Kilij Arslan a retirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conseqüências&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As perdas de ambos os lados terão sido pesadas, talvez 4.000 cruzados e 3.000 turcos, o número indicado por Alberto de Aquisgrão. Os turcos fugiram e depois o sultão seljúcida teve de se concentrar nos seus territórios do leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cruzados conseguiram mesmo tornar-se ricos, pelo menos por um curto período de tempo, ao tomar o campo de Kilij Arslan I. Lá encontraram uma grande quantidade de víveres, magníficas tendas ornamentadas, tesouros do sultão e animais, entre os quais um grande número de camelos. A marcha pela Anatólia prosseguiu sem mais resistência significativa até à chegada a Antioquia. O obstáculo durante os quase três meses da travessia seria a falta de provisões e o calor do Verão na planície turca. Em Outubro iniciariam a sua mais desesperada batalha, o cerco de Antioquia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-7390983141680584755?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/7390983141680584755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=7390983141680584755' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/7390983141680584755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/7390983141680584755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/12/batalha-de-dorileia.html' title='&lt;strong&gt;Batalha de Dorileia&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZq6JscJcI/AAAAAAAADQU/cDRADJhbOpc/s72-c/batalha+de+Dorileia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-1201297187153366894</id><published>2009-12-14T08:37:00.000-08:00</published><updated>2010-05-23T14:11:22.854-07:00</updated><title type='text'>Dinastia Danismendida</title><content type='html'>Os &lt;strong&gt;danismendidas&lt;/strong&gt; foram uma linhagem dinástica turcomana que dominou a Anatólia Oriental entre os séculos XI e XII. Foram os principais rivais dos turcos seljúcidas do Sultanato de Rum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZqICnbjlI/AAAAAAAADQM/QYdmUYyb6Mk/s1600-h/350px-Danishmend_1097%252C_locator_map_svg.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 350px; height: 182px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZqICnbjlI/AAAAAAAADQM/QYdmUYyb6Mk/s400/350px-Danishmend_1097%252C_locator_map_svg.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415132288333352530" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinastia dos danismendidas foi estabelecida por um homem de nome desconhecido que, em língua persa, tinha o título de "danishmend" - termo usado para pessoas que possuíam boa educação. Ele formou um estado mercenário, dedicado à rapinagem, controlando o território entre Sivas e Melitene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1097, o seljúcida Kilij Arslan I lutou contra os danismendidas em Melitene mas, enquanto se empenhava nessa luta, a Primeira Cruzada tomava sua capital, Niceia; então, seljúcidas e danismendidas se aliaram contra os cruzados, porém foram derrotados na batalha de Dorileia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1101, os aliados conseguiram derrotar os cruzados, porém em seguida a aliança se desfez. Kilij Arslan estabeleceu sua nova capital em Iconium e voltou a guerrear contra os danismendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1130, Boemundo II de Antioquia morreu lutando contra o emir danismendida Gumushtugin, ao socorrer o reino armênio de Cilícia. Gumushtugin morreu em 1134, e seu sucessor, Muhammad, mostrou-se um monarca muito fraco, razão pela qual o estado danismendida declinou, caindo anos depois sob o domínio dos seljúcidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-1201297187153366894?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/1201297187153366894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=1201297187153366894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/1201297187153366894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/1201297187153366894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/12/danismendidas.html' title='&lt;strong&gt;Dinastia Danismendida&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZqICnbjlI/AAAAAAAADQM/QYdmUYyb6Mk/s72-c/350px-Danishmend_1097%252C_locator_map_svg.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-7970921054927254574</id><published>2009-12-14T08:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-14T08:37:51.921-08:00</updated><title type='text'>Batalha de Mohi</title><content type='html'>&lt;em&gt;A &lt;strong&gt;Batalha de Mohi&lt;/strong&gt;, ou Batalha do rio Sajó, ocorrida no dia 11 de abril de 1241, foi a principal batalha entre os mongóis, liderados por Batu Khan e Subedei, e o reino da Hungria durante a invasão mongol da Europa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antecedentes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1223 uma divisão do exército mongol venceu um exército russo-cumano no Rio Kalka, no atual sudeste da Ucrânia. Então os cumanos fugiram para a Hungria. Em várias ocasiões a Hungria tentou converter os cumanos ao cristianismo e expandir sua influência sob as tribos cumanas nas últimas décadas. O rei Béla IV da Hungria começou então a utilizar o título de "Rei da Cumânia". Quando os refugiados cumanos (cerca de 40 mil pessoas) procuraram asilo em seu reino, parecia ser que uma parte dos cumanos (os quais também eram odiados pelos barões húngaros) aceitaram o domínio húngaro. Os mongóis consideraram os cumanos seus escravos, e viam a Hungria como um rival, e a imigração cumana para a Hungria como um casus belli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ameaça mongol alcançou a Hungria durante um período de turbulência política. Tradicionalmente, a base do poder real consistia de vários estatutos como propriedade real. Sob André II, as doações de terras pela coroa alcançou um novo apogeu. Distritos inteiros eram doados. Tanto que André II dizia que a melhor medida da generosidade real é não ter medida. Após Béla IV assumir o trono de seu pai ele começou a reconfiscar as doações de André e executar ou expulsar seus conselheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-7970921054927254574?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/7970921054927254574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=7970921054927254574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/7970921054927254574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/7970921054927254574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/12/batalha-de-mohi.html' title='&lt;strong&gt;Batalha de Mohi&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-4375934900534771670</id><published>2009-12-11T20:09:00.000-08:00</published><updated>2010-08-06T17:51:17.988-07:00</updated><title type='text'>Sultanato de Rum</title><content type='html'>O &lt;strong&gt;Sultanato de Rum&lt;/strong&gt; foi um sultanato turco seljúcida que governou a maior parte da Anatólia, através de uma linhagem direta, de 1077 até 1307, com a capital em Izmik e, posteriormente, em Konya (embora como a corte do sultanato era extremamente móvel, cidades como Kayseri e Sivas também funcionaram como capitais). Em sua extensão máxima o sultanato se estendeu por toda a Turquia central, da costa de Antália-Alanya, no Mediterrâneo, até o território de Sinop, no mar Negro. A leste, o sultanato absorveu outras nações turcos e chegou até as margens do lago Van. Seu limite ocidental localizava-se próximo a Denizli, às portas da bacia do Egeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyMX1WcMA3I/AAAAAAAADNs/DIiU99f6ItM/s1600-h/sultanado+de+rum.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 208px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyMX1WcMA3I/AAAAAAAADNs/DIiU99f6ItM/s400/sultanado+de+rum.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414197382353781618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo "Rûm" vem do árabe para Roma, designando o Império Romano; os seljúcidas chamavam as terras de seu sultanato de Rum pois localizava-se sobre território que era considerado "romano", isto é, bizantino, pelos exércitos islâmicos. Historiadores turcos modernos usam o termo Anadolu Selçukluları ("Sultanato Seljúcida da Anatólia") ou, mais recentemente, Türkiye Selçukluları ("Seljúcidas da Turquia"). O Estado é chamado ocasionalmente de Sultanado de Konya ou Sultanato de Iconium, em fontes ocidentais mais antigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sultanato prosperou especialmente durante o fim do século XII e início do século XIII, quando conquistou os principais portos bizantinos nas costas do Mediterrâneo e do mar Negro. Dentro da Anatólia os seljúcidas fomentaram o comércio através de um programa de construção de caravanserais, que facilitavam o fluxo de mercadorias do Irã e Ásia Central até os portos. Formaram-se laços comerciais especialmente fortes com os genoveses durante este período, e a riqueza proveniente destas atividades comerciais permitiu ao sultanato absorver outros Estados turcos que haviam sido fundados na Anatólia antes da Batalha de Manzikert: os danismendidas, os mengücek, os saltuklu e os artuklu. Os sultões seljúcidas suportaram com sucesso seguidos ataques durante as Cruzadas, porém em 1243 sucumbiu ao avanço dos mongóis. Os seljúcidas tornaram-se vassalos dos mongóis, e apesar dos esforços de administradores astutos para preservar a integridade do Estado, o poder do sultanato se desintegrou durante a segunda metade do século XIII, e já havia desaparecido completamente na primeira década do século seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas décadas finais o território do Sultanato Seljúcida de Rum viu o surgimento de diversos pequenos principados, ou beyliks entre os quais estava o dos Osmanoğlu, conhecidos posteriormente como otomanos, que acabaram assumindo eventualmente o poder na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/poder-seldjucida.html"&gt;► O Poder Seldjúcida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/08/o-imperio-seljucida.html"&gt;► Império Seljúcida&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-4375934900534771670?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/4375934900534771670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=4375934900534771670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4375934900534771670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4375934900534771670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/12/sultanato-de-rum.html' title='&lt;strong&gt;Sultanato de Rum&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyMX1WcMA3I/AAAAAAAADNs/DIiU99f6ItM/s72-c/sultanado+de+rum.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-8341567513624863676</id><published>2009-12-11T20:08:00.000-08:00</published><updated>2009-12-11T20:09:05.503-08:00</updated><title type='text'>Batalha de Manzikert</title><content type='html'>A &lt;strong&gt;Batalha de Manzikert&lt;/strong&gt;, ou Malazgirt, foi travada entre o Império Bizantino e os turcos seljúcidas liderados por Alp Arslan em 26 de agosto de 1071 perto de Manzikert (atual Malazgirt, na província de Muş, Turquia, próximo ao lago Van, junto à fronteira com Irã. Resultou em uma das mais decisivas derrotas do Império Bizantino e na captura do imperador bizantino Romano IV Diogenes. Ao voltar para Constantinopla, Romano foi cegado pelos seus conterrâneos e exilado na ilha de Prote, no mar de Mármara. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Batalha de Manzikert teve um importante papel ao quebrar a resistência bizantina e preparou caminho para o assentamento turco na Anatólia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-8341567513624863676?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/8341567513624863676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=8341567513624863676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/8341567513624863676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/8341567513624863676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/12/batalha-de-manzikert.html' title='&lt;strong&gt;Batalha de Manzikert&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-4169655199594451366</id><published>2009-11-29T09:16:00.000-08:00</published><updated>2010-08-09T14:42:21.410-07:00</updated><title type='text'>Os Khazares e suas vitórias</title><content type='html'>&lt;em&gt;Da ferocidade guerreira e tendências dos Khazars não existem muitas dúvidas e sim bastantes evidências históricas, tudo isso aponta para uma raça de pessoas tão violenta em suas relações com os companheiros que eles eram temidos e terrificavam todos os povos daquela região do mundo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SxKs-LgatnI/AAAAAAAAC7A/hO_79G0QBz4/s1600/khazar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 235px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SxKs-LgatnI/AAAAAAAAC7A/hO_79G0QBz4/s400/khazar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409576286666012274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cronista árabe Ibn al-Said-Maghribi escreve, "eles habitam ao norte da terra para a 7. região, tendo sobre as suas cabeças a constelação do Plough. A terra deles é fria e úmida. Eles são muito alvos em sua complexão, tem os seus olhos azuis, o seu cabelo flui e é predominantemente avermelhado, o porte fisico deles é grande e a natureza deles é fria. Seu aspecto geral é selvagem. " &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No séc. nono o monge Druthmar da Aquitânia, no seu comentário sobre Mateus 24:14 na Matthaeum Evangelistam em Expositio, afirmou que Gazari ou Khazars habitou "nas terras de Gogue e Magogue." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendas e histórias abundam, algumas das quais há credibilidade -de acordo com o monge da Aquitânia acima citado- que se centraliza em torno de Alexandre o Grande e sua tentativa de ajuntar e quarentenar os Khazars do resto do mundo civilizado, devido à sua natureza violenta e bárbara. Mas esta tentativa aparentemente fracassou, Druthmar reclama que eles escaparam. Algumas lendas afirmam ainda que eles eram canibais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a conversão do reino dos Khazars para o Judaísmo, o termo "red jew" =judeu vermelho, entrou em uso na superstição medieval dos alemães, que equacionaram seus cabelos e barbas vermelho e a sua natureza violenta com engano e desonestidade. Também é bem documentado que eles cobravam pesados tributos a todos que passassem por suas terras, e ninguém ousava recusar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Benjamin H. Freedman, ele próprio um judeu que por longo tempo foi associado e confidente de presidentes e estadistas, em um endereço apresentado em 1961 no Willard Hotel, em Washington, DC, descreveu que os Khazars eram tão violentos e hostis até que finalmente foram expulsos da Ásia e se espalharam entre as nações da Europa Oriental. Heinrich von Neustadt, por volta de 1300, escreveu que eles eram o "aterrador dos povos de Gogue e Magogue." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O território do Bulgares, também conhecidos pela sua lendária ferocidade em batalha, foi conquistado pelo Khazars em 642 dC. Uma parte deles fugiram para a região oeste do Danúbio os Balcãs e formaram o que é agora a moderna Bulgária.  Mesmo nos tempos modernos, recorda a história muçulmana os Khazar rusgam e aterrorizam as pessoas que habitam em suas terras. Atualmente eles se referem ao Mar Cáspio, Bahr-ul-Khazar – como "o mar Khazar". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil determinar alguns dos factores que motivou a lendária ferocidade dos Khazars na guerra. "Quando o bek [o lider militar Khazar e segundo no comando após o Kagan] enviava parte de sua tropa, eles não retrocediam em nenhuma das circunstâncias. Se fossem derrotados, qualquer um que retornasse era certamente morto. ... Às vezes eles cerravam cada um deles ao meio e os crucificavam e às vezes eles os travavam pelo pescoço em árvores.” &lt;br /&gt;Logicamente, parece pouco provável que isso tenha acontecido mais de uma vez, uma vez que essa revelação causa mesmo ao mais forte guerreiro a sensação de que a derrota não vem ao caso, não é opção. Essa prática também teria constituído um forte impulso para a lenda da ferocidade dos Khazars, uma vez que, quando confrontados com a escolha de ou vencer a batalha ou enfrentar a pior morte em casa, as opções - e as respostas racionais para eles – tornavam-se dolorosamente distintas .&lt;br /&gt;Todos estes factos, mesclado com a semi-factual lenda de Alexandre o Grande e suas tentativas de emparedar esses judeus avermelhados e isola-los do restante da humanidade, levou a numerosas mitologias do escape vindouro no final dos tempos, a partir da zona delimitada pelas Montanhas do Cáucaso de Gogue e Magogue.E assim como certas lendas dizem , elas tem a finalidade de cumprir a profecia bíblica da destruição no final do mundo. E mesmo o Islamismo tem essas lendas na sua mitologia.&lt;br /&gt;Em um escrito pelo Imam Ibn Kathir, ele afirma que o profeta Maomé afirmou, "Todo dia, Gogue e Magogue tenta cavar um caminho para escapar da barreira [montanhas do Cáucaso]. Quando eles começam a enxergar a luz solar , aquele que é encarregado lhes diz: ' parem! amanhã vocês podem continuar a cavar! e quando voltam a cavar a barreira esta cada vez mais forte do que era antes. Segundo eles isto irá continuar até odia determinado pelo Supremo. &lt;br /&gt; Como mostraremos em seguida, os muçulmanos da parte do sul do reino Khazaria tinham boas razões para anexar essas legendas aos seus ferozes vizinhos do norte.&lt;br /&gt;No entanto, nenhuma nação pode sobreviver tão longo tempo, não importa o quão poderosa ela é, e os Khazars, não foram uma excepção. Como uma adição vital à sua brutalidade eles eram possessos de uma nativa sabedoria incalculavél .&lt;br /&gt;Este presciente senso político se tornou evidente em seus encontros diplomáticos com os romanos. O imperador romano Heraclius, em 627, formou uma aliança militar com os Khazars para efeitos de uma derrota final dos persas. Após a primeira reunião do rei Khazar Ziebel, com o Imperador romano, o Khazars apresentaram na integra de sua ostentações, suas habilidades diplomáticas - das competências que lhes serviriam bem a não desaparecem com o seu reino.&lt;br /&gt;Ele "com seus nobres desmontaram de seus cavalos", diz Gibbon, "... e caíram prostrados no chão, para adorar a purpura de César". Tão encantado ficou o imperador bizantino com esta exibição de reverência que acabou por ofertar, juntamente com muitas riquezas, a sua filha Eudocia em casamento.  Esta união nunca se consumou devido à morte de Ziebel, e nesse periodo Eudocia foi para Khazaria. No entanto, após a derrota final dos designios do Islamismo no Reino do Norte, em 730 dC, um casamento entre uma princesa Khazar e o herdeiro do Império Romano Bizantino resultou em um filho, que foi o regente Byzantino conhecido como Leo o Khazar. Assim, o "Rei do Norte" habilmente conseguiu instalar-se no trono do Império Romano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a derrota dos Persas emergiu um novo e poderoso triângulo , que consiste no "Califado Islâmico, „ Bizantino cristão“ e o recém-emergido reino Khazar do Norte. Este caiu pro último lugar ao suportar o peso do ataque árabe em sua fase inicial, e por tentar proteger as planícies da Europa Oriental de seus invasores ". &lt;br /&gt;Devido à sua localização geográfica única no seio da cúspide criado pelo Mar Cáspio e o Mar Negro, em ambos os lados, e as terríveis barreiras empedradas da Montanhas do Cáucaso, ao longo do sul de sua fronteira , a defesa de sua terra foi consideravelmente fácil. Esta situação geografica, de acordo com historiadores, foi um dos principais fatores na formação da história da Europa Oriental, o continente europeu e, finalmente, do mundo.&lt;br /&gt;O Khazars , durante anos, tiveram de se aventurar em direção ao sul, nas suas incursões sobre o saque aos países muçulmanos ao sul do Cáucaso. Agora, na primeira parte do século VII, o Islamismo seguiu em direção ao norte através do mesmo Kasbek Passe que os Khazars tinham usado, e começou uma longa guerra contra o "Reino do Norte."&lt;br /&gt;A tentativa dos grandes exércitos muçulmanos de tomar o controlo da Transcaucásia veio em 622, enquanto Maomé ainda era líder Islamico. Eles conquistaram "Pérsia, Síria, Mesopotamia, Egipto, e cercaram o centro bizantino (a atual Turquia), em semi-círculo, mortal, que se estendia do Mediterrâneo ao sul do Cáucaso e as margens do mar Cáspio".&lt;br /&gt;Isto deu inicio a uma longa série de incursões de ambos os lados (Khazaria e muçulmanos) que se prolongou por mais trinta anos. Nestas guerras os árabes eram derrotaram a cada avanço, finalmente terminando em 652 com a morte de quatro mil soldados árabes, incluindo o seu comandante, Abdal-Rahman ibn-Rabiah, levando os exércitos árabes a mais completa ruína. Essa sucessiva incapacidade de atravessar o Cáucaso, tornou logisticamente impossível para os exércitos muçulmanos criarem um sistema eficaz contra o cerco da capital romana em Constantinopla. "Se tivessem sido capazes de flanquear a capital em toda a volta do Cáucaso e do Mar Negro", diz Arthur Koestler, "o destino do Império Romano provavelmente teria sido fechado."  Foi esta situação fortuita, juntamente com as barreiras militares apresentada pelos Khazars , que impediu a Europa de ser totalmente dominada pela lua crescente do Islã e de criar uma história muito diferente da que hoje conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a expulsão dos árabes do território Khazar, o reino começou a guerrear mais por obtenção de territórios do que por outras finalidades ", incorporando as pessoas conquistadas em um império com uma administração estável, governado pelo poderoso Kagan [título dado ao rei Khazar, às vezes soletrado Khagan], que designou seus governadores provinciais para administrar e cobrar impostos nos territórios conquistado. No início do oitavo século seu estado estava suficientemente consolidado para o Khazars tomarem ofensiva contra os árabes "e não se limitar apenas a defender-se contra os ataques muçulmanos. &lt;br /&gt;Houve um breve período de incursão de muçulmanos na Khazaria onde o califa Marwin II, em uma surpresa, verteu dois ataques, que levou os Khazars de volta em suas próprias terras tão distante, na região do Volga . Só haveria acordo de paz se os Kagan se convertessem para a ‘fé verdadeira’- Islamismo - com o qual o rei Khazar concordou , mas aparentemente só até o tempo suficiente para o califa muçulmano retirar todos do Cáucaso. Este incidente precedeu apenas alguns anos, antes dos monarcas Khazars se converterem para o Judaísmo. A maioria dos historiadores concorda que a motivação por trás da retirada do Califa era porque o governante muçulmano aparentemente percebeu que, ao contrário dos mais civilizados persas, arménios e georgianos, os bárbaros Khazars não poderiam ser mantidos sob regime militar a tal distância. Como mencionado anteriormente, a maioria dos históricos credenciam Charles Martel e seus Francos por salvar a Europa do Islã. Esta versão anglicanizada da história , seja por ignorância ou designio, considera o fato de que a defesa Franca da Europa Ocidental teria sido fútil não fosse os Khazars interroperem o ataque muçulmano ao leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surpreendente resultado de toda esta história é que o reino Khazar pôde, finalmente, erguer e despossar um imperador do trono de um dos mais poderoso reino sobre a face da terra, o Império romano / Bizantino.  Isso, aparentemente, era só o começo, embora os registros da antigüidade, até recentemente, em grande parte perderam de vista este historicamente obscuro e imensamente influente povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante notar que a lendária ferocidade dos Khazars revela novamente sua natureza brotante como negociadores e políticos consumados, um talento que intensificou-se cada vez mais no âmbito Talmudico Judaíco. No livro Décima Terceira Tribo, Koestler fala do imperador bizantino, Theodosius II, que tinha a intenção de assegurar a amizade com esta raça guerreira ", mas o ganancioso Khazar chefe, chamado Karidach, considerou o suborno oferecido a ele inadequado, e se uniu aos hunos . Atila derrotou o chefe rival de Karidach, e o instalou como o único governante da Akatzirs [nome dado a um "Khazar branco"], e convidou-o a visitar o seu tribunal. Karidach agradeceu a ele profundamente o convite, e disse que ' seria muito difícil a um homem mortal olhar a face de um deus. Pois, assim como nenhum mortal pode olhar para o sol , muito menos poder olhar para o rosto de um deus sem sofrer maiores danos. " Atila deve ter se sentido muito honrado, pois ele confirmou Karidach no seu reino ".&lt;br /&gt;A morte de Átila o huno, contudo, contribuiu para a queda do império Hunnico e deixou um vácuo no poder na Europa Oriental que foi eventualmente preenchido pelos Khazars. Em seguida, começaram a subjugar todas as outras tribos ao redor, que logo após a derrota, os Khazars as engoliam, historicamente falando. essas tribos praticamente não eram nem sequer mencionadas em posteriores contos históricos. O momento mais difícil para eles em suas conquistas foi por parte dos Bulgares, que foram "crucialmente derrotados" por volta de 641 dC, com uma grande migração em direção oeste do Danúbio e como mencionado anteriormente, finalmente, estabelece o que é agora a moderna Bulgária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://goguemagogueeoskhazars.blogspot.com/"&gt;www.goguemagogueeoskhazars.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/imperio-khazar.html"&gt;► Império Khazar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/o-misterio-dos-khazares.html"&gt;► O Mistério dos Khazares&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2009/11/arqueologos-russos-acharam-capital-do.html"&gt;► Arqueólogos russos acharam a &lt;br /&gt;capital do reino judeu dos khazares &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-4169655199594451366?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/4169655199594451366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=4169655199594451366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4169655199594451366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4169655199594451366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/os-khazares-e-suas-vitorias.html' title='&lt;strong&gt;Os Khazares e suas vitórias&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SxKs-LgatnI/AAAAAAAAC7A/hO_79G0QBz4/s72-c/khazar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-7365224353836599754</id><published>2009-11-22T14:44:00.000-08:00</published><updated>2010-08-10T11:03:24.451-07:00</updated><title type='text'>Tughril Beg</title><content type='html'>Quando os turcos surgiram pela primeira vez na história islâmica, os abássidas vinham num processo gradual de decadência. Outros reinos, desde os tahiridas até os buaihidas, sem falar nos pequenos principados, chegavam e logo desapareciam. Os árabes eram uma força na Espanha e os bérberes estavam chegando ao poder. Os fatimidas vinham governando o Egito e a Ifriquia por quase cem anos. Era uma situação peculiar, mas havia um certo equilíbrio no  mundo islâmico, não obstante a idéia da unidade estar seriamente abalada, pela divisão entre sunitas e xiítas. Os sunitas governavam a Espanha. Os fatimidas xiítas no norte da África. Havia os reinos menores árabes da Síria, Diyar Bekr e Mosul, que eram todos sunitas e os buaihidas era senhores do Iraque e da Pérsia. A Transoxiânia era toda sunita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGULYey7AI/AAAAAAAAFv0/CRJ3EwZX64Q/s1600/Tughrul.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGULYey7AI/AAAAAAAAFv0/CRJ3EwZX64Q/s400/Tughrul.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503843142894545922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era esse o quadro que se apresentava no início do século XI e que permitiu a chegada dos turcos vindos do Turquestão. Estabeleceram-se em Bucara e aceitaram o Islam, tornando-se sunitas. Seu líder era Seljuk e passaram a ser conhecidos como os turcos seljúcidas. Eram muito ativos e logo tornaram-se politicamente fortes na região. Um de seus líderes foi Tughril Beg, neto de Seljuk, e que levou seu povo a diversas vitórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua primeira conquista foi o Corassã, onde ele se estabeleceu, dividindo o exército em três comandos. Ele chefiava o primeiro exército. Os outros dois ele deu para seus irmãos. Os três exércitos marcharam para Pérsia, conquistando uma província depois da outra. O único poder militar que podia enfrentar os seljúcidas naquela época eram os ghaznavidas, mas os sucessores de Mahmud, o Grande, dispersos em lutas e disputas internas, não conseguiram deter a nova onda de conquistas. Perderam suas províncias ocidentais para os seljúcidas sem reagir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os buaihidas  também enfraquecidas por disputas internas, nada puderam fazer contra os seljúcidas. Em 1055, Tughril Beg era senhor da metade oriental do califado e em seguida ele parte para conquistar Bagdá. O general turco dos buaihidas na capital era al-Basasiri, que fugiu e o califa pensou que  era um libertador que estava chegando. Como os seljúcidas eram sunitas, eles permitiram que o califa usufruísse de mais poder. Assim, ele recebeu Tughril Beg e em 1056 deu-lhe o título de Amir ul-Sharq wal-Gharb, o Senhor do Oriente e do Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://webspace.webring.com"&gt;www.webspace.webring.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/poder-seldjucida.html"&gt;► O Poder Seldjúcida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/08/o-imperio-seljucida.html"&gt;► Império Seljúcida&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-7365224353836599754?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/7365224353836599754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=7365224353836599754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/7365224353836599754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/7365224353836599754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/tughril-beg.html' title='&lt;strong&gt;Tughril Beg&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGULYey7AI/AAAAAAAAFv0/CRJ3EwZX64Q/s72-c/Tughrul.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-4519481791209793283</id><published>2009-11-01T06:07:00.000-08:00</published><updated>2010-08-06T18:03:15.671-07:00</updated><title type='text'>A Saga do Sultão Suleiman</title><content type='html'>&lt;em&gt;Suleiman governou o império otomano durante 46 anos e levou suas fronteiras até a Europa e a Índia. Criou leis, estimulou as artes e foi duro e cruel.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su2RbipIMdI/AAAAAAAACmQ/trbJzBuoH9I/s1600-h/pes_532333.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 220px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su2RbipIMdI/AAAAAAAACmQ/trbJzBuoH9I/s400/pes_532333.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399131430628897234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 46 anos de mando, no século XVI, ele estende as fronteiras do Império Otomano desde a Hungria até o litoral da Índia. Criou leis, estimulou as artes, mas também foi duro e cruel no jogo do poder.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No domingo, 30 de setembro de 1520, Suleiman foi entronizado sultão do Império Otomano, na capital, Constantinopla, hoje Istambul. Quarenta e seis anos ele ficaria no poder: sob seu comando os turcos otomanos viveriam um período inigualável da sua história. Conduzidos por Suleiman o Magnífico, para os ocidentais, e Kanuni, o Legislador, para seus súditos , eles conquistaram Budapeste, capital da atual Hungria, e chegaram às portas de Viena no que hoje é a Áustria. De Argel, na África do Norte, a Bahrein no golfo Pérsico, de Áden, na Arábia, a Diu, na Índia, as tropas de Suleiman expandiram as fronteiras do império e a fé em Alá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os otomanos, assim chamados por causa de seu primeiro sultão, Osman, eram de fato um povo guerreiro. E foi como guerreiros que irromperam na história do mundo ao aniquilar o Império Romano do Oriente. Originários dos remotos montes Altai, ao sul do lago Baikal, quase onde a Rússia e a Mongólia se encontramportanto sem parentesco étnico com os povos árabes do Oriente Médio, os turcos durante séculos travaram intermináveis batalhas por todo o vasto mundo das estepes russas, chegando às fronteiras da China. No século XIII aparecem às portas do decadente Império Romano do Oriente velho de 1 100 anos. Em 1453 chefiados por Mehmed II, bisavô de Suleiman, conquistam Constantinopla e transformam em mesquita a imponente catedral de Santa Sofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O progresso otomano pode ser medido pela própria Constantinopla: no ano da ascensão de Suleiman, com seus 400 mil habitantes, era uma das maiores metrópoles do planeta. Suleiman nasceu provavelmente a 6 de novembro de 1494 em Trebizonda. atual Trabzom, na costa nordeste da Turquia, no mar Negro. Era um importante porto por onde circulava boa parte do comércio entre o mundo mediterrâneo e o Oriente. Seu pai, que passaria à história como Selim, o Severo, então ainda herdeiro do sultanato, governava a rica província. A mãe, Hafsa, descendia do khan dos tártaros da Criméia, de onde se supõe que o sangue de Gengis Khan corria nas veias do fabuloso chefe militar que viria a ser Suleiman.&lt;br /&gt;E certo, em todo caso, que ele foi educado na estrita observância da lei muçulmana, segundo a qual a primeira obrigação de um soberano é combater os infiéis Suleiman tratou de cumprir esse mandamento sem perda de tempo. A 6 de fevereiro de 1521, com menos de cinco meses no poder, partiu em campanha rumo ao norte. Importante ponto de travessia do Danúbio, nos Bálcãs, Belgrado. hoje capital da Iugoslávia, resistiu três semanas antes de cair nas mãos dos turcos. A noticia dessa primeira proeza de Suleiman espalhou rapidamente o medo nos reinos cristãos da Europa central: a porta para a conquista da Transilvânia de Budapeste e Viena, estava aberta.&lt;br /&gt;A Europa que os otomanos avinham ameaçar era um mundo em conflito. Tanto que as profundas rivalidades dinásticas, territoriais, comerciais e religiosas entre os cristãos impediriam que o Ocidente enfrentasse unido o avanço dos soldados do islamismo. Em 1509 tinha chegado ao poder na Inglaterra Henrique VIII, que em breve romperia com o papa e criaria a religião anglicana. Em 1515, é coroado na França Francisco I, que tentará, por todos os meios, sem excluir uma aliança com o próprio Suleiman, resistir ao poder da vizinha Espanha. Em 1516 é a vez de Carlos V subir ao trono da Espanha recentemente unificada. Quatro anos depois e 22 dias após a posse de Suleiman, - ele será eleito imperador do Sacro Império Romano-Germânico, reunindo sob sua autoridade desde os até então dispersos principados alemães e grande parte da península italiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, a Europa vivia também uma fase de rápidas transformações econômicas, fruto da expansão comercial gerada pelos descobrimentos. Em 1498 o português Vasco da Gama chega a Calcutá, na Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente os portugueses instalariam fortalezas não só na costa indiana, mas também na entrada do golfo Pérsico e no mar Vermelho, tentando controlar o comércio de especiarias que por ali transitava. Isso iria abrir uma nova frente de batalha para os otomanos, cuja hegemonia em toda essa região já era disputada pelos persas, do ramo xiita do islamismo.&lt;br /&gt;Como bom muçulmano sunita, Suleiman provavelmente detestava os xiitas mais que os próprios cristãos, mas o seu grande inimigo político era o espanhol Carlos V, cujo título de imperador Suleiman, não reconhecia. Eu sou o sultão dos sultões, o soberano dos soberanos, o distribuidor das coroas aos monarcas do globo a sombra de Deus sobre a Terra..." escrevia ele numa carta a Francisco I da França. Assim, ao longo do seu reinado, Suleiman, ou a Espada do Islã. ano após ano dirigiu seus exércitos para o norte, sempre com o objetivo de atrair Carlos V à luta direta.&lt;br /&gt;As suas vitórias foram muitas embora o alvo maior não fosse alcançado: em 1526, na batalha de Mohács, derrotou os húngaros; logo depois invadiu a cidade de Buda (atual Budapeste). Em 1529, cercou Viena e por pouco não a ocupa. Três anos depois, de novo na Áustria, chega às portas de Graz. Em 1541 volta a submeter a Hungria, então formalmente anexada ao Império Otomano. Na realidade. as únicas forças que se opunham ao avanço do exército de Suleiman, eram as da natureza, especialmente o frio. e as distancias. Para vencer, por exemplo os 1500 quilômetros entre Constantinopla e Belgrado, os turcos chegavam a gastar dois meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, o exército otomano era o instrumento militar mais poderoso que o mundo tinha; conhecido até então. Artilheiros, especialistas em minas, morteiros, bombas davam às tropas de Suleiman um poder bélico incomparável. Somavam-se a isso a agilidade e a ferocidade dos janízaros, a elite combatente formada por ex-escravos, a maioria deles, por sinal, de origem cristã. Convertidos ao islamismo, o janízaros cultivavam uma lealdade cega ao sultão. O temível poder ofensivo desse exército era garantido por uma disciplina de ferro, que nunca deixou de surpreender os cristãos.&lt;br /&gt;No seu apogeu, o Império Otomano abrangia os territórios onde hoje se encontram mais de 25 países. Neles, viviam povos de etnias, costumes e religiões muito diversas. Sobre os Estados vassalos o domínio turco tomava formas brandas, limitando-se em muitos casos à cobrança de impostos, desde que a paz fosse preservada. Geralmente, mantinha intacta a organização social anterior à conquista. Quando a modificava, por vezes trazia até certas vantagens para a população Sob os turcos, os camponeses eram homens livres, ao contrário do que acontecia na Europa Oriental cristã onde subsistiam a servidão e as arbitrariedades dos senhores feudais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cristãos ortodoxos, aliás muita numerosos no império, tinham completa liberdade religiosadesde que não desrespeitassem o islamismo. E os judeus, mais que tolerados, foram até encorajados a se instalar no império; sua presença era considerada extremamente benéfica para a economia otomana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esse mosaico de povos se manteve unido ao longo dos séculos, apesar das periódicas rebeliões, aliás implacavelmente castigadas, isso se devia certamente a uma organização econômica, social e jurídica extremamente complexa. Um ditado turco exprime essa idéia com clareza: `Não há Estado sem exército, não há exército sem dinheiro, não há dinheiro sem bons súditos, não há bons súditos sem justiçae sem justiça não há Estado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais perfeita expressão da civilização turca forjada na era Suleiman foi sem dúvida a justiçamas na política as arbitrariedades eram muitas. Suleiman, que detinha o poder de vida e morte sobre seus súditos, era duro e cruel quando seu mando pessoal estava em causa ou quando se deixava envolver pelas intrigas da corte. Por volta de 1530, ele recebeu de presente para seu harém de trezentas mulheres uma jovem chamada Roxelana, de origem rutena, povo dos confins do império, entre a Hungria e a Moldávia. Como numa lenda das mil e uma noites, ela encantou o sultão, apaixonado pelos seus "olhos de antílope". Em breve Roxelana se viu na condição de favorita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perder tempo, afastou de Suleiman sua primeira esposa e instalou-se no próprio Palácio Topkapiuma verdadeira cidade dentro de Constantinopla, com seus 3 mil residentes, a começar do sultão, e onde funcionava o Divan, órgão central do poder (de onde vem a palavra divã). Transformado em museu, o Topkapi é atualmente uma das maiores atrações de Istambul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência política de Roxelana custaria a vida ao grão-vizir Ibrahim, uma espécie de vice-sultão. De origem grega e extremamente humildeao que tudo indica era um escravo capturado na infância, subiu todos os degraus do poder, graças a seus méritos pessoais e à intima amizade que o ligava desde a juventude ao sultão.&lt;br /&gt;Ibrahim apareceu morto na cama, na manhã de 15 de março de 1556, sem que se conheçam as razões que teriam levado Suleiman a mandar assassiná-lo. Mas a mão de Roxelana, a cujo poder ele fazia sombra, não deve ter andado longe das pontas da corda de seda que o estrangulou. Ela voltaria a agir mais adiante, com conseqüências não menos terríveis. No começo da década de 1550, quatro dos oito filhos de Suleiman ainda viviam: Mustafa, da primeira esposa; e Selim, Bayazid e Cihangir, de Roxelana. Suleiman tinha perto de 60 anos, para a época uma idade avançada era, portanto, necessário resolver logo o problema da sucessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O direito turco, ao contrário do que prevalecia nas monarquias ocidentais, não assegurava a primazia absoluta do primogênito. Por isso, as sucessões eram extremamente tumultuadas. Para evitar a dispersão do poder, o sultão Mehmed II, bisavô de Suleiman, havia legitimado o assassínio dos irmãos entre os herdeiros do sultões. Roxelana sabia que, se o primogênito Mustafa tomasse o poder após a morte do pai, os filhos dela seriam assassinados e ela mesma, no melhor dos casos, exilada. Então a brutal máquina sucessória entrou em funcionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1552, o próprio Suleiman manda assassinar Mustafa e o filho dele, Murad. Pouco depois morreria Cihangir, ao que parece de morte natural. Em 1558, morre Roxelana; seus dois filhos ainda vivos se envolvem numa luta sem perdão. Três anos depois, Bayazid e quatro dos seus cinco filhos são estrangulados por ordem de Suleiman. O Quinto, de três anos, sucumbirá pouco depois nas mãos de um eunuco. Selim seria o sucessor de Suleiman com o nome de Selim II. Como tão primitiva violência podia coexistir com o requinte e o luxo da estranha civilização otomana? Durante o sultanato de Suleiman, de fato, a arte e a cultura atingiram ali o auge. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os turcos, povo de origem nômade, nunca haviam desenvolvido a arquitetura civil. Mas nas cidades do império ergueram magníficas mesquitas, muitas delas assinadas por um grande arquiteto protegido de Suleiman, Sinan. As mais notáveis são sem dúvida a de Suieymaniye. em Constantinopla, e a de Selimiye, em Edirna, também na Turquia A época de Suleiman é também a do apogeu de uma arte maior entre os turcos: a cerâmica. Os objetos de uso cotidiano e os "azulejos" de revestimento, utilizando predominantemente motivos florais, atingem uma perfeição e uma delicadeza de traço e colorido incomparáveis. Enfim, calígrafos, ourives, tapeceiros, miniaturistas, pintores e poetas fizeram do longo reinado de Suleiman a idade de ouro da civilização otomano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 1 de maio de 1566, Suleiman sai de Constantinopla à frente do exército, na sua décima terceira incursão rumo ao norte. Em meados de agosto, é alcançado um dos objetivos da campanha, a destruição da cidade húngara de Szigetvár, onde um conde havia assassinado um dos governadores de Suleiman. Então, durante 43 dias, só alguns próximos do sultão são autorizados a penetrar na sua tenda. Oficialmente, Suleiman estava doente. Depois, instalado numa liteira fechada, é conduzido de volta a Constantinopla, via Belgrado, aonde acorreria Selim. Na realidade era um corpo embalsamado que seguia viagem. Suleiman, o Magnifico, morrera na noite de 5 para 6 de setembro, dois meses antes de completar 72 anos. O império lhe sobreviveria por mais três séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Por Pedro de Souza&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="www.super.abril.com.br"&gt;www.super.abril.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/os-khazares-e-suas-vitorias.html"&gt;► Os Khazares e suas vitórias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/poder-seldjucida.html"&gt;► O Poder Seldjúcida&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-4519481791209793283?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/4519481791209793283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=4519481791209793283' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4519481791209793283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4519481791209793283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/saga-do-sultao-suleiman_01.html' title='&lt;strong&gt;A Saga do Sultão Suleiman&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su2RbipIMdI/AAAAAAAACmQ/trbJzBuoH9I/s72-c/pes_532333.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-425508953863870925</id><published>2009-11-01T05:59:00.001-08:00</published><updated>2009-11-01T06:05:34.299-08:00</updated><title type='text'>Janízaro</title><content type='html'>Os &lt;strong&gt;janízaros&lt;/strong&gt; (do turco Yeni Tcheri, ou "Nova Força") constituíram a elite do exército dos Sultões otomanos. A força, criada pelo sultão Murad I (embora algumas versões apontem o pai de Murad, Orkhan, como seu criador), era constituída de crianças cristãs capturadas em batalha, levadas como escravas e convertidas ao Islã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su2Uj5SxjMI/AAAAAAAACmY/u91bXQ1IjlQ/s1600-h/A+entrega+obrigat%C3%B3ria+de+filhos+de+crist%C3%A3os+aos+turcos+para+servirem+como+guardas+do+sult%C3%A3o+era+chamada+de+imposto+de+sangue.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 276px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su2Uj5SxjMI/AAAAAAAACmY/u91bXQ1IjlQ/s400/A+entrega+obrigat%C3%B3ria+de+filhos+de+crist%C3%A3os+aos+turcos+para+servirem+como+guardas+do+sult%C3%A3o+era+chamada+de+imposto+de+sangue.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399134872682990786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A entrega obrigatória de filhos de cristãos aos turcos para servirem como guardas do sultão era chamada de "imposto de sangue".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jovens eram educados na lei islâmica e na língua turca, ao mesmo tempo que aprendiam a manejar armas e instruídos em artes militares. Os jovens cresciam tendo o próprio sultão como uma figura paterna, por quem estariam dispostos a defender até a morte mesmo contra seu próprio povo de origem. A justificativa para a adoção de um corpo de soldados conversos em vez de turcos nativos era que os turcos deviam lealdade ao seu povo e às suas famílias, e poderiam se tornar rebeldes em caso de uma ação do sultão contra outros turcos. Já os jovens cristãos só deviam lealdade ao sultão, e lutariam contra qualquer inimigo por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de o Império Otomano ter adotado oficialmente o islamismo sunita, os janízaros eram adeptos de uma ordem dervixe chamada bektashi, em alusão ao seu criador, Hajji Bektash. Reunia elementos muçulmanos e cristãos, permitia o consumo de bebidas alcoólicas e a participação de mulheres sem véus. Quando em serviço, no entanto, eram rigorosamente disciplinados e proibidos de casar. Os janízaros ainda tinham o hábito de levar consigo símbolos ou citações cristãs para a batalha, com consentimento de seus superiores.&lt;br /&gt;Assim, tornou-se uma prática comum nas campanhas empreendidas pelos otomanos na Europa capturar meninos nas cidades conquistadas e levá-los para os centros de treinamento turcos. Quando não estava em guerra, os sultões exigiam de seus estados vassalos cristãos nos Bálcãs uma remessa de jovens para compor o corpo de janízaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida em que cresciam em número, os janízaros eram separados em divisões distintas entre si por um símbolo trivial, como uma flor ou um peixe. Quando em acampamento, cada divisão reunia-se em torno de um caldeirão de cobre onde seu alimento era preparado, e curiosamente adotaram uma forte simbologia com base na comida. Chamavam seus coronéis de "fazedor de sopa chefe", oficiais-intendentes eram "cozinheiros chefes", e assim por diante. Os caldeirões eram levados para as batalhas, e se eles fossem perdidos, toda a unidade era dispensada e impedida de integrar a mesma companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os janízaros permaneceram por muito tempo como a elite do exército turco, entrando em batalha em momentos decisivos ou apenas como último recurso para garantir a segurança do sultão. Ao longo do século XIX perderam sua força, em parte porque o recrutamento de jovens cristãos tornava-se cada vez mais difícil frente à oposição de potências igualmente fortes militarmente, como Reino Unido e França, e também devido à progressiva retração territorial do Império Otomano na Europa. Desde então, até o final do império, em 1922, os poucos janízaros permaneceram como a simbólica guarda pessoal do sultão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente que os janízaros eram a elite dos soldados do Império Otomano. Eram inimigos temíveis, e isso, provavelmente, se devia ao fato de terem sido os primeiros a adotar as armas de fogo, antes mesmo da difusão destas. Além disso, os janízaros eram muito bem equipados com armaduras, e também eram bastante hábeis no manejo do arco composto. Entre eles,o maior costume era raspar a cabeça, deixando um rabo de cavalo e um tufo de cabelo no topo. Usavam cáftans e zarcolas (um chapéu de feltro um tanto alto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-425508953863870925?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/425508953863870925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=425508953863870925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/425508953863870925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/425508953863870925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/janizaro.html' title='&lt;strong&gt;Janízaro&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su2Uj5SxjMI/AAAAAAAACmY/u91bXQ1IjlQ/s72-c/A+entrega+obrigat%C3%B3ria+de+filhos+de+crist%C3%A3os+aos+turcos+para+servirem+como+guardas+do+sult%C3%A3o+era+chamada+de+imposto+de+sangue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-6562717494066208002</id><published>2009-11-01T04:21:00.000-08:00</published><updated>2010-08-09T14:44:13.588-07:00</updated><title type='text'>O Mistério dos Khazares</title><content type='html'>&lt;em&gt;Um dos grandes reinos do século VIII ao X da era comum, o Império Judaico do Khazar sucumbiu diante da força das tropas russas, levando consigo a sua história e a sua cultura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su19vjEOU-I/AAAAAAAACmI/McTi9f73RJo/s1600-h/dso+khazares.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399109784107373538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su19vjEOU-I/AAAAAAAACmI/McTi9f73RJo/s400/dso+khazares.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carta escrita em hebraico de um judeu dos Khazares provavelmente &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;endereço da Hasdoi ibn Shaprut (ser x) encontrada na guenizá do Cairo.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O mistério dos khazares atrai não apenas os estudiosos do tema, mas também aqueles interessados em conhecer detalhes de mais um capítulo da história do povo judeu. Em 1998, a televisão israelense levou ao ar uma série sobre o tema. O programa foi resultado de uma viagem até a região do Império Khazar, feita sob a coordenação do jornalista Ehud Ya'ari. Ele escreveu também uma reportagem sobre a viagem para o The Jerusalem Report, que foi publicada em setembro de 1995 sob o título Skeleton in the Closet. A reportagem ressalta que nem os judeus nem os russos se têm aprofundado no estudo do período histórico referente ao reino dos khasares, segundo ele, o mais longo reino judaico soberano na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante sua viagem, o jornalista israelense descobriu que um dos maiores obstáculos para se desvendar o mistério dos khazares foi a postura adotada pelas autoridades da então União Soviética de "varrer para debaixo do tapete esse capítulo de sua história". Um artigo publicado pelo jornal Pradva, em 1951, por determinação de Stalin, não admitia grandes polêmicas sobre a origem dos khazares russos. Segundo o professor Omekjan Pritzak, considerado um dos maiores especialistas sobre o tema, "os governantes sempre quiseram que tudo na Rússia tivesse início com os russos e ninguém mais". Para ele, no entanto, os primórdios russos surgiram das ruínas do Império Khazar. "Mas para os nacionalistas, era uma vergonha admitir que imperadores judeus reinaram na terra antes dos primeiros príncipes russos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem os especialistas que Itil, a capital do império, pode estar soterrada sob toneladas de lama que o rio Volga carrega para o mar Cáspio, ainda chamado de Mar dos Khazares pelos iranianos. Até o momento, foram feitas apenas escavações superficiais e os objetos e relíquias descobertos estão guardados em diferentes coleções espalhadas pelo que foi um dia a União Soviética. Outras peças podem estar escondidas em Moscou depois de terem sido recuperadas no período de 1950 a 1952, quando foi construído o canal entre os rios Volga e Don.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamada por alguns estudiosos de "a Atlântida que existiu de fato", Itil é atualmente o maior objetivo dos arqueólogos russos e estrangeiros, que têm podido trabalhar com um pouco mais de liberdade nos últimos anos. Satélites e equipamentos sofisticados estão sendo utilizados para auxiliar nos trabalhos de busca não apenas da capital do império, mas de sinais mais concretos da vida judaica dos khazares. "O primeiro que encontrar uma sinagoga khazar conquistará uma reputação semelhantes à obtida por Henrich Schliemann com a descoberta de Tróia", disse a Ya'ari o arqueólogo Sergei Kotin-kov, da Universidade de Astrakhan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Pritzak, sob o comando do rei Bulan, o Império Khazar estendia-se da cidade de Astrakhan no Mar Cáspio, mais de mil quilômetros ao oeste, atrás da atual capital da Ucrânia, Kiev, a qual acredita-se tenha sido fundada pelos khazares. A população judaica nunca foi maior do que 35 mil pessoas, mas constituía a dinastia governante e grande parte da elite local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suas andanças pelo outrora Império Khazar, Ya'ari e sua equipe puderam ver, em museus, evidências da vida judaica do período mencionado. Fontes hebrai-cas, árabes, armênias e bizantinas descrevem grandes tesouros, mas poucos foram encontrados e o que se descobriu está muito bem guardado. Como exemplo, o jornalista cita uma extraordinária coleção de pulseiras, anéis e correntes de ouro guardadas em um distante instituto científico, em uma cidade próxima ao rio Don.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Algumas palavras educa-das e gorjetas generosas garantiram nosso acesso a locais muito bem vigiados, com relíquias incluindo inscrições em pedras com versões primitivas da menorá de sete braços e brasões turcos de famílias mortas", conta Ya'ari. Na cidade de Kerch - chamada pelos judeus da Idade Média de Sefarad (Espanha em hebraico) - na região da Criméia, as autoridades locais negam a existência dos khazares na área, mas muitos túmulos de judeus khazares já foram descobertos nos estreitos que ligam os mares Negro e Azov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em alguns museus russos nos quais estão expostos artefatos khazares, incluindo jóias em ouro, sua origem khazar-judaica não é mencionada. Ao contrário, os responsáveis afirmam que os khazares não possuíam uma cultura própria, apenas imitavam outras. Conseqüentemente, afirma Ya'ari, pouco se sabe sobre essa civilização, sequer a sua língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Pritzak, dos 35 mil judeus da Khazaria, cerca de oito mil foram absorvidos pela população russa e depois desapareceram. O destino dos demais não é muito claro. A origem de seus ancestrais, no entanto, afirma Pritzak, remonta aos judeus da Europa central e ocidental. Esta opinião é compartilhada pelo professor israelense Zvi Ankort, que acredita que os judeus ashquenazitas da Europa oriental são descendentes de migrantes que vieram do oeste após a queda do Império Khazar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o mistério sobre a origem e o destino dos khazares não é totalmente desvendado, no entanto, o tema está sendo usado pelos ultra-nacionalistas russos para disseminar seu anti-semitismo. Segundo eles, seria uma tentativa de "envenenar" o sangue russo e destruir a glória da herança russa. A cada dia surgem novos panfletos denunciando "a conspiração judaica" para glorificar os khazares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.morasha.com.br"&gt;Revista Morashá&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/imperio-khazar.html"&gt;► Império Khazar&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/origem-dos-askenazim.html"&gt;► A Origem dos Askenazim &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/os-khazares-e-suas-vitorias.html"&gt;► Os Khazares e suas vitórias &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2009/11/arqueologos-russos-acharam-capital-do.html"&gt;► Arqueólogos russos acharam a &lt;br /&gt;capital do reino judeu dos khazares &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-6562717494066208002?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/6562717494066208002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=6562717494066208002' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/6562717494066208002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/6562717494066208002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/o-misterio-dos-khazares.html' title='&lt;strong&gt;O Mistério dos Khazares&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su19vjEOU-I/AAAAAAAACmI/McTi9f73RJo/s72-c/dso+khazares.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-5064530002887091707</id><published>2009-11-01T04:18:00.000-08:00</published><updated>2010-08-09T14:46:45.972-07:00</updated><title type='text'>A Origem dos Askenazim</title><content type='html'>&lt;em&gt;Fé Judaica no Cáucaso: Os Khazares converteram-se em massa ao judaísmo há 1200 anos e contribuíram para o surgimento da religião na Rússia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por Clade-Gérard Marcus – Especialista em arte e presidente do Museu de Arte e história do Judaísmo de Paris. Matéria traduzida da L'Arche, e que foi gentilmente cedida pela Revista 18, do centro de Cultura Judaica de São Paulo á publicação História Viva, Grandes Religiões 2 – Judaísmo &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;De tempos em tempos, a grande imprensa, a imprensa judaica e as editoras de livros dirigem a atenção dsos leitores para a tualidade da questão do Império Khazar, que existiu entre os anos 650 e 1016, a sul da Rússia e no Cáucaso. Esse estado, cuja população se converteu em massa ao judaísmo, teria desempenhado um papel importante no surgimento do judaísmo na Rússia. Em 1976 um livro de Arthur Koestler, intitulado A Décima-terceira Tribo, trouxe essa questão à tona e descreveu a história dos Khazares que, apesar da existência de numerosos documentos, era ainda pouco conhecida e divulgada. Na frança, em 2001, muitas revistas publicaram artigos a respeito dos Khazares, mas foi a publicação de um livro de Marek Halter, Le vent dês Khazars (O vento dos Khazares) que novamente colocou em evidência esta discussão.&lt;br /&gt; Na realidade, o grande passo em direção a um conhecimento mais aprofundado do império Khazar foi dado nos Estados Unidos,em 1999, com a publicação do livro de Kevin Alan Brook intitulado The Jews od Khazaria (Os judeus da khazaria – Editora Janson Aronsos Northvale, Nova Jersey). Este volume de 351 páginas, muito completo, baseia-se em vasta documentação e em múltiplas fontes, hebraicas, tanto russas e árabes. Algumas delas são anteriores ao ano 1000.&lt;br /&gt; Brook defende a tese de que os Khazares pertenciam a uma etnia que ele denomina "túrcica", superando a simples denominação de turca. Ele considera que 650 foi o ano do nascimento de uma entidade política Khazar independente, ou seja, à época do fim da guerra árabe-Khazar, que teve início em 642. Em 651-652, os Khazares venceram essa guerra, estabelecendo sua capital em Balandar. Essa cidade foi destruída durante a segunda guerra árabe-Khazar, e a capital foi instalada, posteriormente, em Samandar, em 723-724, sendo transferida para Atil (ou Itil), às margens do Volga e junto ao mar Cáspio, em 737.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; A Conversão ao judaísmo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judeus originários do mundo helenênico e meditarrâneo já se encontravam, então, instalados em território Khazar. O rei Bulan converteu-se ao judaísmo, e foi acompanhado pela nobreza e por uma parcela do povo. É essa conversão que faz referência a célebre obra de Yehuda Halevi, o Kuzari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À época de sua maior expansão, o império khazar estendia-se de Kiev e de Grodnon (Hrodna) até o mar Aral, englobando a Transcaucásia e a Criméia. Em 1016 esse império desabou, com a captura do imperador khazar pelos russos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kevin Alan Brook estuda de maneira muito detalhada o funcionamento do Estado Khazar e destaca a diarquia ali existente, já que o poder era dividido entre o Kagan (imperador) e o Bek (rei), uma divisão análoga ao que ocorreu, por séculos a fio no Japão, onde coexistiram o imperador e o xógum. Brook descreve a atividade econômica do mundo khazar, em particular a pesca, a agricultura e o artesanato, bem como o alto nível das transações comerciais internacionais durante o período khazar no que é hoje a Europa do leste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor examina a conversão dos khazares ao judaísmo, depoios que eles sofreram a influência de judeus vindos do mundo helenístico e do mundo islâmico. Ele insiste nos casamentos que se realizaram entre khazares e esses judeus, e que teriam dado origem, segundo ele, a uma síntese entre o mundo judaico e o mundo túrcico. Um capítulo inteiro é dedicado à rede de relações diplomáticas existentes entre os khazares e seus vizinhos, nas quais se vê uma alternância entre laços frágeis e conflitos, notadamente com os bizantinos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Depois de discutir a queda do império khazar ante os russos e os bizantinos, Kevin Alan Brook insiste, sempre baseando em fontes históricas e arqueológicas, no fato de que os judeus khazares foram os primeiros a se estabelecer nas cidades ucranianas, húngaras e polonesas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele conclui seu livro afirmando que a conversão dos khazares ao judaísmo não foi um fenômeno isolado e deve ser compreendida no contexto de uma corrente de conversões que ocorreram no mundo medieval e da qual participaram, igualmente, beberes,árabes, espanhóis e alemães.Ele demonstra, por fim, que desde o início da Idade Média as comunidades judaicas da Europa oriental existiram de maneira contínua.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como dito anteriormente, trata-se de um livro que defende uma tese. Brook destaca a contribuição dos khazares ao mundo medieval. Afirma que eles contiveram a conquista árabe do norte do Cáucaso, desempenhando papel semelhante aos dos francos na Europa ocidental. Diz também que eles fundaram a grande cidade de Kiev, onde estabeleceram um centro de comércio mundial, e que desempenharam um papel na migração dos búlgaros, dos magiares para além da região do Volga e até as suas terras atuais, na Bulgária, no Tatarstão, na Baquíria e sobretudo na Hungria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Influência no Leste europeu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Brook, os khazares também influenciaram o início da cultura e do sistema governamental dos magiares, difundiram a tecnologia da fabricação do vidro, que tinham aprendido dos judeus do Oriente Médio, e contibuíram para a etnogênese dos judeus europeus.&lt;br /&gt;Para além dessas informações, o autor também refuta um certo número de afirmativas que dizem respeito aos khazares, e que parecem amplamente aceitas. Dentre essas, demonstra que a noção de que os khazares não produziam a maior parte dos artigos que utilizavam é falsa. Ele rejeita, igualmente, a idéia de que a conversão ao judaísmo tenha ficado limitada aos dirigentes e a certos membros da nobreza. Por fim, considera que os caraítas da Criméia não são descendentes dos khazares, e o que o judaísmo khazar não era caraíta.&lt;br /&gt;No meu entender, as duas conclusões mais importantes de Brook dizem respeito ao papel essencial que os khazares tiveram na origem do judaísmo do leste da Europa, por meio de uma fusão com os judeus do oeste (França, Alemanha, etc.) e à amplitude freqüentemente subestimada das conversões ao judaísmo nos primeiros séculos da era cristã.&lt;br /&gt;As afirmativas do autor, por mais interessantes que sejam, devem ser estudadas e discutidas. Cabe aos historiadores e aos arqueólogos confirmá-las ou negá-las. O grande mérito de Brook foi ter exposto de maneira clara a discussão sobre os khazares. Independentemente da importância que possa ter tido o judaísmo dos khazares, e independentemente da amplitude das conversões no mundo, a cultura e a história dos judeus nasceram na terra de Israel, e ao longo dos séculos gravitaram, sempre, em torno de Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.hebreu.blogspot.com"&gt;Blog Hebreu&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/o-misterio-dos-khazares.html"&gt;► O Mistério dos Khazares &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/imperio-khazar.html"&gt;► Império Khazar&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-5064530002887091707?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/5064530002887091707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=5064530002887091707' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5064530002887091707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5064530002887091707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/origem-dos-askenazim.html' title='&lt;strong&gt;A Origem dos Askenazim&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-3669209760847471517</id><published>2009-11-01T04:08:00.001-08:00</published><updated>2010-08-09T14:49:11.427-07:00</updated><title type='text'>Império Khazar</title><content type='html'>&lt;em&gt;A &lt;strong&gt;Cazária&lt;/strong&gt; ou Império Khazar foi um extinto estado não-eslavo que existiu nas estepes entre o mar Cáspio e o mar Negro e parcialmente ao longo do rio Volga.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su160iB4P1I/AAAAAAAACmA/mFGmzg7QBkg/s1600-h/imperiokhazr.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 291px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su160iB4P1I/AAAAAAAACmA/mFGmzg7QBkg/s400/imperiokhazr.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399106571193565010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É hoje considerado um símbolo tradicional da Rússia, assim como a árvore conhecida em português por bétula ou vidoeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Cazares foram importantes aliados do Império Bizantino contra o Império Sassânida, e também uma significativa potência regional em seu momento de máximo esplendor. Empreenderam uma série de guerras, todas vitoriosas, contra os califados árabes, evitando assim possivelmente a invasão muçulmana na Europa Oriental. Aos finais do séculos X, seu poder declinaria frente ao Principado de Kiev, desaparecendo misteriosamente da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Judaismo na Cazária&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversão dos cazares ao judaísmo foi feita de maneira quase que aleatória. O seu rei queria escolher uma religião monoteísta para si e para seu povo, e acabou por escolher o judaísmo. Estima-se que 90% dos judeus de hoje descendam do antigo Imperio Khazar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/o-misterio-dos-khazares.html"&gt;► O Mistério dos Khazares&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/origem-dos-askenazim.html"&gt;► A Origem dos Askenazim &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-3669209760847471517?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/3669209760847471517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=3669209760847471517' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3669209760847471517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/3669209760847471517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/imperio-khazar.html' title='&lt;strong&gt;Império Khazar&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Su160iB4P1I/AAAAAAAACmA/mFGmzg7QBkg/s72-c/imperiokhazr.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-2648115192467626572</id><published>2008-02-26T12:29:00.000-08:00</published><updated>2010-08-09T11:35:44.257-07:00</updated><title type='text'>Império Otomano</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Império Otomano&lt;/strong&gt; (دولت عالیه عثمانیه Devlet-i Âliye-yi Osmâniyye, em turco-otomano) foi um Estado que existiu entre 1299 e 1922 e que no seu auge compreendia a Anatólia, o Médio Oriente, parte do norte de África e do sudeste europeu.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFy9tARF5DI/AAAAAAAAFu8/wSYwF-u22WM/s1600/Imp%C3%A9rio+Otomano.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 303px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFy9tARF5DI/AAAAAAAAFu8/wSYwF-u22WM/s400/Imp%C3%A9rio+Otomano.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502481425603355698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi estabelecido por uma tribo de turcos oguzes no oeste da Anatólia e era governado pela dinastia Osmanlı. Era por vezes referida em círculos diplomáticos como a da "Sublime Porta" ou simplesmente como "a Porta", devido à cerimónia de acolhimento com que o sultão agraciava os embaixadores à entrada do palácio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundado por Osman I (em árabe Uthmān, de onde deriva o nome "otomano"), nos séculos XVI e XVII o império constava entre as principais potências políticas da Europa e vários países europeus temiam os avanços otomanos nos Balcãs. No seu auge, no século XVII, o território otomano compreendia uma área de 11.955.000 km² e estendia-se desde o estreito de Gibraltar, a oeste, até o mar Cáspio e o golfo Pérsico, a leste, e desde a fronteira com as atuais Áustria e Eslovênia, no norte, até os atuais Sudão e Iêmen, no sul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Início do Império - 1300 - 1481&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinastia que Osman (1258 d.C a 1326 d.C) fundou era chamada de Osmanli, que significa "filhos de Osman". O nome passou para o ocidente como "otomano". O Império Otomano professava a religião muçulmana. As tribos mais fortes eram os seljúcidas, que se estabeleceram na Ásia Menor, juntamente com outros grupos de turcos. Após a derrota dos seljúcidas pelos mongóis, em 1293 d.C, Osman surgiu como o líder local dos turcos na luta contra o enfraquecido império bizantino. A conquista final dos bizantinos só foi alcançada em 1453 d.C, com a queda de Constantinopla (atual Istanbul), mas, naquela época, todo o território em volta já estava em mãos dos otomanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As áreas iniciais de expansão sob a liderança de Osman I e de seus sucessores - Orkhan (que governou no período de 1326 a 1359) e Murad I ( no período de 1359 a 1389) - compreendiam o oeste da Ásia Menor e o sul da Europa, originariamente península balcânica. Durante o reinado de Orkhan, foi iniciada a prática de exigir um tributo sobre os filhos de cristãos. Os meninos eram treinados para se tornarem soldados e administradores. Como soldados eles aumentavam as fileiras da infantaria, e eram chamados de janizaries, a força militar mais temida na Europa por séculos.&lt;br /&gt;Murad conquistou a Trácia, a noroeste de Constantinopla, em 1361 d.C. Mudou sua capital para Adrianópolis (atual Edirne), a capital da Trácia e a segunda cidade do império bizantino. Esta conquista efetivamente separou Constantinopla do resto do mundo. Adrianópolis também controlava a rota principal de invasão através das montanhas dos Balcãs, permitindo o acesso dos otomanos à expansão em direção norte.&lt;br /&gt;Murad morreu durante a sua última batalha vitoriosa contra os aliados balcânicos. Seu sucessor, Bayezid I (governou de 1389 a 1402), foi incapaz de expandir as conquistas do lado europeu. Ele foi forçado a voltar sua atenção para a região oriental da Ásia Menor para lidar com um principado turco cada vez mais crecente, o Karaman. Murad atacou e derrotou Karaman em 1391 d.C, acabou com a revolta nos Balcãs e voltou para consolidar suas conquistas na Ásia Menor. Seu sucesso atraiu a atenção de Timur Lenk (Tamerlão). Estimulado pelos príncipes turcos que haviam se asilado em sua corte, fugindo das incursões de Bayezid, Timur atacou e o subjugou em 1402 d.C. Capturado por Timur, Bayezid morreria em um ano.&lt;br /&gt;Logo Timur se retirou da Ásia Menor, deixando que os filhos de Bayezid recuperassem o que o pai tinha perdido. Os quatro filhos lutaram entre si pelo controle do poder, até que um deles, Mohammad I, matou os outros três e assumiu o governo. Ele reinou de 1413 d.C até 1421 d.C, e seu sucessor, Murad II, de 1421 d.C até 1451 d.C. Murad sufocou a resistência nos Balcãs e eliminou todos os principados turcos na Ásia Menor, com exceção de dois. A tarefa de finalizar a conquista balcânica e apoderar-se de toda a Ásia Menor coube ao sucessor de Murad, Mohammad II (no período de 1451 d.C a 1481 d.C). Foi ele quem terminou o cerco de Constantinopla em 1453 d.C e a transformou na capital do império otomano. Toda a península balcânica do sul da Hungria foi incorporada, assim como a Criméia, na costa norte do Mar Negro. A Ásia Menor estava completamente subjugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de conquistar um grande império, Mohammad II trabalhou com afinco pela consolidação e por um sistema administrativo adequado e de impostos. Para isso, contou com o fato de que toda a estrutura burocrática bizantina estava em suas mãos. Ainda que fossem muçulmanos, os sultões otomanos não se recusaram a usar qualquer talento que eles pudessem atrair ou capturar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Idade de Ouro - 1481 - 1566&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três sultões governaram o império no seu auge: Bayezid II (1481 - 1512), Selim I (1512 - 1520), e Suleyman, o Magnífico (1520-1566). Bayezid estendeu o império na Europa, acrescentou postos avançados ao longo do Mar Negro, e sufocou as revoltas na Ásia Menor. Também transformou a armada otomana na maior força naval do Mediterrâneo. Com a idade mais avançada, ele se tornou um místico religioso e abdicou ao trono em favor de seu filho mais brilhante, Selim I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira tarefa de Selim foi eliminar toda a competição por sua posição. Ele teve seus irmãos e filhos, com exceção de um, todos mortos. Desse modo, ele estabeleceu o controle sobre o exército, que durante a sucessão tinha apresentado um candidato próprio ao poder. Durante o seu curto reinado, os otomanos se moveram de sul para leste, na Síria, Mesopotâmia (Iraque), Arábia e Egito. Em Meca, o santuário do Islam, ele tomou o título de califa, governante de todos os muçulmanos. Os sultões otomanos seriam, dali em diante, os chefes espirituais do Islam, deslocando, assim, o antigo califado de Bagdá.&lt;br /&gt;Ao ocupar os lugares santos do Islam, Selim sedimentou sua posição como o governante religioso mais poderoso. Isto permitiu o acesso direto dos otomanos à rica herança cultural do mundo árabe. Intelectuais muçulmanos importantes, artistas, artesãos e administradores vinham a Constantinopla de todas as partes do mundo árabe. Eles transformaram o império muito mais do que o estado islâmico tradicional jamais tinha sido.&lt;br /&gt;Um outro benefício dos esforços de Selim foi o controle de todas as rotas comerciais do Oriente Médio entre a Europa e o Extremo Oriente. O crescimento do império foi, durante algum tempo, um impedimento para o comércio europeu. Este monopólio otomano levou os estados europeus a procurarem rotas alternativas pela África para chegarem à India e à China, impulsionando o desenvolvimento das navegações, o que acabou por levar à descoberta das Américas por portugueses e espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único filho de Selim, Suleiman, chegou ao trono em uma situação invejável. As novas receitas proveninentes da extensão do império, deixaram-no com uma riqueza e poder sem paralelo na história otomana. No início de suas campanhas, ele capturou Belgrado (1521 d.C) e a ilha de Rodes (1522 d.C) e fragmentou o poder militar húngaro. Em 1529 d.C, ele sitiou Viena, na Áustria, mas foi forçado a se retirar por falta de suprimentos. Também iniciou três campanhas contra a Pérsia. A Argélia, na África do Norte, se rendeu à sua esquadra em 1529 d.C e Trípoli (Líbia), em 1551 d.C. Em suas buscas menos belicosas, ele enfeitou as maiores cidades do Islam com mesquitas, aquedutos, pontes e outras obras públicas. Em Constantinopla, ele mandou construir muitas mesquitas e, entre elas, a magnífica Mesquita de Suleyman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Declínio do Império - 1566 - 1807&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o longo reinado de Suleiman, o império otomano alcançou o auge em poder político e o máximo de sua extensão geográfica. As sementes do declínio, no entanto, já estavam plantadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Suleiman já estivesse cansado das guerras e vivendo mais em seu harém, seus vizires assumiram o poder. Depois de sua morte, o exército passou a controlar o sultanato, usando isso em seu próprio benefício. Poucos sultões, depois de Suleiman, tiveram a habilidade de exercer o poder verdadeiro quando a necessidade se apresentava. A este enfraquecimento no centro do poder, se opunha um poder cada vez mais crescente no ocidente. Os estados nacionais na Europa estavam emergindo da Idade Média sob monarquias fortes. Estavam formando exércitos e esquadras que foram poderosas o suficiente para atacar o poder militar otomano decadente.&lt;br /&gt;Em 1571 d.C, um acordo entre Veneza, Espanha e os estados papais da Itália, derrotou os turcos na grande batalha naval de Lepanto, na costa grega. Esta derrota, que derrubou o mito do turco invencível, aconteceu durante o reinado de Selim II (período de 1566 - 1574). Mas, o império reconstruiu sua esquadra e continuou a controlar o Mediterrâneo oriental por mais um século.&lt;br /&gt;A medida em que o governo central se tornava mais fraco, partes do império começaram a agir mais independentemente, mantendo apenas uma lealdade nominal ao sultão. No entanto, essa armada ainda era forte o bastante para impedir as rebeliões nas províncias. Sob o governo de Murad III (1574-1595), novas campanhas foram desenvolvidas. O Cáucaso foi conquistado e o Azerbaijão foi ocupado, quando o império atingiu a sua maior extensão territorial.&lt;br /&gt;Esforços reformistas foram experimentados pelos sultões durante o século XVII, mas pouco pode ser feito para deter o começo da decandência. Os otomanos foram expulsos do Cáucaso e do Azerbaijão em 1603 d.C e do Iraque em 1604 d.C. O Iraque foi retomado por Murad IV (1623-1640) em 1638 d.C, mas o Irã permaneceu uma ameaça militar persistente no oriente. Uma guerra com Veneza (1645-1669) expôs Constantinopla a um ataque da armada naval veneziana. Em 1683 d.C, a última tentativa para conquistar Viena fracassou. A Rússia e a Áustria lutaram contra o império com ataques militares diretos e fomentando a revolta entre os não muçulmanos contra o sultão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando em 1683 d.C, com o ataque a Viena, os otomanos estiveram em guerra com os inimigos europeus por 41 anos. Como consequência, o império perdeu muito de seu território nos balcãs e todas as possessões no litoral do Mar Negro.&lt;br /&gt;O enfraquecimento do governo central, manifestado pelo declínio militar, também implicou numa perda gradual do controle sobre a maior parte das províncias. Governantes locais, chamados de notáveis, conquistaram para si regiões permanentes as quais eles governavam diretamente, independente da vontade do sultão em Constantinopla. Os notáveis foram capazes de construir suas bases de poder, porque sabiam da fragilidade do exército do sultão e porque as populações locais preferiam seus governos à adminitração corrupta da distante capital. Os notáveis formaram seus próprios exércitos e coletavam seus próprios impostos, enviando apenas as contribuições nominas para o tesouro imperial.&lt;br /&gt;Selim III (1789-1807) tinha esperanças de reformar o império e o seu exército, mas não conseguiu e foi destronado. Quando Mahmud II (1808-1839) chegou ao trono, o império estava em situação extrema. O controle da África do Norte tinha passado para os notáveis locais. No Egito, Mohammad 'Ali estava lançando as bases de um reino independente. Se as nações européias tivessem cooperado eles poderiam ter destruído o império otomano. Em 1826 d.C, cinco anos após o gregos iniciarem sua luta pela independência, os janizaries tentaram interromper as reformas. Mahmud os massacrou e construiu um novo sistema militar, nos moldes dos exércitos europeus. Ele também reformou a administração e assumiu o controle sobre alguns dos notáveis provinciais, com exceção do Egito. Por ocasião da morte de Mahmud, o império estava mais consolidado e poderoso, mas ainda sujeito à interferência européia.&lt;br /&gt;Os filhos de Mahmud, Abdulmecid I (1839-1861) e Abdulaziz (1861-1876) implementaram diversas reformas, especialmente na educação e no sistema legal. Não obstante, em meados do século era evidente que a causa otomana era uma causa perdida. O Czar Nicolau I da Rússia, em 1853 d.C, comentou sobre o Império Otomano: "Temos em nossas mãos um homem doente, muito doente."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guerras Turco-Russa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os interesses conflitantes dos estados europeus sustentaram o império otomano até depois da I Guerra Mundial. A Grã-Bretanha, em especial, estava determinada a manter a Rússia afastada do acesso ao Mediterrâneo pelo mar Negro. A Inglaterra, França e a Sardenha tinham ajudado os otomanos a bloquear os russos, durante a guerra da Criméia (1854-1856).&lt;br /&gt;A guerra russo-turca de 1877/1878, trouxe a Rússia quase que a Constantinopla. Os otomanos foram forçados a assinar o duro Tratado de Santo Estéfano, pelo qual terminavam o seu governo na Europa, com exceção dos estados europeus do Congresso de Berlim. Isso ainda deu um fôlego ao antigo império por umas poucas décadas a mais.&lt;br /&gt;Abdulhamid II (1876-1909) estabeleceu laços fortes com a Alemanha a ponto de na I Guerra Mundial os otomanos lutarem ao lado dos alemães. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Fim do Império&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi no início do século XX que os Jovens Turcos, um grupo reformista, passou a pregar reformas para a modernização do império. O grupo reformista teve êxito na deposição do sultão Abd Al-Hamid II, em 1909.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao centralizar o poder, esse grupo engendrou o início da própria derrocada do império, que foi obrigado a enfrentar a insatisfação geral de libaneses, sírios, macedônios, albaneses, cretenses, além de enfrentar as discórdias provindas da Bósnia, da Herzegovina, de Trípoli. Ainda na Primeira Guerra Mundial , os otomanos tinham sob controle grande parte do Oriente Médio, que se juntava aos Aliados em busca de sua independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tratados de paz de 1918 dissolveram o Império Otomano. Um novo governo, sob a liderança de Mustafa Kemal, conhecido como Ataturk, surgiu em Ancara. O último sultão, Mohammad VI, fugiu, depois que o sultanato foi abolido em 1922. Todos os membros da dinastia otomana foram expulsos do país dois anos mais tarde. A Turquia foi proclamada uma república, com Ataturk como seu primeiro presidente.  Durante os 15 anos de seu governo, foi responsável pela introdução de costumes ocidentais, além da abolição do califado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Wikipédia / Literatura &amp; Leitura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/saga-do-sultao-suleiman_01.html"&gt;► A Saga do Sultão Suleiman&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/03/queda-de-constantinopla.html"&gt;► A Queda de Constantinopla&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/janizaro.html"&gt;► Guerreiros Janízaros&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/03/vida-no-harem-otomano.html"&gt;► A vida no harém Otomano&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-2648115192467626572?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/2648115192467626572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=2648115192467626572' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2648115192467626572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/2648115192467626572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/imprio-otomano.html' title='&lt;strong&gt;Império Otomano&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFy9tARF5DI/AAAAAAAAFu8/wSYwF-u22WM/s72-c/Imp%C3%A9rio+Otomano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-1746063482206730434</id><published>2008-02-26T12:23:00.000-08:00</published><updated>2010-08-09T11:42:30.143-07:00</updated><title type='text'>Dinastia Abáscida</title><content type='html'>A oposição aos omíadas assumiu diversas formas mas, foi sob o xiísmo que essa oposição assumiu sua expressão mais poderosa. A idéia de um soberano a quem Deus atribuísse virtudes especiais era ao mesmo tempo simpática aos tradicionalistas, conscientes do caráter da missão do Profeta, e aos iranianos acostumados à monarquia sassânida. Os xiítas reivindicavam o poder para os descendentes de 'Ali. Os abássidas, por sua vez, não concordavam com o secularismo peculiar aos califas omíadas, que contrariava todos os preceitos islâmicos, gerando revolta entre os muçulmanos. As diferenças, aliás, remontavam à época do Profeta, uma vez que os omíadas se opuseram a Mohammad desde o início de sua missão.  O carijismo tinham conseguido atrair alguns adeptos no Irã e na região árabe do Egito, embora sua importância tenha ficado restrita à região bérbere. Outros, mais vagamente inquietos com os desvios omíadas, embora não tivessem preferência por um ramo em particular, eram, de um modo geral, apegados à família do Profeta (hashimita). Foi a habilidade de um descendente de Abbas, tio do Profeta, e de um missionário no Corassã, Abu Muslim, que fez convergir esses sentimentos de oposição em benefício da família abássida, e que depôs o califado omíada  em 750 d.C, fundando uma nova dinastia que duraria, em tese, até o século XVI. &lt;br /&gt;A fundação do califado  abássida marcou o fim da primeira  fase da expansão muçulmana. Muito pouco se avançou para além das fronteiras que os omíadas tinham alcançado. Por outro lado, foi um período de consolidação interna, a partir do qual começou a grande civilização islâmica. Os árabes contribuíram com a revelação feita ao Profeta Mohammad e com os instrumentos que tinham desenvolvido em sua vida cotidiana, assim como com os estudos relativos às tradições do Profeta, à filologia e à lei. Persas, iraquianos, sírios e egípcios contribuíram para realizações criativas no campo da arquitetura e das artes em geral. As mesquitas de Samarra, no  Iraque, Karivan, na Tunísia, e Ahmad Ibn Tulun, no Cairo,  foram erigidas como testemunhos do poder e da segurança da nova civilização islâmica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os abássidas tomaram seu nome de al-Abbas,um tio paterno do Profeta Mohammad, e um dos primeiros a apoiá-lo em sua sua missão. No início de 718 d.C, durante o califado de 'Omar II, Mohammad ibn 'Ali, um neto de al-Abbas, começou a angariar apoio para que o califado retornasse à família do Profeta, os hashimitas.&lt;br /&gt;A maioria esmagadora dos estrangeiros que foram arregimentados para a causa  hashimita era iraniana.  Os historiadores sustentam que o califado abássida representou uma mudança da cultura semítica para a iraniana. Outros argumentam que, na verdade, não houve tal mudança. Embora o novo regime não tenha conseguido retornar à austeridade fiscal da época de Mohammad, ele era bem diferente do antigo regime omíada. A vitória era dos árabes do Iraque em contraposição aos árabes da Síria e dos mawali iranianos, que agora podiam ocupar cargos na administração. Enfim, quando os abássidas tomaram o poder, o centro da cultura islâmica transferiu-se para o mundo persa no Iraque. Com a mudança da capital, de Damasco para Bagdá, os abássidas promoveram uma fusão dinâmica das culturas persa e semita.&lt;br /&gt;A vida islâmica foi  se  moldando na mistura de culturas profundamente enraizadas, e que aos  poucos foram se fundindo sob a liderança dos árabes. Os povos conquistados uniram-se de forma inédita graças à pax islamica, fazendo surgir uma civilização brilhante.  As cidades voltaram a florescer e Bagdá, a capital  abássida fundada em 762 d.C, tornou-se um grande centro comercial,  maior do que Selêucida e Cetsifonte, as antecessoras grega e sassânida, respectivamente.&lt;br /&gt;A dinastia começou quando Abul Abbas assumiu o califado  em 750 d.C. Tanto ele como seu sucessor, Abu Jafar al-Mansur, consolidaram o poder e iniciaram uma série de mudanças administrtivas que iriam caracterizar a forma de governo islâmico pelos próximos séculos.  A administração abássida seguiu muito de perto os modelos bizantino e sassânida. Era uma administração muito burocratizada e ao mesmo tempo centralizada. A criação do cargo de vizir foi apenas uma das inovações importadas dos sassânidas pelos abássidas para a administração islâmica. Aperfeiçoaram o sistema postal criado pelos omíadas, transformando-o num serviço de inteligência eficiente. Os encarregados das províncias distantes eram os olhos e ouvidos do governo e relatórios regulares eram feitos ao governo central sobre tudo o que acontecia naqueles lugares. &lt;br /&gt;O desenvolvimento do comércio está entre as conquistas dos abássidas. Com o governo unificado,  o  comércio podia ser feito no vasto território islâmico de uma forma mais livre e segura. Assim, comerciantes muçulmanos estabeleceram entrepostos comerciais nos mais distantes lugares, na Índia, Filipinas, Malásia, Índias Ocidentais e China. A partir do século VIII, o comércio se voltou fundamentalmente para a procura e importação de produtos básicos, como grãos, metais e madeira, forçando, em contrapartida, a exportação de uma região para outra. A expansão  comercial levou à criação de um sistema bancário sofisticado de tal sorte que um documento de crédito expedido em Bagdá podia ser honrado em Samarcanda, na Ásia Central, ou em qualquer outra província islâmica.&lt;br /&gt;Também floresceu a  vida   intelectual. Os estudos  religiosos  multiplicaram-se em todas as cidades. Fixados e compreendidos os textos na sua significação literal, faltava uma teologia. Tal foi, no primeiro século da dinastia abássida, a obra dos grandes teólogos e juristas. Remonta a essa época as quatro grandes escolas do pensamento islâmico: a malikita, a hanafita, a hanbalita e a shafiita.  &lt;br /&gt;A enorme ânsia pelo conhecimento deixou seu legado na história, geografia,  literatura e medicina. A partir da matemática grega, foram desenvolvidas a álgebra e a trigonometria. A jurisprudência atingiu sua forma definitiva  com a promulgação de quatro grandes códigos, baseados no Alcorão e nas tradições do Profeta, o que foi decisivo para dar uniformidade à vida dos muçulmanos. Não existe qualquer aspecto da vida humana sobre o qual o direito islâmico não se pronuncie.  O árabe foi a língua do direito e da cultura religiosa dessas comunidades islâmicas.&lt;br /&gt;A transferência do califado, de Damasco para Bagdá, significou mais do que uma mudança de dinastia. Representou também o deslocamento  do centro da civilização islâmica do Mediterrâneo Oriental para as fronteiras da Ásia. A proximidade  de Bagdá com a antiga capital sassânida, Ctesifonte, abriu as  portas para as  influências vindas da China ou da Índia, iniciando-se , a partir daí, um rápido declínio do poder político árabe. Os povos submetidos, principalmente os persas, começaram a  criar  governos paralelos e independentes. A burocracia herdada dos sassânidas era pesada e lenta, e o  poder se fazia representar mais pela pressão dos exércitos beduínos do que pelo exercício do poder político propriamente dito, muito embora a cultura árabe fosse ainda uma força unificadora.&lt;br /&gt;Esse regime estava muito longe de resolver os problemas e de apaziguar os descontentamentos. As desigualdades políticas e sociais não foram atenuadas,  nem as oposições religiosas foram acalmadas e, ainda por cima,  subsistiam as rivalidades nacionais.  Por toda a parte, o que se nota são perturbações.&lt;br /&gt;No começo do século IX, o controle do califa sobre o mundo islâmico começa a desmoronar.  Como os omíadas, os abássidas, de um modo geral, afastaram-se do povo, mas, cercaram-se de estrangeiros, principalmente na área militar. Isto criou um ressentimento, principalmente entre os árabes, que haviam ajudado a conquistar o poder. A primeira ameaça veio com o estabelecimento do califado omíada na Espanha, o qual, por causa da distância, anulava qualquer esforço de reconquista militar da região. Em seguida, foram os carijitas, que estabeleceram estados islâmicos no norte da África em 801 dC.&lt;br /&gt;Os xiítas eram um empecilho no governo abássida; os abássidas haviam chegado ao poder usando tanto a retórica como a ajuda xiíta. Os xiítas, no entanto, não eram um grupo unitário e os abássidas acabaram por abandonar seus laços com a crença xiíta. Uma rebelião em Meca levou ao massacre de xiítas e os sobreviventes fugiram para a região oriental da África (Magrebe), onde estabeleceram um governo independente, o reino idrísida.     &lt;br /&gt;Mais sintomáticas e de maior repercursão foram as perturbações no Irã, pois, sob um aspecto aparentemente religioso, manifestaram-se exigências mais concretas. Durante três quartos de século, a zona montanhosa que se estende do Corassã até a Armênia, foi sacudida por uma série de insurreições religiosas,  umas ligadas a certas seitas muçulmanas heréticas, outras ligadas às antigas crenças iranianas.                 &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os califas abássidas&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os abássidas, ao adotarem a cultura iraniana e ao se distanciarem de suas origens, aceleraram as divisões culturais no mundo islâmico. Após duzentos anos no poder, o mundo político e cultural do Islam se partiu em uma porção de unidades políticas e culturais independentes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FONTES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"O Mundo Islâmico" – Edições del Prado&lt;br /&gt;"A Short History of Islam" – S.F. Mahmud&lt;br /&gt;"Readings in Ancient History" -William Stearns Davis&lt;br /&gt;"História Geral das Civilizações" - vol III - Edouard Perroy&lt;br /&gt;http://www.history.unimelb.edu.au/coursematerials/greatemp/genealogy/abassids.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-1746063482206730434?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/1746063482206730434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=1746063482206730434' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/1746063482206730434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/1746063482206730434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/dinastia-abscida.html' title='&lt;strong&gt;Dinastia Abáscida&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-6170237307798109216</id><published>2008-02-26T11:58:00.000-08:00</published><updated>2008-08-02T06:38:11.523-07:00</updated><title type='text'>Os tulinidas, ikhshididas, fatimidas e aiúbidas (868d.C-1260d.C)</title><content type='html'>Em 868 d.C, uma nova era começou para o Egito, com a chegada em Al Fustat, capital do Egito, de Ahmad ibn Tulun, como governador, em nome de seu padrasto, Bayakbah, um tesoureiro em Bagdá, a quem o Califa Al Mutazz havia concedido o Egito como uma espécie de  feudo. Ahmad ibn Tulun inaugurou a autonomia do Egito e, com a sucessão de seu filho, Khumarawayh, no poder, estabeleceu o princípio de localidade, baseado no governo hereditário. A autonomia beneficiou enormente o Egito, porque a dinastia local suspendeu, ou reduziu os repasses de receita que o país mandava para Bagdá. O estado tulunida terminou em 905 d.C, quando as tropas imperiais entraram em Al Fustat. Pelos próximos trinta anos, o Egito ficaria sob o controle direto do governo central em Bagdá.&lt;br /&gt;A próxima dinastia autônoma no Egito, os ikhshididas, foi fundada por Mohammad ibn Tughj, que chegou como governador, no ano de 935 d.C. O nome da dinastia originou-se do título de Ikhshid, dado pelo califa a Tughj. A dinastia permaneceu no poder até a conquista fatimida, no ano de 969 d.C.&lt;br /&gt;Os tulinidas e os ikhshididas levaram ao Egito paz e prosperidade, implantando políticas agrárias sábias que aumentaram os rendimentos, eliminando os abusos de impostos e reformando a administração. Nem os tulinidas nem os ikhshididas   procuraram retirar o Egito do controle do império islâmico, chefiado pelo califa de Bagdá. Ahmad ibn Tulun e seus sucessores eram muçulmanos sunitas ortodoxos, leais ao princípio da unidade islâmica. A proposta era buscar um principado hereditário e autônomo, sob a autoridade de um califado central enfraquecido.&lt;br /&gt;Os fatimidas, a dinastia seguinte a governar o Egito, diferentemente dos tulinidas e ikhshididas, não queriam autonomia e sim a   independência de Bagdá. Além disso, como líderes do  movimento xiíta ismailia (*), eles também desafiaram os abássidas sunitas, na luta pelo próprio califado. O nome da dinastia deriva-se de Fátima, a filha do Profeta Mohammad, que era casada com 'Ali, o quarto califa e fundador do Islam Xiíta. O líder do movimento, que primeiro estabeleceu a dinastia na Tunísia, em 906 d.C, dizia-se descendente direto de Fátima.&lt;br /&gt;Sob os fatimidas, o Egito tornou-se o centro de um vasto império, e que, em seu apogeu, compreendia a África do Norte, a Sicília, a Palestina, a Síria, a costa africana do mar Vermelho, o Iêmen e Hijaz, na Arábia, incluindo as cidades santas de Meca e Medina. O controle das cidades sagradas conferiu um enorme prestígio para a soberania muçulmana, e o poder para administrar a peregrinação anual a Meca foi usado em seu próprio benefício. O Cairo era sede do califado  xiita, e o califa também era o chefe da religião, assim como da soberania do império. Os fatimidas fundaram a universidade de Al Azhar, no Cairo, que passou a ser um centro intelectual, onde  sábios e professores elaboravam doutrinas da fé xiita.&lt;br /&gt;O primeiro século do governo fatimida é o ponto alto do Egito medieval. A adminsitração foi reorganizada e expandida e funcionava com admirável eficiência: as taxas do campo foram abolidas e a probidade e regularidade na contribuição e coleta de impostos foram reforçadas. Os ganhos do Egito foram elevados e até aumentados por causa dos tributos das províncias. Este período foi também uma época de grande expansão na produção comercial e industrial. Os fatimidas fomentaram a agricultura e a indústria e desenvolveram um importante comércio exterior. Os fatimidas perceberam a importância do comércio para a prosperidade do Egito e, por extensão, para a sua influência na região, e desenvolveram uma ampla rede de relações comerciais, notadamente com a Europa e Índia, duas áreas com as quais o Egito não tinha tido contato anteriormente. &lt;br /&gt;Os navios egípcios navegavam para a Sicília e Espanha. A armada egípcia controlava o Mediterrâneo oriental e os fatimidas estabeleceram relações  muito próximas com as cidades-estado italianas, principalmente Amalfi e Pisa. Os dois grandes portos de Alexandria, no Egito e Tripoli (Líbano), tornaram-se centros do comércio mundial. No leste, os fatimidas pouco a pouco estenderam sua soberania aos portos e saídas do Mar Vermelho para o comércio com a Índia e o sudeste asiático e tentaram conquistar a influência do litoral do oceano Índico. Nos territórios fora do alcance dos fatimidas, os missionários ismailias e os mercadores egípcios seguiram lado a lado.&lt;br /&gt;No final, contudo, a tentativa fatimida de poder mundial fracassou. Um império enfraquecido e encolhido não foi capaz de resistir  aos cruzados, que em julho de 1099, ocuparam Jerusalém, após um cerco de cinco semanas.&lt;br /&gt;Os cruzados foram empurrados de Jerusalém e da maior parte da Palestina, pelo grande general curdo, Salah ad Din ibn Ayyub, conhecido no Ocidente como Saladino. Saladino chegou ao Egito em 1168 d.C, como integrante da equipe de seu tio, o general curdo Shirkuh, que se tornou o vizir, ou ministro, do último califa fatimida. Depois da morte de seu tio, Saladino se tornou o senhor do Egito. A dinastia que ele fundou, aiúbida, governou o até 1260 d.C.&lt;br /&gt;Saladino aboliu o califado fatimida, que naquela época já não mais representava uma força em termos religiosos e devolveu o Egito à ortodoxia sunita. Ele restaurou e estreitou os laços com o Islam oriental  e devolveu o Egito ao domínios representados pelo califado abássida em Bagdá. Ao mesmo tempo, o Egito abriu-se para as novas mudanças sociais e os movimentos intelectuais que estavam surgindo no Oriente. Saladino apresentou ao Egito a madrasah, uma mesquita-escola, que era o coração intelectual do renascimento religioso sunita. Até Al Azhar, fundada pelos fatimidas, tornou-se o centro da ortodoxia islâmica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mesquita de Al-Azhar, no Cairo, construída pela dinastia fatimida em 970.&lt;br /&gt;Em 1193, Saladino morreu em Damasco. Após sua morte, seus domínios fragmentaram-se em dinastias fracas, controladas por membros de sua família, os aiúbidas. Dentro desse império, os sultões aiúbidas do Egito representavam o máximo, por causa do controle que tinham de um  território bem definido, que lhes dava uma base de poder segura. Economicamente, o período aiúbida foi de crescimento e prosperidade. Mercadores  italianos, franceses e catalães operavam com os portos sob controle aiúbida. Os produtos egípcios, incluindo a pedra-ume, que tinha uma grande demanda, eram exportados para a Europa. O Egito também aproveitou-se do tráfego comercial com o Oriente. Da mesma forma que os fatimidas, Saladino manteve o Iêmen sob seu controle, assegurando, assim, uma importante vantagem estratégica e comercial sobre a região do mar Vermelho.&lt;br /&gt;Culturalmente, o período aiúbida foi um de maior atividade. O Egito tornou-se um centro de erudição e literatua árabes, e, juntamente com a Síria, adquiriu uma primazia cultural que se conservou até o período moderno. A prosperidade das cidades, o patrocínio dos príncipes aiúbidas e o renascimento sunita tranformou o período aiúbida  num ponto cultural elevado na história egípcia e dos árabes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(*) Ismailia - uma facção do xiísmo, que teve seu nome derivado do Imam Mohammad ibn Ismail, o Sétimo Imam. A doutrina ismailia  observava a shari'ah, mas também incluia um sistema de filosofia e ciência coordenados com a religião, que provava a origem divina do imamato e os direitos do fatimidas a ele. Ubaid Allah, al Mahdi, o fundador da dinastia fatimida, veio do norte da África no início do século X e promoveu ativamente a fé ismailia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/07/histria-da-civilizao-turca.html"&gt;&lt;strong&gt;VOLTAR&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-6170237307798109216?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/6170237307798109216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=6170237307798109216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/6170237307798109216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/6170237307798109216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/os-tulinidas-ikhshididas-fatimidas-e.html' title='&lt;strong&gt;Os tulinidas, ikhshididas, fatimidas e aiúbidas (868d.C-1260d.C)&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-4620639638361450829</id><published>2008-02-26T11:45:00.000-08:00</published><updated>2010-08-09T11:30:26.073-07:00</updated><title type='text'>Turcos Otomanos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFy-uit3yrI/AAAAAAAAFvE/coMw5jeXooQ/s1600/Othman.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502482551542368946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 370px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFy-uit3yrI/AAAAAAAAFvE/coMw5jeXooQ/s400/Othman.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os otomanos chegaram as regiões da Anatólia como colonos, durante o período seldjúcida da Turquia (1098 d.C a 1308 d.C); essa fronteira da Anatólia era muito hostil ao Islam. Alguns desses eram guerreiros da fé islâmica, cumprindo a "guerra santa" de expandir a fé entre os infiéis hostis. Os seljúcidas tinham sido os primeiros a manter um poder sobre a área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do século XIV, Osman, um líder tribal turco, fundou um império na Anatólia ocidental (Ásia Menor), que iria perdurar por quase seis séculos. Esse império cresceu, conquistando terras do império bizantino e mais além, chegou a incluir, no auge de seu poder, toda a Ásia Menor; os países da península balcânica; as ilhas do Mediterrâneo oriental; partes da Hungria e da Rússia; Iraque, Síria, Cáucaso, Palestina e Egito, parte da Arábia; e todo o norte da África, pelo lado da Argélia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma importante ordem de guerreiros foi de grande importância para a formação de tão vasto império. Os chamados janízaros era um grupo de soldados formados a partir das conquistas territoriais otomanas. Crianças e jovens capturados em guerras, logo em seguida eram educados de acordo com os ensinamentos da religião islâmica. Considerados filhos do próprio sultão, chefe máximo do império, o corpo dos janízaros era um exército leal à autoridade política otomana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possibilitando a formação de uma cultura militarista, os otomanos seguiram à risca o ideal expansionista da religião muçulmana. De acordo com os ditames do Alcorão, os muçulmanos fiéis devem ampliar o número de fiéis muçulmanos e combater a influência das demais religiões estrangeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SxKuql-4MHI/AAAAAAAAC7I/1uHvyoWMLFA/s1600/otomanos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409578149198966898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SxKuql-4MHI/AAAAAAAAC7I/1uHvyoWMLFA/s400/otomanos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu momento de glória no século XVI, representa o auge da criativatividade humana. O império construído foi um dos maiores e mais influentes de todos os impérios muçulmanos do período moderno e sua cultura e expansão militar cruzou toda a Europa. Nem mesmo a expansão islâmica na Espanha, no século VIII, conseguiu estabelecer uma presença na Europa tão marcante quanto a dos otomanos nos séculos XV e XVI. Como no primeiro período da expansão islâmica, os otomanos fundaram um império sobre o território europeu e trouxeram com eles as tradições e cultura islâmicas que permanecem até os dias atuais (os muçulmanos da Bósnia são os últimos descendentes da presença otomana na Europa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1517, o sultão otomano era também o Califa do Islão, e o império otomano era entre 1517 e 1922 (ou 1924) o sinônimo de Califado, o Estado Islâmico. O auge do Império Otomano foi durante o governo de Solimão, o Magnífico, no qual seus exércitos chegaram as portas de Viena, e Constantinopla foi transformada em capital cultural e política. Governo este que duraria 46 anos. Durante este breve período, o Califado estendia-se do Atlântico até Oceano Pacífico; do Zimbabwe até o sul dos Montes Urais; o período de máxima integração do califado. Foi também durante o seu governo que ocorreu a Batalha de Rodes, Batalha de Tabriz, Batalha de Málaca, Batalha de Manila e o Cerco de Viena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a morte de Suleiman, em 1566, seu império havia alcançado o seu maior grau de poder e influência, se estendendo desde os territórios da Polônia até o Iêmen, desde Trípoli até a Pérsia. Entretanto, esta fase foi marcada pelo inicio de um longo e lento declínio. Este declínio foi ocasionado por uma série de conflitos na sucessão ao poder do império. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o teórico do nacionalismo Ernest Renan afirma, o Império Otomano era, em contraste com outros estados-nações (como a França, Alemanha ou Reino Unido) uma unidade política multiétnica. Em "Qu ''est-ce qu'' une nation ?", de 1882, ele afirma que "o turco, o eslavo, o grego, o arménio, o árabe, o sírio, o curdo, são tão distintos hoje como sempre foram desde o primeiro dia da conquista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os otomanos foram uma força que deve ser avaliada, militar e culturalmente, desde o seu início até a sua fragmentação nas primeiras décadas do século XX. O verdadeiro fim da cultura otomana chegou com a secularização da Turquia, após a II Guerra Mundial, acompanhando os modelos de governos europeus. A transição para um estado secular não foi fácil e suas repercussões ainda hoje se fazem sentir na sociedade turca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Fontes:&lt;/strong&gt; Literatura &amp; Leitura / História do Mundo / Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/saga-do-sultao-suleiman_01.html"&gt;► A Saga do Sultão Suleiman&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/imprio-otomano.html"&gt;► Império Otomano&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/03/queda-de-constantinopla.html"&gt;► A Queda de Constantinopla&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/11/janizaro.html"&gt;► Guerreiros Janízaros&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/03/vida-no-harem-otomano.html"&gt;► A vida no harém Otomano&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-4620639638361450829?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/4620639638361450829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=4620639638361450829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4620639638361450829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/4620639638361450829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/osman-i-o-imprio-otomano-em-sua-maior.html' title='&lt;strong&gt;Turcos Otomanos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFy-uit3yrI/AAAAAAAAFvE/coMw5jeXooQ/s72-c/Othman.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-162735744823142296</id><published>2008-02-26T11:40:00.000-08:00</published><updated>2010-08-10T11:00:21.821-07:00</updated><title type='text'>Os Uzbeks</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Uzbecos &lt;/strong&gt;era o nome coletivo que se dava as tribos das estepes de diversas origens turcas e mongol, todas elas de língua turca, que habitavam em Ala Tau em tempos de Tamerlán. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGTZ9rNRvI/AAAAAAAAFvs/5AnktZj_Y8s/s1600/C%C3%B3pia+de+uzbeg+warrior.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 355px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGTZ9rNRvI/AAAAAAAAFvs/5AnktZj_Y8s/s400/C%C3%B3pia+de+uzbeg+warrior.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503842293885257458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas tribos, reunidas baixo o mando de Mohamed Shaybani, invadiram Mawarannhar no final do século XV aproveitando as divisões internas dos Timuridas. Em pouco tempo ocuparam Bujará e Samarcanda e Mohamed Shaybani tomou de Husein Bayqara o controle de Jorezm, ocupando assim Tashkent e o vale de Ferganá (quer dizer, uma extensão aproximada da atual Uzbekistão). Os Timuridas reagiram contra-atacando desde Afganistão e Irã. De 1505 a 1513 ocorreu uma sangrenta guerra pelo domínio de Ásia Central entre os descendentes de Tamerlán e os Uzbecos, até que na batalha de Ghajdivan estes últimos conseguiram uma devastadora vitória sobre seus adversários consolidando seu domínio durante os seguintes séculos.Os seguintes khanes (reis) uzbecos da dinastia Saibanida trataram de estender seus domínios em todas as direções. O mais sobressaliente deles, Abdulla, penetrou na estepe ocupada pelos kazacos e combateu repentinamente contra os safávidas do Irã. Os constantes conflitos entre Mawarannhar e Irã determinaram a desolação permanente de toda parte nordeste de Irã, acentuando assim o crescente isolamento dos saibanidas em Mawarannhar, dado que entre eles e o resto do mundo muçulmano sunita interpunha o hostil reino chiita dos safávidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Decadência dos Uzbecos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao isolamento geográfico juntou desde meados do século XVI o rápido declínio da Rota da Seda, ao transferir os portugueses paulatinamente todo o comércio entre China, Índia e Europa a rota marítima que margeava África pelo Cabo de Boa Esperança. Tendo um impacto devastador na economia de Ásia Central tradicionalmente ligada aos intercâmbios comerciais entre Oriente e Ocidente.Outros fatores do declínio do estado Uzbeco foram a epidemia que assolou a zona em 1590, as constantes invasões das tribos nômades dos oirates e o empobrecimento da vila cultural provocada pela proliferação das ordem derviches que representavam o Islã em seu nível mais popular e analfabeto. A estes elementos tem que acrescentar o fator psicológico que representava para o kanato Uzbeco ser um estado muçulmano na fronteira da civilização sedentária, rodeada de tribos nômades muitas vezes hostil. Como se os Uzbecos se adaptaram a vida agrícola e incluso a comercial, os turcomanos, karakalpakos, os kazacos e os kirguises mantiveram seu caráter nômade até o momento da conquista russa.Este estancamento econômico e cultural se acentuou durante os séculos XVII e XVIII unindo aos fatores sinalados a desagregação política. A dinastia Saibanida sucedeu a Janida que governou durante todo o século XVII e a maior parte do XVIII Mawarannhar e o vale de Ferganá desde sua capital em Bujará. Enquanto isto uma parte dos saibanidas continuaram reinando em Jorezm, constituindo um kanato independente na cidade de Jiva. Em 1700 se estabeleceu o kanato de Kokán igualmente independente de Bujará com base no vale de Ferganá.O Kanato de Bujará a meados do século XVII teve que fazer frente ao último intento dos governantes da Índia de reconquista dos antigos domínios Timuridas em Ásia Central. Conseguiram os uzbecos rejeitar a invasão, esta vitória não fez mais que acentuar o isolamento geográfico e político. Em 1734 teve lugar um novo ataque contra o Kanato de Bujará, desta vez procedente do Irã. As armas de fogo do exército iraniano (que possuíam os uzbecos devido ao atraso) determinaram o êxito da invasão. A pesar da suavidade das condições de paz (a fronteira se restabeleceu no rio Amudarya), estas não fizeram mais que acentuar a decadência uzbeca.A dinastia Janida continuou reinando em Bujará durante meio século mais, até que em 1785 foi substituído pela dinastia Mangit. Durante o reinado do primeiro soberano desta nova dinastia, o Sha Murad, Bujará desfrutou de um curto período de prosperidade econômica e poder militar que utilizaram em um novo ataque a Irã norte-oriental, desta vez com êxito e conduziu a inclusão definitiva de Jorasán setentrional.O Kanato de Jiva teve um peso muito menor na história, sendo um fator acrescentado de debilidade interna a tensão social existente entre agricultores e nômades, assim como entre os três grupos étnicos que compunham sua população: uzbeco, tadllicos e turcomanos.Com relação ao Kanato de Kodán manteve maior prosperidade e atividade comercial que seus vizinhos, tendo seu momento de maior esplendor a princípios do século XIX no qual conseguiu uma certa expansão com relação ao oeste obtendo o território cerca a Tashkent.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-162735744823142296?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/162735744823142296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=162735744823142296' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/162735744823142296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/162735744823142296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/os-uzbeks.html' title='&lt;strong&gt;Os Uzbeks&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGTZ9rNRvI/AAAAAAAAFvs/5AnktZj_Y8s/s72-c/C%C3%B3pia+de+uzbeg+warrior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-5040312081381215842</id><published>2008-02-26T11:38:00.000-08:00</published><updated>2010-08-10T11:19:11.406-07:00</updated><title type='text'>Turcos Seldjúcidas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os &lt;strong&gt;turcos Seldjúcidas&lt;/strong&gt; eram uma tribo de nômades da Ásia Central conduzidos por um homem chamado Seljuk que se instalaram perto de Bucara (agora no Uzbequistão) no final dos anos 900.  &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFy8ViHNQGI/AAAAAAAAFu0/7rUEVep1vOc/s1600/Cavaleiro_turco_seljucida_arqueiro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 358px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFy8ViHNQGI/AAAAAAAAFu0/7rUEVep1vOc/s400/Cavaleiro_turco_seljucida_arqueiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502479922860212322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Seldjúcidas, converteram-se ao islamismo no século X. Sob o comando de Togrul Beg, neto de Seljuk, conquistaram Nixapur em 1038. Em 1040, venceram os Ghaznévidas, em Dandanaqan. Ispahan caiu também em seu poder, passando a ser a capital. Penetrou pelo sul no Iraque, cuja capital, Bagdá, ocupou em 1055, derrotando os Buwayhidas e se fez reconhecer como sultão e protetor do califa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líder dos Seldjúcidas, Toghrul-Beg, então, foi nomeado pelo Califa de Bagdá como Sultão, o que correspondia a uma separação definitiva entre os poderes temporal e religioso, ficando o primeiro a cargo do Sultão e o segundo nas mãos do Califa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus sucessores, Alp Arslan e Malik Shah, prosseguirão a sua obra, estendendo largamente os seus domínios para a Síria, Palestina e Anatólia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por serem Sunitas, os Seldjúcidas combateram o Xiismo, que havia se tornado dominante no período de governo dos Buwayhidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGXkVg9SLI/AAAAAAAAFwU/SkwMIQ28u3g/s1600/seljuk+retirando+flexa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 333px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGXkVg9SLI/AAAAAAAAFwU/SkwMIQ28u3g/s400/seljuk+retirando+flexa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503846870129920178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu feito mais importante foi, sem dúvida em 1071, quando Alp Arslan, herdeiro de Toghrul-Beg, esmaga os exércitos bizantinos na Batalha de Manzikert.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1071, Alp Arslan conduziu os seus homens para a Armênia, onde foi atacado por um exército bizantino sob o comando do imperador Romano IV Diógenes, o que se provou fatal para os Bizantinos. Os turcos fingiram fugir, cercaram os inimigos e derrotaram-nos, capturando o imperador que acabou por ser libertado com pagamento de resgate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta batalha, travada na Ásia Menor, contra o Império Bizantino, constituiu no início do fim deste. Aparentemente, foi apenas uma vitória heróica conquistada pelos Seldjúcidas, que apesar de estarem em franca minoria, lutavam de forma coesa e apaixonada, sobre um grupo enorme, o exército Bizantino, e heterogêneo, formado por mercenários de diversas partes do Império que, na hora do combate, foram incapazes de obedecer corretamente um comando central e, por isso, acabaram fragorosamente derrotados. Porém, foi muito mais do que isso, pois permitiu aos Turcos conquistarem as planícies da Anatólia (ou Ásia Menor), ou seja, a Armênia e a Capadócia, região vital para a sobrevivência do Império Bizantino, uma vez que era de lá que ele retirava a maior parte de seus gêneros agrícolas e também, os cavalos para seus cavaleiros. Sendo assim, sem a Anatólia, o Império Bizantino viu-se obrigado a importar cavalos para poder manter uma cavalaria, o que encarecia este tipo de tropa, essencial nas guerras Medievais, e limitava o exército Bizantino, à partir de 1071, quando ocorreu a batalha, mais e mais a apenas infantarias e tropas de arqueiros, impotentes contra as cavalarias Muçulmanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante notar a atuação dos Sultões Seldjúcidas, em especial Alp Arslan, filho do primeiro Sultão. Eles, com efeito, sediados na cidade de Isaphan (próxima a Bagda), recriaram o Império Islâmico, porém, agora em três frentes diferentes e com um caráter primordialmente Turco. As três frentes de expansão Seldjúcida eram respectivamente: a Anatólia; a Síria e o Irã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1084, os Turcos conquistam Antioquia. A Síria foi reconquistada aos Emires independentes que lá haviam se instalado, no Irã, ocorreu o mesmo e a Anatólia, por sua vez, depois da Batalha de Manzikert, foi pouco a pouco sendo ocupada pelos Seldjúcidas até se tornar realmente o novo Turquestão (há que se notar que a Turquia de hoje nada mais é do que a própria Anatólia, ou Ásia Menor). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A derrota do Basileu Romano IV na Batalha de Manzikert provocou profundo abalo no Império Bizantino. Inicialmente, foi a dinastia dos Ducas (a qual o Basileu pertencia) que caiu, em seu lugar entrou Nicéforo III, que percebendo a situação delicada em que se encontrava, começou a pensar em uma reaproximação com o ocidente (digo reaproximação porque desde 1053, com o Cisma do Oriente (separação entre a Igreja Católica, com sede em Roma, e a Igreja Cristã Ortodoxa, com sede em Constantinopla), que as relações entre Constantinopla e o resto da Europa estavam estremecidas). Esta reaproximação foi executada, no entanto, quando Aleixo I, o Basileu que assumiu, em 1081, requisitou ao Papa Urbano II o envio de uma força militar de apoio na guerra contra os Muçulmanos. O Papa aceitou o pedido (principalmente porque sua condição, a reunificação das duas Igrejas, foi aceita pelo Basileu) e, em 1095, no Concílio de Clermont, pregou a Cruzada com a desculpa de reconquistar Jerusalém, que se via nas mãos dos Muçulmanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Primeira Cruzada, realizada entre 1096 e 1099, foi realizada, portanto, com o intuito de auxiliar o Império Bizantino na medida em que abria uma nova frente de combate contra os Turcos. Porém, ela só obteve sucesso (reconquistou Jerusalém, Belém, Nazaré e outras cidades, além de estabelecer Reinos Cristãos na Palestina) devido a fragmentação política dos Seldjúcidas decorrente da morte do Sultão Malik-Chah, em 1095. Este dividiu seu Império em três partes: a Síria, a Anatólia e a Pérsia, ficando todas independentes umas das outras, constituindo as duas últimas, Sultanatos próprios e a primeira estando dividida em dois Reinos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Seldjúcidas entraram em decadência à medida que mergulharam na descentralização e sua queda foi precipitada quando, em 1258, os Mongóis, liderados por Hulagu, tomaram Bagda e depuseram o último Califa Abássida, al-Mustasim. Os reides Mongóis, que se haviam iniciado no final do século XII, destruíram o Sultanato da Pérsia (o Irã) e depois o centro do antigo Império. Somente a Anatólia permaneceu sobre a autoridade Turca, porém não apenas Seldjúcida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; klepsidra.net / Infopédia / Libanoshow.com / Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/poder-seldjucida.html"&gt;► O Poder Seldjúcida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/08/o-imperio-seljucida.html"&gt;► Império Seljúcida&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2009/12/sultanato-de-rum.html"&gt;► Sultanato de Rum&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-5040312081381215842?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/5040312081381215842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=5040312081381215842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5040312081381215842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/5040312081381215842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/turcos-sedjcidas.html' title='&lt;strong&gt;Turcos Seldjúcidas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFy8ViHNQGI/AAAAAAAAFu0/7rUEVep1vOc/s72-c/Cavaleiro_turco_seljucida_arqueiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-6337985957245597637</id><published>2008-02-26T11:34:00.000-08:00</published><updated>2010-08-06T19:09:26.867-07:00</updated><title type='text'> Gaugaúzia</title><content type='html'>A Gagaúzia (em gagauz Gagauz-Yeri; em romeno Găgăuzia) é uma região autônoma da República da Moldávia. Seu nome oficial é Unidade Territorial Autônoma da Gagaúzia (em romeno Unitate teritorială autonomă Găgăuzia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo gagauz descende dos turcos seljúcidas que se instalaram em Dobruja, juntamente com os pechenegues, oguzes e cumanos que seguiram o sultão seljúcida anatólio İzzeddin Keykavus II (1236-1276). Mais especificamente, trata-se de um clã de oguzes que migraram para os Balcãs durante os conflitos com outras tribos turcas e se converteram do Islamismo para o Cristianismo Ortodoxo após se estabelecerem nos Balcãs orientais (atual Bulgária) e foram chamados de turcos gagauzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Economia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base da economia gagauz é a agricultura, particularmente a viticultura. Os principais produtos de exportação são: vinho, óleo de girassol, bebidas não alcoólicas, lã, couro e têxteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Demografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o senso de 2004, Gagaúzia tem uma população de 155.700 habitantes, dos quais 58.300 vivem na zona urbana e 97.500 na zona rural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Composição étnica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;· 82% de Gagauzes &lt;br /&gt;· 7,8% de Moldávios &lt;br /&gt;· 4,8% Búlgaros &lt;br /&gt;· 2,4% Russos &lt;br /&gt;· 2,3% Ucranianos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-6337985957245597637?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/6337985957245597637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=6337985957245597637' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/6337985957245597637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/6337985957245597637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/gaugazia.html' title='&lt;strong&gt; Gaugaúzia&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-876353922653580503</id><published>2008-02-26T11:32:00.000-08:00</published><updated>2010-08-09T11:39:20.380-07:00</updated><title type='text'>Curdos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os &lt;strong&gt;curdos&lt;/strong&gt; (em curdo Kurdên) são um grupo étnico que se considera como sendo nativo de uma região freqüentemente referida como Curdistão, que inclui partes adjacentes de Irão, Iraque, Síria e Turquia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ipbcPM5tI/AAAAAAAADxM/d9DJn-Nsvz4/s1600-h/071031_blog_uncovering_org_curdos_1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 276px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ipbcPM5tI/AAAAAAAADxM/d9DJn-Nsvz4/s400/071031_blog_uncovering_org_curdos_1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5433779239324018386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Comunidades curdas também podem ser encontradas no Líbano, Armênia, Azerbaijão (Kalbajar e Lachin, a oeste de Nagorno-Karabakh) e, em décadas recentes, em alguns países europeus e nos Estados Unidos. Etnicamente aparentados com outros povos iranianos, eles falam curdo, uma língua indo-européia do ramo iraniano. Todavia, as origens étnicas curdas são incertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Vladimir Minorsky, "não há dúvidas que o termo mar (medos) se refere aos curdos". Além disso, ele escreve que "no raro manuscrito armênio contendo amostras de alfabetos e línguas, escrito em algum momento antes de 1446, uma oração curda aparece como exemplo da língua dos medos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-876353922653580503?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/876353922653580503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=876353922653580503' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/876353922653580503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/876353922653580503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/curdos.html' title='&lt;strong&gt;Curdos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S2ipbcPM5tI/AAAAAAAADxM/d9DJn-Nsvz4/s72-c/071031_blog_uncovering_org_curdos_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-1663231800228706781</id><published>2008-02-26T11:28:00.000-08:00</published><updated>2010-08-10T11:14:32.118-07:00</updated><title type='text'>Afshar</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Afshar &lt;/strong&gt;é um clã iraniano originário do Turquestão. Avşar, awshar ou afshar significa "caçador hábil" ou "aquele que liquida um negócio prontamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem dos Afshar remonta a um grupo de tribos oguzes, turcos que se deslocaram dos planaltos do Qibtshag para o Turquestão, em direção ao Irã. Muitos deles chegaram à Síria e mesmo à Ásia Menor. A maior parte, entretanto, permaneceu no sudoeste do Irã. Sob a direção de seu líder Shoumla (1148 - 1174), pouco a pouco o clã aumentou sua influência política.&lt;br /&gt;Forçados pelos mongóis a deixar seu lugar de origem, os Afshar instalaram-se na Pérsia e no Azerbaidjão, no final do século XII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ascensão política&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ascensão dos Safávidas ao poder no Irã, no início do século XVI corresponde a um aumento do poder do clã. Com efeito, uma parte de suas elites será parte do exército dos Qizilbash - uma coalizão de clãs xiitas do Azerbaidjão, predominantemente de língua turca.&lt;br /&gt;Os Qizilbash, unidos pela crença na doutrina safávida do xiismo, conduzirão Ismail Xá Safavi (1499 – 1529) ao trono, dando início à dinastia dos Safávidas. Posteriormente o Xá designou os chefes das tribos integrantes da coalizão de apoio como seus representantes nas diferentes províncias iranianas. Por determinação do soberano, que pretendia deter os uzbeques, os Afshar se transferiram do Azerbaidjão para o Khorasan.&lt;br /&gt;Já no século XVIII, a fraqueza dos Safávidas diante dos afegãos terá como conseqüência um dos períodos mais sangrentos da história do Irã, convertido em alvo de pilhagens e massacres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGWQJRiiUI/AAAAAAAAFwM/tm7HpVnu_nA/s1600/Nader+Shah+era+um+membro+dos+turcos+tribo+Afshar+do+norte+da+P%C3%A9rsia.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503845423735015746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 201px; CURSOR: hand; HEIGHT: 340px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGWQJRiiUI/AAAAAAAAFwM/tm7HpVnu_nA/s400/Nader+Shah+era+um+membro+dos+turcos+tribo+Afshar+do+norte+da+P%C3%A9rsia.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nader Xá, era um membro da tribo&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; turca Afshar do norte da Pérsia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nesses anos turbulentos, um dos chefes Afshar, Nadr Qoli Beg Afshar, destaca-se como líder militar ao expulsar os afegãos e restaurar o trono do safávida Tahmasp II, que será, no entanto, deposto pouco depois. Nader assumirá então a regência do império persa, passando posteriormente a ocupar o trono ele próprio, como Nader Xá, dando assim início à dinastia dos Afsharidas.&lt;br /&gt;Os Afshar são ainda muito numerosos no Azerbaidjão, Khorassan, Kirman, Kuzestão, Veramin, Zandjian, Hamadan e Mazandaran e dentre eles, ainda existem grupos nômades.&lt;br /&gt;Falam uma língua túrquica - afshar ou afshari, por muitos considerada como um dialeto azerbaidjano. Todavia, assim no caso de muitas outras línguas túrquicas, a contigüidade de múltiplos dialetos torna difícil a distinção de limites entre línguas e dialetos. O afshari se distingue do azeri por um grande número de palavras de empréstimo do dari e pequenas diferenças fonéticas na pronúncia de vogais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-1663231800228706781?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/1663231800228706781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=1663231800228706781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/1663231800228706781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/1663231800228706781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/afshar.html' title='&lt;strong&gt;Afshar&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGWQJRiiUI/AAAAAAAAFwM/tm7HpVnu_nA/s72-c/Nader+Shah+era+um+membro+dos+turcos+tribo+Afshar+do+norte+da+P%C3%A9rsia.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-8715036521037351628</id><published>2008-02-26T11:27:00.000-08:00</published><updated>2010-08-10T11:09:36.014-07:00</updated><title type='text'>Oguzes</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os&lt;strong&gt; oguzes &lt;/strong&gt;formaram um dos principais ramos turcos entre os séculos VIII e XI.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGVmaEk3HI/AAAAAAAAFwE/YWN__64-_HA/s1600/Oghuz+Turks.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 331px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGVmaEk3HI/AAAAAAAAFwE/YWN__64-_HA/s400/Oghuz+Turks.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503844706689539186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando da migração dos turcos, durante os séculos X XI e XII, os oguzes estavam entre os turcos da região do Mar Cáspio que migraram em direção ao sul e oeste da Ásia ocidental e da Europa Oriental e não para o leste, em direção à Sibéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os oguzes são considerados como os ancestrais dos turcos ocidentais modernos: azeris, turcos da Turquia, turcomenos, turcos qashqais do Irã, turcos do Khorassan e gagaúzes (Gök Oğuz : oguzes azuis ou celestes), que em conjunto representam mais de 100 milhões de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-8715036521037351628?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/8715036521037351628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=8715036521037351628' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/8715036521037351628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/8715036521037351628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/oguzes.html' title='&lt;strong&gt;Oguzes&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGVmaEk3HI/AAAAAAAAFwE/YWN__64-_HA/s72-c/Oghuz+Turks.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3884218285130130872.post-616775761410080476</id><published>2008-02-26T11:17:00.000-08:00</published><updated>2010-08-10T11:06:37.262-07:00</updated><title type='text'>Cumanos</title><content type='html'>Os &lt;strong&gt;cumanos&lt;/strong&gt;, também conhecidos como polovtsy (palavra eslava para amarelado) eram uma tribo turca ocidental que vivia ao norte do Mar Negro ao longo do Volga. Eles são identificados como o ramo ocidental dos kipchaks.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZo0KKOWwI/AAAAAAAADP8/kYm1ipldU3Y/s1600-h/cumanos1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 297px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZo0KKOWwI/AAAAAAAADP8/kYm1ipldU3Y/s400/cumanos1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5415130847249324802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles invadiram o sul da Ucrânia, Moldávia, Valáquia e parte da Transilvânia no século XI e a partir daí eles continuaram suas pilhagens e saques no Império Bizantino, Hungria e Kievan Rus'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1089, eles foram derrotados por Ladislau I da Hungria, sendo novamente derrotados por Vladimir Monomakh no século XII e esmagados pelos tártaros em 1241. Muitos se refugiaram na Hungria e na Bulgária, onde foram assimilados. Seu nome pode ainda ser encontrado em nomes de lugares como a cidade de Kumanovo na Macedônia, Comăneşti na Moldávia e Comana na Dobruja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cumanos se estabeleceram na Hungria tendo seu próprio governo, e seu nome (kun) ainda é preservado nos nomes dos condados de Bács-Kiskun e Jász-Nagykun-Szolnok, e nos nomes de cidades como Kiskunhalas e Kiskunszentmiklós. Os cumanos da atual Rússia se juntaram ao canato da Horda de Ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGUvT6FcsI/AAAAAAAAFv8/npn3QRRhmjU/s1600/cuman_01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 236px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGGUvT6FcsI/AAAAAAAAFv8/npn3QRRhmjU/s400/cuman_01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503843760142119618" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XIII, os cumanos ocidentais tornaram-se católicos, enquanto os orientais assumiram o islamismo. a Diocese Católica dos Cumanos incluía a Romênia e a Moldávia. Este título foi mantido até 1523. O principado da Valáquia foi estabelecido por Basarab I, filho do comandante militar cumano Tihomir da Valáquia no início do século XIV. O nome Basarab é considerado de origem cumana, significando rei pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3884218285130130872-616775761410080476?l=reinosepovosturcos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/feeds/616775761410080476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3884218285130130872&amp;postID=616775761410080476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/616775761410080476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3884218285130130872/posts/default/616775761410080476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2008/02/cumanos.html' title='&lt;strong&gt;Cumanos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SyZo0KKOWwI/AAAAAAAADP8/kYm1ipldU3Y/s72-c/cumanos1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
